Poesias que Falam de Alimentos
Quando minha alma sorri
Queria eu
Ser como o vento
E ir ao teu encontro,
Bailar em seus cabelos,
Tocar seu rosto,
Fazer virar as páginas do seu livro
E fazer parar
Onde as palavras possam indicar
Que eu estou aqui,
Admirando-a,
Como se tivesse numa planície calma Onde só se vê
Os traços belos da paisagem.
Porém,
O vento nunca encontra o seu destino...
Está sempre a bailar por aí,
Indo e voltando,
Surgindo e se esvaindo.
Pensando bem,
É melhor ser eu mesmo.
Ao menos assim
Estarei aqui todos os dias,
Por um tempo,
Tendo a chance de sorrir na alma
Por alguns momentos
Quando te vejo.
Sempre que te vejo...
Gotas de água, pequena nascente.
Vamos agora comigo refletir
Cada gota já é a semente
Um olho de água festejar
Nascente que brota valente
Carinho e atenção poder dar
Uma bica bem transparente
Muitas nascentes vão rumar
Para ser vivo, viver contente
Ajuntar-se e um rio formar
A chuva o ciclo vai completar
E cada nascente vai abastecer
Assim a água não vai faltar
Também vida abundante vai ter
O valor de cada nascente
Quem deseja água possuir
Ter uma grande vertente
Em suas terras ir observar
Algum olho bem transparente
Está no chão a gotejar
Brotando do chão clemente
É preciso cuidar das nascentes
Plantar muitas árvores e cercar
Para vermos um rio corrente
Manancial perfeito vai formar
É só o homem prestar atenção
Para uma nascente não matar
Ter no consciência no coração
E no futuro também pensar
"Kando
Há um vale de belas flores,
Um oceano calmo e límpido,
Uma noite de céu claro e estrelado,
Quando meus olhos te encontram...
Ouço música soando docemente,
Percebo o ritmo de uma dança,
Uma leveza transmitida no ar
Quando ouço a tua voz...
Escrevo versos e poemas,
Ouço canções que você gosta,
Vejo a todo momento seu status
E fico aqui em você, pensando...
Se eu não pudesse te ouvir,
Se eu não pudesse te ver,
Nem mesmo te encontrar,
Ainda assim te sentiria dentro de mim..."
Até o vento mudar
Vibrou em mim a ventania
Gravando seu cheiro por todo lugar
Era doce, mas turbulento
Aquele momento que parecia não acabar.
Então virou só vento
Meio lento que devagar
Levou embora o tormento
E me deixou só a pensar
E ali só, esperei, até sentir uma brisa
Suave, que parecia murmurar
Tudo isso vai passar
Só espero entender
Nunca esquecer
Nem mesmo quando o vento tornar a mudar
Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros - vol 159
Coisas do Amor
Por amor fazemos loucuras
Abrimos mão de nós mesmos
E fazemos coisas inimagináveis.
Tiramos forças de onde não havia
E nos sujeitamos a situações
Que nunca pensamos um dia aceitar.
Cedemos mesmo quando nos fere
E cansados, permanecemos
Querendo ir, ficamos
Saindo, voltamos
E em silêncio, gritamos.
Mas o amor tem o poder
De nós fazer acreditar
Que nada pode nos derrubar.
E no momento certo
Ele nos faz invencíveis,
Lutando por coisas invisíveis
Que sem as quais
Não dá pra respirar.
Por amor fazemos loucuras
E a maior de todas
Seria não tentar.
CONFESSO
Não quis sonhar
Por medo de acordar
E descobrir que não era real.
Também não quis imaginar
E correr o risco de me decepcionar
Por não ser igual.
Queria só o que fosse real.
Então, preferi tentar
Sabendo que poderia sofrer,
De coração aberto
Mesmo que pudesse doer.
Preferi viver...
Cansada de esperar
Algo que nunca viria,
Resolvi fazer acontecer.
Preferi chorar e sorrir...
Molhar os pés, sujar as mãos,
Colecionar pedras, trocar de canção,
Sentir o vento, deixar acelerar o coração.
E confesso...
Tentei, cantei, chorei, sorri
Não foi tudo sempre perfeito
Mas enfim, confesso que vivi.
Publicado no 4 Anuário da Poesia Brasileira - Câmara Brasileira de Jovens Escritores
DESPEDIDA
Era despedida
Queria ter feito mais
Abraçado mais
Mais forte...
De um jeito que fosse junto
Uma parte de mim.
Queria ter beijado mais
Mais vezes...
Absorvendo cada segundo
Como se não tivesse fim.
Queria poder lembrar mais
Assim, tentei gravar tudo
Marcando na memória
Cada cor,
Cada cheiro,
Cada som,
Cada pedaço daquela hora
Que me fizesse voltar no tempo
Só meio da história
Sempre que a saudade apertar
Me transportando de volta
Aquele momento
Sem começo nem fim,
Só àquele momento
No meio do tempo
Pra história nunca acabar.
Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol 158
Céu tenebroso, nuvens de enxofre, ventos gélidos carregando agonias.
