Sê quem és
O sentimento apareceu por trás de duas almas...
Foi-se desenvolvendo cada vez mais.
O sentimento que dois seres humanos queriam esconder,
E não queriam admitir.
Sentimentos que iriam ficar guardados, escondidos...
Sentimentos que não iriam ser correspondidos por medo.
Por medo de amar,
Por medo de magoar,
Por medo de sofrer...
É chegada a Lua Cheia...
Três peregrinos colocam-se a dançar...
Dançando a lua...
Movimentos serenos, sob o céu estrelar...
Amantes da música começam a cantar...
Cantando a lua...
Cajon, pandeiro, mão e pés...toque lunar!
Vozes como canto da sereia a ecoar...
Atraindo milhares ao espetáculo do luar!
Ler-se, entender-se, aprender-se, não há nada mais incógnito que o acumulo de vida e seu auto-aprendizado, sou lúcido demais para isso..
A noite tornou-se minha cúmplice e a lua minha amante, como criança, eu a observo da janela do meu quarto esperando o seu olhar insinuante, transpor-me, como presente..
Só há espaço entre amantes
quando finda o amor.
Fora isso, ser dois é ser um.
Confundir-se... é natural.
Fácil, fazer poesias baseando-se em pensamentos padronizados de massas medianas. Não tão fácil assim será sua busca por palavras capazes de definir a estes os notáveis devaneios dos sobressalentes.
AS HORAS
Enquanto passam-se as horas
Os dias vão se acumulando despejados,
Os anos que conto, são por ali separados.
Os minutos vão-se como penas ao vento,
Deles nada escrevi, não tomei nenhum assento.
Enquanto as horas se apressam,
Eu junto tudo com lentidão.
Tudo quer estar disposto em seus lugares.
A minha cadeira de balanço
O pêndulo onde eu tenho montado
Contando horas,
Contando tempo,
Contado dias,
Remando com o pé nos pedais,
Indo contra e a favor das marés
E o que passa, que eu conto,
Ninguém vê, nem sabe o que é,
A ânsia da espera, o medo da cara aberta,
Cabelos que não sei a cor,
Olhos, que imagino claridade.
E a minha idade, alguém contou,
Todos os segundos
E a hora por chegar...
Por que contaram de mim
Assim, desanimado?
TEMPO DE PAZ
É necessário lembrar-se de tudo
A todo tempo tudo seja lembrado,
O levante das mãos, o último abraço,
O primeiro sorriso aberto no mundo.
É preciso de nada se esquecer,
Da casa fechada quando é pra sair,
Das portas abertas quando é para entrar,
Da rosa pesada que entortou o galho,
Olhar se o esteio não a deixou cair.
É imperioso a todo o momento estar atento
Não só aos perigos que vazam dos jornais,
Não às reticências que alguém tem
À tua pessoa e a outras,
Não aos espinhos que protegem flores,
È estar atento ao amor deserto,
O que necessitas, a lágrima certa,
Aos necessitados também do teu amor,
Do amor que ferve, e do que se aquieta,
No fundo acomodado. Os necessitados,
Os fugitivos de seus amores,
Perseguidos ainda, e ainda sentem dores,
Dos malefícios de outrem
O infortúnio da diferença,
Que há olhos que vêem.
É preciso estar atendo aos teus,
Que ele não se tornem olhos de cachorros,
Que vêem preto e branco apenas,
Não previram uma aquarela,
Se sim, assim, eram mais singelos.
È necessário estar atento ao tempo,
Que pra tudo há tempo, amor e lugar,
Pra se fazer o bem, descomprometido e franco,
É preciso andar a uma distância dos barrancos,
Reparar nos flancos, se já é tempo já,
De repor o mundo, a dor, de procriar,
De estreitar-se a cama com um só cobertor,
Esses cuidados todos que Deus nos delegou.
Se fores estéril, que não seja de amor,
Pois não fará falta um filho, do que muito restou,
Poderão ser teus outros estéreis de pais,
É preciso estar atento, no tempo de paz
E nesse quebra-cabeça de dúvidas,
fez-se necessário um amontoado de confissões,
e hoje era preciso dizer muita coisa...
Apaixonar-se, requer um convívio de momentos simples que nos trazem aconchego, ou não. Às vezes nos acomete de surgir em situações que nos causa alvoroço, desperta insatisfação por não nos deixar com os pés no chão como normalmente ficariamos, e por fim, quando fugimos de tal coisa, e ela nos ata as mãos e nos abraça com tudo de pode, então já estamos consumidos.
Muitas coisas mudaram, nada mudou. O meu eu atual, assim como o eu de tempos atrás, esquiva-se de comparações e branda a todos os presentes, mesmo sem o uso de palavras, que evoluiu, que cresceu, que amadureceu.Uma meia-dúzia de alterações superficiais e essa fina e delicada carcaça de adulta que me reveste não são o bastante para que eu me prive de ser quem eu realmente sou. Eu sou aquela por detrás da carcaça, é fina, é leve, mas é pesada o suficiente para que às vezes eu me veja na obrigação de deixá-la de lado para respirar um pouco de ar puro. E há 8, 9, 10 anos atrás, tudo era exatamente igual. Mudou apenas o cenário, a circunstância e a intensidade com que eu sinto isso. Hoje sou capaz de sentir mais, e não sei até que ponto isso pode ser bom ou saudável. Eu pensava sobre as mesmas coisas, da mesma forma, com o mesmo negativismo perene que sempre andou de mãos dadas com minha alegria exfusiante que distrai a maioria.
Tudo mudou sem nada mudar, muito mudei sem nada mudar.
SEGUNDO EM FRENTE ( PARTE II )
"Se não bastasse as brigas tolas,
Ela tinha sempre essa mania de me dizer coisas no meu ouvido,
Mas nada me chamou tanta atenção como o que ela disse de forma suave, num tom de voz abaixo do mínimo possível:
"Fugir não é o caminho."
E espalhou isso em todas as grande avenidas, outdoors, rádios e revistas da cidade."
(...)
Continua.
Vão-se essas pérolas de meu prazer. Raras concepções de momentos.
Simplesmente por eu relaxar e crer que elas retornarão em outros ventos.
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