Poesia de Trabalho e Familia
O Dourado Estelar que Permanece em Mim
Minha avó:
Amor sereno que guardo no meu sorriso,
Saudade que não está mais no meu choro contido;
Mestra transfigurada em mim.
Em momentos assim
Liberto o meu riso, rio
E todas as sombras desistem
De escurecer o meu dia
E o dourado estelar é
Lembrete do que
A minha avó dizia...
— Você anda sumido das redes sociais, ficou low profile?
— Sim, tô evitando o brain rot — sabe, aquele apodrecimento mental de ficar vendo muita besteira na internet.
Rosa Cinzenta
No jardim das cores raras,
Surge a rosa cinzenta,
Entre tons de luar e brumas,
Sua beleza se apresenta.
Não é vermelha de paixão,
Nem branca de pureza,
É a cor da transição,
Da vida em sua sutileza.
Pétalas que contam histórias,
De dias que se transformam,
Entre cinzas e memórias,
A rosa cinzenta se adorna.
Ela é o abraço da calmaria,
O silêncio entre a tempestade,
A poesia que se fazia,
Na quietude da saudade.
Rosa cinzenta, flor singular,
No jardim do tempo, és especial,
Entre o claro e o escuro,
És a beleza do futuro.
Mito
Na minha utopia de amor,
amo sem cansar.
Sorrio sozinho
ao lembrar
deste louco amar
que guarda em mim
as marcas do namorar,
do junto estar
e o mesmo sonho sonhar.
Na minha utopia de amor,
o preto e branco dão lugar
a translúcida cor do mar.
Jorge B Silva
Não é a vida que é injusta, mas as pessoas que desaprenderam o gostar de amar.
Poésy
Pra você eu fiz
eu tentei fazer
um poema imenso
leve, fresco, intenso
um poema colorido
luminoso, simples
pra nunca mais
chorar de saudade
Desenredos
Qual o exato tamanho
da minha dor, da sua dor
da nossa dor?
Qual o momento certo
da felicidade, da sua
da nossa?
Sobra guerra, falta pólvora
sobra lágrima, falta
quem chora
Damas e cavalheiros
No mundo em que vivemos hoje, seco de
emoções e sentimentos despedaçados,
a troca de gentilezas são iguarias que
independem do poder aquisitivo.
O Duque
O café e a alma
Em cada manhã que surge no horizonte,
Desperta-se a cidade com um ritual constante,
O aroma do café, quente e envolvente,
Penetra os lares de forma aconchegante.
Na xícara pequena um universo se esconde,
Memórias e sonhos, cada gole responde,
Aquece o coração, desperta a mente,
É o néctar divino que nos faz presente.
Nos encontros de amigos, nas conversas triviais,
O café é testemunha de momentos especiais,
Um elo de união, um convite ao sorriso,
Transforma cada instante em algo preciso.
No silêncio da noite, ao som da solidão,
O café me abraça, dá paz ao coração,
Companheiro fiel de noites insones,
É ele que acalma os meus demônios.
De terras distantes, em grãos selecionados,
Traz consigo histórias de tempos passados,
Cada gole uma viagem, cada cheiro uma lembrança,
O café, tão simples, nos dá esperança.
Que nunca nos falte esse elixir encantado,
Que une e separa com um trago apressado,
O café, poesia líquida, essência da vida,
Nas manhãs, nas noites, em cada despedida.
Penduro um verso meu
na tua cabeceira
para te lembrares que os anjos
também são palavras
sentimentos
e poesia
Sonhos e Quimeras
Na calma fria que a noite inspira,
Nasce o canto do velho menestrel,
O Vale o acolhe, a musa suspira,
Em quimeras doces, seu doce pincel.
A musa brilha, um quadro encantado,
Monalisa em sonho, sorriso sutil,
O poeta, perdido e enamorado,
Busca a rota do enredo febril.
A melodia distante embala o prazer,
Néctar que invade ternura e paixão,
Mas o tempo cruel insiste em deter
A doce imagem da imaginação.
O amor verdadeiro, fiel e leal,
Alegra e consola em qualquer jornada,
Na dor ou no riso, sempre imortal,
Fugaz não é; é luz consagrada.
Elisabeth, mulher tão perfeita,
Pujança e carinho em harmonia,
Insubstituível, alma eleita,
Que modula minha vida em poesia.
***
Ele se recolheu para dormir,
e poder descansar e sonhar,
e sonhou com ovo frito,
e acordou aflito,
afinal sua dispensa estava vazia,
apenas guardava escritos de poesia..."