A pátria do cruzeiro padece de incertezas.
Teríamos sido acaso esquecidos?
Sodoma e Gomorra, situadas na américa do sul?
Absurdo, no mínimo.
Deus, ou um politeísmo egocêntrico de deus em minúsculas?
Calafrios me recordam a espinha.
Ai de mim!
Só um grito trágico grego pode dar ideia da dor, do câncer de minhalma.
Demônios covardes, fazem de minha ignorância chacota.
Escarnecem, até do conteúdo de minhas vísceras.
Abutres de togas negras!
Pátria amada?
Por quem, se até mesmo o amor próprio, que se insinuava atrevido, não o tenho mais?
Trataram de aniquilar-me, apagaram qualquer vestígio de brasilidade das minhas digitais.
Agora sou minoria, brasileiro não mais.
Sou homem, sou hetero, sou nordestino, sou pardo e sei lá o que isso quer dizer, sou pedaço de coisa nenhuma.
Ai de mim, que não sou nada. E o que fazer com a certeza de que o nada não existe?
Ai de mim que nem existo.
Desisto ou insisto na tentativa de me inventar?
Fico com a segunda opção, sou covarde demais, para desistir de ser.
Ai de mim!
Eu tive sonhos.
Eu vivi sonhos.
Sem querer... eles foram parar no teu coração e assim então lutamos juntos, sorrimos e choramos juntos.
Eles viviam dentro de mim e eu me sentia repleto.
Agora que os realizei...
Agora que se tornaram realidade...
Eu caminho sobre eles, eu choro e sorrio sobre eles esperando que os seus se unam nos meus.
Compreenda
O tempo não volta
Não da pra mudar
Temos que seguir em frente
SÓ pra começar
Vou ficar até o vento mudar
Quero Seguir um caminho novo
O antigo não me cabe mais
não cabe meus sonhos e planos
Sempre compreendo e que diferença faz?
Hora de seguir em frente
Deixar o que ficou pra trás
Quando doer, sorrio
Quando cair, levanto
Quando quebrar, conserto
Se o caminho acabar
Abro uma trilha
Parar e voltar cansa de mais
Chega de olhar pra trás!
Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros - vol 161
Quero sair!
Quero sair pois o motivo é um, já dizia.
O coração não aceita, tamanha falta de amor. E na verdade, onde está o amor? O amor se resume às paredes de seu mundo? Aos vidros do seu carro?
Dê-me uma moeda, não um banho de água fria! Dê-me atenção, não uma sequência de palavrões.
Sinto poder observar pessoas vendo da janela a vida passar...
Sozinhas em suas bolhas, as protegem de modo agressivo, onde os seres humanos são os verdadeiros objetos.
Quero sair, pois lá fora é bem mais simples e eu não sabia.
MÁGOA
Medito nos anseios da noite
Olho a paisagem enfeitada de estrelas
E como lágrimas o orvalho escorregando.
O silêncio abraça-me.
Sinto-te nos dedos do vento
Que me desnuda verdades…
mas na minha mágoa nada me atinge.
Teu corpo era um porto de alvissaras
Cravado na pupila dos meus olhos cegos !
Amei-te mas não soube amar,
mesmo quando do teu corpo me vestia
e construiste ninhos de interrogações
e dúvidas, neblinas no teu pensamento
– agora uivo os meus erros
E adormeço tardia no esquecimento.
Ilusões
Que mundo abstrato
No apogeu da loucura, se deteriorando o animal ser-humano
Orgulhosos com suas verdades mal inventadas.
No teatro desta peça, a solidão é a plateia, que com paciência te faz ver
Que neste mundo foste apenas um.
Nada!
Que as asas compreendam as raízes
E seu desejo de entranhas.
E que as raízes compreendam as asas
E seu fascínio pelo abismo.
E então, o encontro será possível
No centro do coração.
"POETICAMENTE
Tento aprisionar
em tinta e papel
as essências flutuantes
- sutileza de casulo
em ponto de borboleta."
Se o mal tivesse nome,
Se chamaria humanidade.
Pois não sei qual a diferencia de um e outro,
Já que um depende do outro!
"O mundo está de ponta cabeça, completamente do avesso.
Será o começo do fim ou o fim para um novo recomeço?"
Quando você dá mais ouvidos as pessoas do que a Deus, sua vida começa a ficar sem sentido e direção. Tudo parece impossível. Falta ânimo, disposição e fé.
Por isso, dê ouvidos a voz de Deus. Sua palavra está disponível e acessível. Leia a Bíblia.
A essência do amor é saber amar
qualquer pessoa... Amar o amigo,
Os vizinhos, o amor enxerga longe...
Já quem não amar, é cego por natureza.
A vaidade exagerada é muito perigosa, porque nem todos os recursos disponíveis podem anular a força do tempo e das doenças. O corpo sofrerá naturalmente, mas, se a vaidade for demais, a mente é quem mais padecerá.
Cuide-se, ame-se. Mas não faça da beleza uma obsessão. Você é lindo (a), a beleza não está na cor dos seus olhos, mas no amor do seu coração.
