Poesias de Mulheres Trabalhadoras
Em 2025, foram registrados 1.568 casos de feminicídio no Brasil, além das milhares de mulheres que sofreram agressões físicas e sexuais diariamente. O que há para se comemorar no Dia Internacional da Mulher diante dessa realidade?
Benê Morais
Mulheres são Marias, são Franciscas, são Joanas e Anas...
Têm perfume de chão molhado
São remendo, são mil conquistas
Fazem do pouco o milagre sagrado!
Disciplina é o traço invisível das mulheres que se destacam.
É ela que sustenta o extraordinário acima do comum.
Mulheres maduras e raras, sabem que os elogios e atenção só podem vir do seu parceiro.
E homens sábios e de valor sabem valorizar a sua própria mulher.
Talvez não haja Absurdo Maior do que Mulheres precisarem de leis para protegê-las de quem deveria Respeitá-las.
É um daqueles paradoxos que expõem, sem rodeios, as falhas mais profundas e medonhas da sociedade.
Leis deveriam existir como garantia de justiça, não como escudo contra aquilo que, em essência, nunca deveria acontecer.
Quando o respeito precisa ser legislado, algo essencial já se perdeu no meio do caminho — e não foi por falta de aviso, mas por excesso de negligência.
A existência dessas leis é, ao mesmo tempo, necessária e constrangedora.
Necessária porque a realidade insiste em violentar o que deveria ser inviolável.
Constrangedora porque revela que, para muitos, o básico ainda precisa ser imposto, vigiado e punido.
Como se a Dignidade Feminina fosse um conceito opcional, condicionado a regras externas, e não um Princípio Inegociável.
Há uma pavorosa Ferida Coletiva nisso tudo.
Uma cultura que, por séculos, relativizou o respeito, naturalizou o desrespeito e, em muitos casos, silenciou quem ousava denunciar.
E o mais inquietante é perceber que, mesmo diante de leis, campanhas e discursos, ainda há quem questione o óbvio, como se o problema fosse exagero e não repetição.
Talvez o verdadeiro avanço não esteja apenas em criar mais leis — ou Criminalizar algo que nem deveria existir — mas em tornar essas leis obsoletas — não por desuso jurídico, mas por Superação Moral.
Um mundo em que o Respeito não precise ser exigido, porque já esteja enraizado.
Em que a Proteção não seja uma necessidade constante, mas uma lembrança de um passado que não se repete.
Até lá, cada Lei é um remendo em uma estrutura que ainda precisa ser reconstruída.
E cada reflexão, por mais incômoda que seja ou pareça, é um convite para que essa reconstrução comece dentro de cada um de nós.
Só o Estado
que insiste em
Fingir Preocupação com a Segurança das Mulheres,
libera Agressores
para empurrá-las
para as estatísticas.
E nesse teatro de contradições, a proteção vira discurso, enquanto a realidade segue sendo risco.
Leis são anunciadas como escudos, campanhas surgem como vitrines, e pronunciamentos ecoam promessas que não resistem ao primeiro teste da prática.
Há uma distância bastante cruel entre o que se diz e o que se faz — e é nesse intervalo descarado que a violência encontra espaço para continuar.
Não se trata apenas de falhas isoladas, mas de uma lógica que naturaliza o descaso.
O ciclo se repete: denúncia, indignação, manchetes e caprichoso esquecimento.
Enquanto isso, mulheres seguem sobrevivendo com medo, não apenas da violência em si, mas da possibilidade concreta de que, ao buscar ajuda, encontrarão apenas portas entreabertas, respostas tardias ou decisões que as devolvem ao perigo.
O mais inquietante é perceber que o problema não está na ausência de instrumentos, mas na falta de compromisso real com sua aplicação.
Como se a existência de Políticas Públicas fosse suficiente para acalmar consciências, mesmo quando elas não alcançam quem mais precisa.
Como se proteger fosse mais uma ideia do que uma prática.
No fim, o que se constrói é uma ilusão de cuidado — uma narrativa que tranquiliza quem observa de fora, mas abandona quem vive a urgência.
E talvez a pergunta que reste — sem tropeçar na covardia do Estado para se calar — não seja apenas por que isso acontece, mas até quando aceitaremos que a Aparência de Proteção valha mais do que a proteção em si.
“Muitas mulheres só descobrem o TDAH quando revisitam a própria história e percebem que chamavam de falha aquilo que era funcionamento não compreendido.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A história das mulheres não é feita apenas de silêncio; é feita de vozes que atravessaram muros, fogueiras, tribunais e cozinhas.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Mulheres reais não precisam ser perfeitas para serem importantes.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Os Tolos se dedicam a ganhar dinheiro,
fama, mulheres e todas as outras
glórias deste mundo.
Os sábios se dedicam a ganhar
a amizade de DEUS,
levando mensagens,
louvando e adorando.
Os tolos, de nada vão desfrutar,
porque as suas vidas passam como um sopro,
já os sábios, colherão saúde, vida longa
e vida Eterna!
Nunca foi sobre oferecer flores.
No Dia Internacional das Mulheres, sempre foi sobre não oferecer espinhos nos outros 364 dias do ano.
Não me é concebível que o Dia de Luta por Direitos das Mulheres seja edulcorado para virar
Dias de Glórias
— nem Política nem Comercial.
Quando uma data nascida da dor e na dor, da resistência e da coragem coletiva é transformada em vitrine de marketing ou palanque de conveniências, algo essencial se perde no meio do caminho.