***
😔💭
Fantasia
Tudo que lembro de bonito não cabe
dentro de mim, então expando -me
e banho o céu com estrelas.
Márcia A. Prazeres
O sapo agora dorme, cansado de tantos saltos em vão. Circulou pelas ruas estreitas, visitou todos os lugares do mundo e brilhou nas cores escuras das festas juninas. Mas há um mundo que sangra e há sempre alguém a vender por litros.
Mas não se preocupe.
Nós estamos aqui prontos, para culpar as estrelas, as marés, o velho governo e até as galinhas.
gasto tanto tempo
lendo os olhos alheios
esqueço que tenho olhos também
não me leio se não me vejo
mas me vejo apenas se leio
os olhos de outro alguém...
O amor é a casa
Já fui feito de incertezas, mas em você encontrei morada. Não um abrigo qualquer, mas um lar onde o mundo se aquieta e tudo faz sentido. O amor não é um lugar, é a sensação de estar onde sempre pertenci.
Há de se ter, um pouco disso, e daquilo, mulher que passa. Além do obvio do dito.
Um pouco do não dito, dito e feito.
E um pouco de uma graça, na taça.
E também de um perfume, sim, mas não tanto que repila, nem tão pouco que nem instiga, mulher tem que ter, a média do equilíbrio, para levitar.
E tem aquele algo também, é como assim, dizer sem nem falar. É feito a suavidade de uma brisa, que chega. Silenciosa. Com uma escuta fina de vento. E um olhar de tempestade.
Nuance, um lance, uma mulher quando encontra a si, se vislumbra assim, devagarinho, sem pressa de fazer sentido, sendo uma coisa dela, livro escrito, com páginas em branco, espaços, janelas… e esconderijos indecifráveis.
AMORTECER, AMOR TECER:
Amor só é amor se for transforma-dor.
Amor só é amor se amor-tecer.
Amor só é amor se for verifica-dor.
Amor só é amor se limpar a janela antes de chover.
Amor só é amor se for simples, mesmo no complexo.
Amor é ser o nome do outro, extensão em grande anexo.
Amor não faz silêncio para gargalhar ou defender, não se ama baixinho.
Amor não quer ser engraçado se for para ferir qualquer parte do ninho.
Amor é coisa de espelho, ato que faria por si.
Amor não é vermelho. É sensação de estar livre do que não pude e não li.
Amor é marrom. Dourado. Bege? Tanto faz.
Terra firme. Sol quentinho. Pergunta longa? Nunca mais.
Amor é fazer um só pulmão para a letra de música no carro. É gostar do silêncio pelo caminho n’outro dia.
Amor é esperar internamente para tirar o sarro. Intimidade é não sentir agonia.
Porque para saber se é amor, basta saber o que não é.
Amor se prova amor sem precisar testar a profundidade com mais de um pé.
Amor borda versão aprimorada de cada qual, com toque de saber se amar melhor.
Idem.
Amor tira a paciência cultural. Mostra que há raridade maior.
Duvidem!
O amor é um abrir de mão bonito. Não ser humilhante pedir. Se der, ceder.
O amor é um contrato infinito. Ajustar. Decidir.
Esclarecer-Saber.
Amor nem tudo tolera, nem tudo perdoa, nem em tudo crê.
O amor é um choro livre, um poder falar o que dói sem medo
de mais doer.
O amor óbvio está nos dias difíceis, mas amor de fato está nos dias em que a constância é pista e a prova.
Vento forte não derruba (profundas) raízes, assim como o amor, sim,
pode dizer que isso e aquilo
ele reprova.
Vanessa Brunt
TRANSFORMAÇÃO
(conversa entre amigos)
- Quando conheci meu esposo, era aquele gatinho mais lindo do mundo. Ele miava, me fazia carinho, nem sei quantas vezes agradeci minha sogra por aquele presente. Aos poucos, ele foi mudando, e percebi que alguns pelos cresciam mais que os outros e, assim, ele foi se transformando, até que virou um LEÃO. O homem virou uma fera!
- Ah! Minha amiga, pois comigo não foi diferente. A minha gatinha era um amor, carinhosa, me lambia, dava beijinhos e até adivinhava as coisas que eu queria. Mas, aos poucos, ela foi revelando a onça que morava dentro dela. Onça-pintada! Que mulher brava!
Moral da história: Devemos ter cuidados com nossos bichinhos de estimação para que no futuro eles não virem bichos selvagens.
Edvaldo José / Mensagens & Poesias
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