Te Amo por isso te Liberto
Por isso, Jesus esteve naquela cruz, porque era impossivel que a salvação chegasse a todos por seus prórpios meios. Mas posso estar enganado; e que todos vocês, são realmente servos de Jesus; e o imitam e não possuem nada nesse mundo, esperando a salvação como alguns esperaram, e que não tendo nada no mundo por causa do amor, guardaram-se dos escânda-los e qualquer tropeço, viveram pela fé, no único salvador, Jesus.
Velocidade é a bola da vez. Não sei bem se é isso, mas não tenho mais tempo para errar. Há alguns meses, numa mesa-redonda em Belo Horizonte, o professor Eugênio Trivinho (PUC-Santos) falava em "dromoaptidão". Nunca mais me esqueci. Ele fala difícil, a platéia de estudantes de graduação em Comunicação ainda não sabia o que fazer com aquelas palavras. Muita gente riu baixinho, pensou logo no dicionário. "Dromoaptidão" era um conceito que Trivinho desdobrava ali para aquela "galera". E era mais ou menos a aptidão que nós (e os próximos habitantes desta Terra) devemos ter para lidar com a velocidade.
Além do professor de Santos, capítulos de livro trazem pesquisas sobre o tal do "tempo real" e a perseguição de um intervalo cada vez menor entre os fatos, os fatos e as idéias, os fatos e os textos, os fatos e o jornalismo. Uma correria que aparece na vida de todo mundo das mais variadas formas. Gerações que se sucedem e ficam sem o que fazer cada vez mais cedo.
A geração dos meus professores universitários fazia doutorado aos 45-50 anos. A minha geração é de doutores antes dos 30 ou pouquíssimo depois. Inventou-se, para dar conta disso e manter a "linha de corte", o pós-doutorado. E deste se pode ter um, mas é pouco. Há jovens estudiosos com cartelas de dois, três ou quatro, antes dos 40 anos, uns dentro e outros fora do país.
Vou pelo mesmo caminho, mas não sem me perguntar: para quê estou correndo tanto? Onde vou parar? Para quem quero falar o que eu aprendo? Turmas cada vez menores? Poucos indivíduos que querem fazer carreira na ciência? Embora haja vasta comissão de ressentidos que vão mal na profissão ou que apenas repetem a crítica infundada àqueles que fazem da pesquisa a profissão (muitas vezes a vida), é nisso que este país se fia, com o pouco que ele é, para atravessar camadas e camadas de ignorância reverberada até por quem estuda.
Em todas as grandes universidades deste país (não estou falando de faculdades), há equipes grandes de pessoas de variado nível de formação questionando, examinando, estudando e propondo o que se faz do lado de fora daquelas cercas. Em qualquer região do Brasil, pessoas dedicadas ao conhecimento (e não apenas à informação replicada, muitas vezes mal replicada) fazem seminários para ver o que é possível para melhorar isto ou aquilo.
Fico observando aquelas equipes da Engenharia de Materiais. Eles têm de pensar em tudo, no presente e no futuro, e de fato alteram as perspectivas do que acontece dentro de nossas casas. Ou aquela turma de jaleco branco que acaba de passar por ali. São biólogos e vão almoçar. Um pouco mais cedo, estavam discutindo alguma coisa sobre meio ambiente. Os cientistas da Computação estão ali trancados resolvendo o que fazer com a pesquisa de um tal ex-aluno de doutorado que inventou algo muito importante para isto ou aquilo. E a turma da Faculdade de Educação entregou hoje cedo as matrizes que direcionarão o ensino de Matemática nos próximos anos, se os professores deixarem.
E para quê corro tanto? Para ver a banda passar. Para chegar na frente. Para que minha vida aconteça à minha revelia. Para que meu filho tenha um futuro bacana. Para ter grana. Para aprender coisas que pouca gente sabe. Para contribuir. Posso dizer tanta coisa para me justificar, mas prefiro ficar cansada. No final, estaremos todos vizinhos nas mesmas covas. Para quê correr?
