Ser eu
Se eu fosse escolher o que eu queria ser , eu não seria eu
Eu seria a brisa do verão
O frio do inverno
A folha que cai
A flor que floresce
O sol que aquece
Eu seria o riso
O choro
O vento
O esquecimento
Eu controlaria o tempo
Mas..tudo tem seu momento
Eu queria ser tantas coisas que nem dá para contar
E nada me impede de sonhar
E nessa estrada sombria e fria eu continuo a caminhar , e eu mesmo vou me guiar
Não sou perfeito,
Não sou príncipe,
E não quero ser,
Quero ser Eu mesmo,
Se não gosta assim,
Me deixa seguir que te deixo seguir.
Mas por favor não queira me mudar.
Deixa que a vida se encarrega de fazer as mudanças necessárias.
Estou tão cansada de não poder ser eu, reprimir tudo o que sinto está ficando cada dia mais insuportável. Estou apenas protelando, adiando o que foi dito pela voz do destino.
Flávia Abib
Como ser eu mesmo se a sociedade é o oposto do meu ser? Sinto-me como uma estrela em meia a escuridão.
SEM TÍTULO
Ora, pronto.
Justo a mim, coube ser eu: um poema sem título!
"SEM TÍTULO!" - já está me retirando algum prêmio sem eu nunca ter ganhado um.
Ora, sem título. Sem título não dá direção! Sem título pode ser... qualquer coisa!
Qualquer coisa que não tenha título, domínio, vida, cor.
Sou sem.
Queria ter um título bonito como os outros poemas têm.
"Carrossel", e a tratativa seria sobre, o giro da morte. O lento e colorido toque
suave da vida em Paris que te mata em praça pública.
Quem sabe, "Pégaso", e recitaria sobre um romance onde seus cabelos escuros me
lembravam a constelação que meu avô me mostrava enquanto um cheiro doce de bolo
quente de cenoura com cobertura açucarada de um chocolate pretíssimo (como era
possível aquilo? tal como a constelação, e seus cabelos...) invadia nossos
narizes, meu e de meu avô, apontados pra Pégaso.
"Sol". E escreveria qualquer besteira quente, laranja, tropical, caribenha com
alguma decepção terrífica em alguma parte. "As águas eram tão claras que deu pra
ver que tudo era dor."
Em "Acetona", eu diria como meus pais removeram todos os meus sonhos de esmaltes
coloridos, e é por isso que você nunca vai me ver fora de uma paleta terracota.
Em "Plot Twist", declamaríamos que, no início, eu era quase uma crônica e fui morto por meus pais, armados de acetona, que me dissolveu em um poema lírico
tenebroso.
Mas quando você me coloca SEM TÍTULO, os olhos que me percorrerem jamais vão
ter lido sobre a ilusão de Paris, sabido qual constelação meu avô me ensinou,
qual era o bolo de minha avó, a cor dos seus cabelos, o que a clareza das águas
caribenhas revelavam, qual arma meus pais usaram pra me matar, e qualquer
reviravolta minimamente interessante sobre ser crônico-lírico.
Não tenho nada a te oferecer
A não ser eu
Eu que sou inquieto
Eu que sou quieto
Eu que busco e mexo
Mexo com a cabeça que insiste em ficar
Ficar naquele lugar
Estranho
Não tenho nada além do eu
O eu que gosto
O eu que está aqui
Procurando nos eus
Eus de todos e de ninguém
Algo que nos tire do eu
Eu que sei
Que falta muito
Sei o barulho que faz
O barulho que não faz
Só mais um Eu
Mas o eu meu só pode ser teu
Se o eu meu
Poder partilhar o seu eu
E ai fazer um nós
Ver é saber o que você vai aprender a por no ato de tentar ser o que você não sabe o que vai ser. Eu te vejo.
Era outro -
Ah se eu pudesse não ser eu ...
Acreditem ... era outro!
Pois quem este me deu
deu-me à vida jaz morto.
E se estas pedras falassem
se este chão tivesse boca
talvez todos soubessem
que a minha vida é tão pouca.
E o porquê de ser assim?!
Se eu fosse fariseu
matava em mim
este peso de ser eu ...
Nem eu sou o que sou
nem sou o que queria
desta angustia a que me dou
vou morrendo dia a dia.
Ao ler a grande literatura, eu me torno mil homens e, mesmo assim, continuo a ser eu mesmo.
Eu não preciso que ninguém me leve a sério a não ser eu mesmo, não preciso da aprovação de ninguém a não ser da minha mesmo, a partir do momento que eu viver buscando impressionar os outros e não a mim, serei refém da minha própria alma.
Ser eu mesma!
Nunca imaginei dizer isso, mas...
Como é difícil ser eu mesma!
Errar e assumir que tenho que aprender com os meus erros, e a partir dessa aprendizagem, acreditar que me tornei mais forte e confiante!
Ser eu mesma, vai além das minhas escolhas, pois tenho que lidar com muitas limitações existenciais que de fato me provoca indagações sobre as minhas próprias decisões!
Decisões estas, que fazem com que eu nem sempre as considerem como as minhas prioridades, mas que é necessário realizar!
E por eu não considerar como sendo as minhas prioridades, vem a culpa, a incerteza, a insegurança de não ser eu mesma, vivendo em um corpo que a mim pertence!
E entre vírgulas, questionamentos e intervenções, é preciso entender que não posso desconectar a tríade que de fato faz-me pertencer: Espírito-Corpo-Mente.... Para que assim exista um equilíbrio entre a emoção e a razão de pertencimento.
Estou em busca de mim mesma! E quando acredito que estou me encontrando, firmo a certeza de que tenho muito que me reencontrar, pois sou imensamente parte de um contexto amplo, profundo e misterioso.
A verdade?! É que eu, assim como você, vivo cada instante na certeza de que as incertezas irão fazer parte do nosso caso, do nosso acaso, e aos poucos, vamos nos aproximando de nós mesmas!
Eu quero esse prazer constante de respirar aliviada, ser eu mesma todos os dias, não usar do cuidado e só vivenciar o melhor do presente.
Eu quero a sorte desse amor bandido, que não procura perfeição, mas a pessoa.
Não ter que policiar meus atos por medo de serem reprimidos, e vivenciar a constância dos meus dias.
Quero a alegria do amanhecer e agradecer por mais um dia, a beleza das simples flores e ouvir a música que me trás alegria.
Quero minha casa cheia de pessoas, pois isso me trás uma felicidade imensa, ver o sorriso no rosto daqueles que são personagens nesse teatro da vida.
Quero ser a protagonista principal, sem me preocupar com os impercausos da vida.
Ser ator principal desse final que se chama vida.
Eu sou egoísta?
Não, sou a autora da minha vida.
Que vive seus dias com muita alegria.
Poesia de Islene Souza
O negócio vai ser eu focar nos meus estudos para passar nos concursos 👮🏻♂️ para eu começar dnv em outro lugar porque aqui. as pessoas só utilizam até onde vc é útil. Dão valor a quem não presta e ficam dia após dia me testando, parece um jogo que não passa como se eu precisasse disso.
A liberdade me dá as mãos todas as vezes que escolho ser eu mesma. Ser livre adentra de encontro a escolha. A não ser imutável, muito menos me prender a coisas, pessoas ou vícios que com o tempo, por partes, irão me destruir. Ser livre é somente ser. Ser no simples, no plural, no singular. É não precisar de muito. É se contentar, mas manter sempre um coração sonhador.