A Memória das Mulheres que enfrentaram jornadas desumanas, violência, silenciamento e invisibilidade não foi construída para decorar discursos, mas para provocar mudanças reais na estrutura da sociedade.
Há um certo conforto em celebrar conquistas com flores, campanhas publicitárias e hashtags bem elaboradas.
O problema é quando essa estética da homenagem passa a substituir o compromisso com a transformação.
A luta, então, vira cerimônia; a denúncia vira slogan; e a história vira produto.
Direitos não nasceram de gentilezas institucionais nem de estratégias de branding.
Foram arrancados à força da persistência de Mulheres que se recusaram a aceitar o lugar que lhes foi imposto.
Cada avanço carrega o peso de muitas que pagaram caro demais para que hoje se fale ou se sonhe em igualdade.
Por isso, quando o dia que deveria ser de memória crítica se transforma apenas em ocasião para discursos oportunos e promoções temáticas, corremos o risco de anestesiar aquilo que ainda precisa incomodar.
Porque enquanto houver violência, desigualdade e silenciamento, essa data não pode ser apenas comemorativa — ela precisa continuar sendo inquietante.
O verdadeiro respeito a essa luta não está na doçura das homenagens, mas na honestidade de reconhecer que ainda há muito a ser enfrentado.
Afinal, datas históricas não existem para nos confortar; existem para nos lembrar de que a história ainda está sendo escrita — e de que a Responsabilidade por ela também é nossa.
Feliz Dia de Lutas — Feliz Futuro de Glórias, Mulheres!
Enquanto 'meninos' seguem acusando as mulheres de “Perigo Constante no Volante”, elas seguem desbravando todas as Direções.
Elas conduzem na terra, no ar e na água.
Enquanto muitos ainda insistem em disfarçar o preconceito com piada — apontar o dedo, buzinar certezas gastas e acusar as mulheres de perigo no volante —, elas seguem fazendo do movimento um ato de coragem.
Não pedem licença ao estereótipo, nem reduzem seus sonhos à marcha ré das opiniões alheias.
Elas atravessam ruas, céus e mares porque sabem que direção não se mede pelo gênero, mas pela consciência, pelo preparo e pela liberdade de ir e vir.
Enquanto os meninos se ocupam em vigiar retrovisores imaginários, elas pilotam o próprio destino: na terra que desafia, no ar que exige precisão, na água que não perdoa imprudência.
No fim, o verdadeiro risco nunca esteve nas mãos que conduzem, mas nas mentes que insistem em frear o avanço alheio para não encarar a necessidade de se despir da masculinidade frágil, do machismo e da própria estagnação.
Por que boa parte das mulheres independentes estão solteiras?
Porque o ego dos dois não alinham a diferença de um ter mais que o outro. Juntar para unir e não para medir grandeza como individual é essencial.
Mulheres…
Mulheres que moldam gerações, que despertam sensações.
Que não pedem permissão para existir…
Que são o que são:
mães, artistas, esposas, poetas,
escritoras, cantoras, psicólogas, filósofas…
Mulheres.
Belas mulheres em toda a sua essência.
Mulheres presentes em toda a sua intensidade.
Como admiro essas mulheres…
Que tocam a alma, que se permitem.
Que transbordam o universo dentro de si.
Que são livres, mesmo em meio às suas limitações…
Ana Caroline Marinato
Toda mulher é assim mesmo; é estranha, é ciumenta, sente raiva das outras mulheres e essas coisas.
Tem horas que a gente fica carente, triste e só os homens não entendem que é essa a hora de oferecer carinho.
Não é no meio de uma balada movimentada, é quando a gente ta sozinha que demonstramos que estamos solitárias.
Toda garota gosta de um cara fofo que vai estar sempre disponível pra ela.
Eu não escolhi amar você, eu não escolhi ser que eu sou. Eu poderia amar todas as mulheres a minha volta, porém nenhuma delas possuem a capacidade de despertar uma mínima partícula do sentimento que eu tenho para com você. Suar as mãos, suspirar profundo, “frio na barriga” dentre outros sintomas descritos para tentar definir o amor, são inúteis para definir realmente o que sinto, a minha sensação vai mais além.
Eu não consigo explicar o desejo de amar-te, provavelmente se soubesse não seria um amor verdadeiro.
O anseio de viver esse sentimento torna-se cada vez mais forte, por tudo que enfrento pra poder estar ao seu lado. Aqueles que se diziam amigos, parentes, conhecidos, vizinhos, a igreja, a sociedade, o mundo parece estar contra nós, isso ao contrário do muitos pensam, só fortalece cada dia mais minha paixão, a vontade de sentir seu corpo colado ao meu. Não acredito em conto de fadas, mas nunca alguém me fizera tão puramente feliz como você.
Existem dois tipos de mulheres:
As que são bonitas e as que apenas tiraram pics com máquina profissional -.-"
Mulheres são especialistas em sentir saudade de quem nem ao menos lembra que ela existe.
Já os homens são especialistas em se enganar em paixões que jamais existiram.
Essas mulheres
Essas mulheres,
Só gostam de viver em bando;
Hoje mesmo vi uma manada delas
Sentadas num banco da praça.
Quando se juntam,
Só pode ocorrer uma, de duas coisas
Ou conversas jogadas ao vento,
Ou cabeças rolando ao chão.
Ah, essas mulheres...
De umas não querem saber,
Sem outras,
Não sabem viver!