Uma moça me contava, há duas semanas, a experiência de morar no exterior. Não em Londres ou em Nova York, mas em Moçambique. Antes disso, fez um estágio no interior da Amazônia e depois concorreu a uma vaga na África. Lá, não tinha quase onde morar. Pegou malária duas vezes. Depois de três anos, resolveu voltar para o Brasil porque ficou grávida. Não fosse isso e teria curtido mais a missão. Dizia ela: "Aprendi muito com esses povos. Lá você dizia ao cara para pensar no futuro, guardar a comida, conservar o peixe e ele dizia: para quê?". Quando ela argumentava: "Para você ter um dia melhor amanhã". O africano dizia: "Mas aí eu posso ter um dia melhor hoje". Caça, pesca, coleta. Isso mesmo, vida de quem está, não será. E se for, melhor.
Ela dizia isso e sugeria a alunos de Letras que concorressem a vagas oferecidas por agências nacionais de fomento para viagens ao exterior. Não para Milão ou para Lisboa, mas para Moçambique ou para qualquer outro canto do mundo onde não haja uma vida, no fundo, muito parecida com esta. Ela dizia isso e refletia: correr para quê?
Não quero viver da coleta. Não sou caçadora e nem estou preparada para o "carpe diem" dos filmes americanos ou dos poemas árcades, mas bem que eu queria um descanso. Não este descanso falso dos finais de semana que começam no sábado à noite. Não a pseudoparada dos que dormem de dia. Ou a noite exausta de quem trabalha sem parar. É isso o que se tem feito. Eu queria o descanso de viver este dia do moçambicano sertanejo. De quem não conhece, simplesmente não sabe o que é, o celular, a televisão, a caixa de e-mails ou a luz elétrica. Impossível.
Faz tempo que a velocidade vem mudando de jeito. Não por conta da internet, que esta é apenas a etapa que nos soa mais fresquinha. Desde o telégrafo, o trem a vapor, o telefone. Desde que a distância pareceu ser relativa. Desde que os burricos que atravessavam montanhas pararam de trabalhar. O tempo vem sendo manipulado. As pessoas vêm delegando suas reflexões e seus desejos a outras. Se gostam ou não, se querem ou não, se são ou não, tanto faz. Terá sido tudo uma imensa onda de práticas meio espontâneas.
Sem ler sobre o assunto, mesmo sem freqüentar aulas de "Análise do Discurso", seja de que linha for, é possível parar para ouvir os ecos de tudo o que se diz. Aqui, neste Digestivo, é possível ler uns textos que ecoam outros; tantos que expressam bonitamente a conversa do boteco, com mais elaboração, é claro; outros tantos que conversam entre si e nem sabem. O que importa é saber o quanto estamos presos a uma rede invisível de sentidos que já vêm meio prontos. Uma teia de relações que já chegam feitas. Uma onda transparente de significados que carrega os ditos e os não-ditos. Sem ter como escapar. Os dizeres estão sempre presos a outros, mesmo que não se saiba se alguém já disse aquilo antes. E principalmente por isso.
Pensar deveria ser a coisa mais importante de tudo. Da vida em família, da escola, da convivência. Saber pensar deveria ser a habilidade mais almejada de todas. Antes de saber envergar roupinha de marca ou saber inglês, antes de conhecer música ou ler Machado de Assis. Antes de ser "do contra" ou de apoiar a "situação". Pensar deveria ser obrigatório. Não sei pensar. Não aprendi direito. Antes que eu consiga (porque eu até tento, há quem nem isso...), vêm logo essas redes de sentidos me carregando. Que antídoto há para isso? Pensar de novo, ler mais, conhecer os textos (falados, inclusive) que já rolaram nesta correnteza e tentar ao menos me localizar. Saber que ecos tem minha voz. Pensar de novo e assistir aos efeitos do que eu disser.
Em 2002 eu tinha um blog. Ele era até conhecido. Fazia resenhas e entrevistas com escritores. Depois me cansei dele. Hoje tenho preguiça dos blogs, assim como de outras coisas e pessoas. Lá no meu blog era assim: eu mal pensava e já havia escrito. Muitas vezes funcionava. Mas isso não tem a menor importância para mim mais. No blog, no site, na mesa de bar, a velocidade eclipsa uma série de coisas mais importantes. Muito do que se escreve é de uma irresponsabilidade exemplar. O Digestivo já foi texto de prova de vestibular várias vezes. Imagine-se o que isso ecoa nas práticas de muitos lugares? Parece bobagem? Não é. Muito do que se toma como verdade é irrefletido, bobo, superficial, reelaborado, tolo, restrito, mas se quem escreve só faz escrever sem pensar, imagine-se o que fazem os que apenas lêem, e lêem mal?
A velocidade com que as coisas podem ser feitas e ditas tem trazido à luz o que deveria ficar guardado em tonéis de carvalho. Há produtos da cultura que jamais, esteja a tecnologia como estiver, sairão dos barris antes do tempo. Ainda bem.
Achamos que o tempo é longo na Terra, mas na verdade o tempo é curto. Por isso você precisa descobrir a maneira certa de viver para receber a glória de Deus.
Mudar é uma questão puramente de atitude, de inteligência. Isso não se refere à classe social, religião, ou sei lá qual for a justificativa que couber a cada um. É questão de ser ou não ser consciente. Até quando seremos patrocinadores da corrupção? Que tal mostrarmos a voz do povo? Onde está a geração “caras-pintadas”?
Mas não passa. Não importa que faça três meses ou três anos. Isso, aqui dentro, parece que nunca vai ter um fim. Mas já não é mais amor. Também não posso cogitar que seja outra coisa. Acredito que sejam só restos, restos de um amor meio torto, meio surrado, dos mais complicados, dos mais tristes também, mas que permaneceu vivo o tempo todo dentro de mim, em silêncio. E permanece. Em cada milímetro de mim, cada parte do que eu sou. Cada saudade que eu sinto é um pouco de saudade sua também. Em cada frase que eu escrevo, uma palavra é dedicada a você também. Cada amor que eu tenho, é um pouco do seu. Amor que ressurge em algumas horas e, sinceramente, me deixa no chão. Nada tão devastador quanto o que você já foi pra mim, nada que eu não possa aguentar calada. Nada que, ao amanhecer, eu já não tenha deixado pra lá e seguido em frente. Não é mais urgência de você, é só… lembrança. É só falta. É só certeza de que nunca vai existir um outro você, ou que acidentalmente a gente vá se encontrar aos 30 anos de idade e desenterrarmos o que nós éramos. É só saudade. Saudade que eu já aprendi a conviver, e que já entendi que, provavelmente, eu vou ter que senti-la pelo resto da vida. Nada que eu poderia fazer – e faço – compensaria esse nosso infinito desfeito.
Quando finalmente acho que está tudo certo... tudo muda novamente. Por isso não diga que sabe todas as respostas da vida, pois ela sempre volta e muda todas as perguntas !
Os sábios atuais são muito mais sábios que os antigos,no entanto, não deixam de mencioná los.Isso é que é sabedoria!
Vejo no fracasso, desde que se tenha força para isso, a oportunidade de recomeçar de uma forma mais prudente e pensada, sabendo dos erros que não poderão mais serem cometidos.
Todo mundo erra em algum momento da vida, e nós também podemos errar! Por isso, devemos estar sempre pronto a perdoar todos que por um momento de infelicidade nos atingiu. Sei que em algumas situações a palavra perdão soa até como ofensa para quem foi afligido. É a primeira palavra que o ofendido risca do seu vocabulário, porém quando se consegue buscar forças do interior e perdoar a quem o ofendeu, desde é claro, que haja arrependimento do ato, o perdoador sente o efeito duradouro deste ato divino.
Tire as aspas da sua vida e comece a pensar com a sua cabeça, talvez falte isso no mundo supérfluo em que vivemos!
Brincadeira de Hora em Segundos
Lá, lá atrás do tempo
criou-se um descontento
Isso? Há muito me lembro
pungir o vento,
nas costas das horas
que estavam distraídas lendo.
Não sei se gostavam
porém achavam-se atentas
pararam até os ponteiros
que todos os dias andam pela sala,
passam pela cozinha
pelo quarto, voltam pra sala, e sentam.
Os números que formam o dia e a noite
o nascer e o crepúsculo
pairavam no ar escasso e cortante
e usavam grandes óculos escuros
em cima do muro,
comiam um maduro fruto
olhando o poço fundo
do mundo.
com os olhos vendados
filtravam o brilho deste tempo
o tempo rodante,
no espaço barulhento
o tempo passado, o tempo pequeno
desesperado e frêmito
por atrás deste paciente poema lento.
O medo é um obstaculo para a aprendizagem. Isso acontece em muitos estudantes, nao adptam a liberdade de expressao.
As veses vc quer se vc mas tem gente q tenta muda isso,entao nao esquesa nao deixe as pesoas te mudarem seja vc mesmo!!!
Dizem que a paciência é a uma das maiores virtudes para sucesso, será que encontramos isso pra vender no mercado livre?
"E isso é estranho, porque por hora, até consigo recordar-me de quem eu era, mas logo passa e minha amnésia retorna com tudo. Os sentimentos eram fáceis de ser alcançados, hoje vejo a construção de pontes indestrutíveis, por cima de abismos imensos que separam, a razão do coração. Eis-me aqui do lado da razão e essa ponte pra ser sincera não me verá desfilar pro outro lado. Desculpem-me os sonhadores, mas amor nem sempre é o sustento da vida.
É uma pena que não cobremos isso [letramento, amor pela leitura] (como professores), não lutemos por tal fato e pelo incentivo em casa (como cidadãos), enfim, deixamos como está! A inércia gera a subserviência conivente da maioria.
Tinha um namorado perfeito,amigos perfeitos,família e um mundo perfeito,mas quando perdi tudo isso,percebi que o perfeito não vale nada.
Hoje em dia estamos pagando para viver, é isso mesmo, pagando para viver, onde um governo do qual era para nos ajudar pelo contraio, só nós humilia a cada dia, e nos maltrata, seja nos impostos ou até mesmo na comida que você come todos os dias, no carro, e na sua própria casa, não somos donos de absolutamente nada material, somos donos de nós mesmo, apenas isso, usamos nossos nomes para dizer-mos que somos donos, ou proprietarioas de imoveis ou de veiculos, mas não somos donos, porque até mesmo a nossa casa, é isso mesmo a nossa casa, aquela da qual batalhamos suamos para conquistar, com um tijolo aqui, outro ali, não é nossa, pois a cada ano temos que pagar o temido IPTU, o imposto do qual se você não pagar, você perde o bem que tento suou para conquistar, assim acontece com seu veiculo, se fossemos donos dele, não precisaria-mos pagar IPVA ou até mesmo o seguro, do qual você não pode utilizar, se fossemos donos não precisaria disso, pois ja pagamos absurdos com gasolina e peças, agora vai você sair com seu carro atrasado, para ver, se ele é mesmo de você, não é, todos os nossos bens materiais se formos analisa, são do governo, pois estamos pagando para sermos donos deles, se fossemos donos não precisaria-mos pagar IPTU ou IPVA, dentre muitos outros que pagamos sem ao menos saber, isso são as leis implantadas em nossos paises, leis das quais eram para beneficiar a população em geral, o ser humano que trabalha mais de 8h por dia, para sustentar sua familia, comprar seu carro, sua casa, e não para pagar para o governo, para ser dono de algo.
Agora pare para pensar você ai onde quer que esteje, pare e pense, Somos ou não donos do que possuímos em nossos nomes....
