Poemas Vinicius de Moraes Patria minha
Enxergar na escuridão absoluta, sobreviver à frieza infinita
Esta tem sido a minha rotina existencial
Solidão, Desespero, Falsidade, Rancor
Nenhuma delas conseguem mais me atingir
As trevas são o meu habitat natural
Na morada do meu castelo obscuro
O meu código de honra é forjado na dor
Oculto, discreto, calado, quase imperceptível
Do escuro observo a luz dos hipócritas
Cegos e hipnotizados, falsos e iludidos
Pela primeira luminosidade do celular ou da televisão
Momentos da minha vida! Todos eles ficam marcados como um momento para recordar totalmente marcante !
A minha vida é algo para e celebrar e dizer que valeu a pena estar aqui !
Valeu a pena aprender, e cada momento é sempre o mais importante, para que eu possa compreender que a vida pode ser maravilhosa.
Fugindo de Deus
Eu declararei minha iniqüidade; Ficarei angustiado pelo meu pecado. . . . Ajuda-me, Senhor. - Salmo 38: 18,22
Nosso cachorro tinha pulgas. Por um tempo, eles quase o deixaram louco. Quando percebemos qual era o problema dele, banhámo-lo com xampu de pulgas, espaná-lo com pó de pulgas e fumigamos sua roupa de cama com spray de pulgas. Então, quando pensamos que os havíamos eliminado, eles apareceram novamente. De onde eles estavam vindo?
Bem, ele havia atingido a maioridade recentemente e estava determinado a correr atrás de novos amores sempre que encontrava uma fresta na porta. Nós o repreendíamos e o ameaçávamos, mas ele era surdo às nossas chamadas. O cachorro era obrigado a correr sempre que podia. E ele trouxe de volta problemas, para ele e para nós.
Em um sentido muito mais sério, David enfrentou o desconforto dos problemas resultantes de sua desobediência. Quando sentiu a mão de seu Mestre pressionando-o, ele sabia o motivo (Sl 38: 2). Deus estava usando conseqüências dolorosas para livrar Davi de sua tolice.
Quando fugimos de Deus e criamos problemas para nós mesmos, podemos obter ajuda. Como Davi fez no Salmo 38, precisamos reconhecer a mão que corrige Deus e recomeçar. Melhor ainda, podemos evitar Seu castigo se formos arrependidos ao Senhor antes que Ele nos corrija.
Fugir de Deus sempre traz problemas.
Busca-me, ó Deus, e conhece meu coração hoje;
Tente-me, ó Salvador, conheça meus pensamentos, eu oro.
Veja se há algum caminho perverso em mim;
Purifica-me de todo pecado e me liberta. - Ou
Fugir de Deus é inútil; correr para Deus traz perdão. Mart DeHaan
Quando eu falar escute.
Mas não dê aos ouvidos ou aquelas palavras que saem de minha boca. Quase não hão há nada em tudo que falo mas o que de tudo é certamente e absolutamente nada, nada que se deva escutar. Agora, escute.
O que falo não estou dizendo.
O que digo não falo nem a mim mesmo.
Quando abrir escuta, preste bem atenção no silêncio que há entre as palavras que não saem de minha boca…quando assim se manifestam.
O que falo é isento do ato de falar, tão propenso vocabulário do inaudível ou quase mesmo uma surdez consciente, sutil, na espécime da lisura duma estrada longínqua e bifurcada…e então…você
…ouviu?
CONDENADO À MORTE SOCIALMENTE
Da minha janela...
De mãos atadas pelo sistema,
Espio os agentes, que em nome da ordem...
Aos cidadãos condenam a morte.
Esqueceram suas leis, das que legislaram,
Contradizem seus célebres artigos...
É inércia?
É crueldade?
Pondero com meus botões:
Que nome darei a tamanha maldade?
Sem emprego, dinheiro... desemprego
Sem água, morre-se de sede,
Sem energia, morre-se na escuridão,
Sem moradia, morre-se ao relento.
Sem oportunidade, sem argumentos,
Sem defesa... sem dinheiro!
Se é um condenado a morte!
Olho para cima!
Por que você está abatido, ó minha alma? . . . Esperança em Deus; pois ainda o louvarei. - Salmo 42:11
Todos temos momentos na vida em que ficamos tristes - quando nos sentimos tristes e a tristeza nos envolve. O salmista Davi não foi exceção. Falando por experiência própria, ele gritou: “Por que você está abatido, ó minha alma? E por que você está inquieto dentro de mim? Esperança em Deus ”(42:11). Esse é um bom conselho para quem está enfrentando desânimo.
No livro de Atos, somos informados sobre uma experiência na vida do apóstolo Paulo enquanto ele estava em um navio em direção a Roma. Uma tempestade violenta ameaçou afundar a embarcação e todos os seus passageiros no fundo do mar.
Uma noite, no entanto, um anjo do Senhor apareceu e garantiu ao apóstolo que nenhuma pessoa a bordo pereceria. Paulo acreditou nessa mensagem e disse a seus companheiros de viagem: “Homens, tenham ânimo, pois creio em Deus que será exatamente como me foi dito” (Atos 27:25). Como o escritor do Salmo 42, Paulo depositou sua esperança no Senhor.
Mesmo que você esteja com medo e desanimado, poderá encontrar motivo de ânimo se olhar para o Pai celestial. Lembre-se do que Davi aconselhou: “Esperança em Deus” e depois diga com o apóstolo Paulo: “Eu creio em Deus”.
Da próxima vez que estiver abatido, lembre-se de olhar para cima!
Erga os olhos, desanimado.
O Senhor será sua ajuda;
Nova força virá daquele que disse:
"Descanse, venha a mim". - Anon.
Quando você não encontrar uma saída, procure! Richard DeHaan
Pela insólita noite irei ruar
Recôndito
Com minha rubicunda face preconizando tegiversar
Confabulando sozinho suscitar em tu o perene amor que em mim reside
A irrupção não deixou incólume minha lucidez
Este nada frugal sentimento não torna-se-á fugaz
Fleumático em meu imo
Deixou-me inquieto
Pacávio ocasional
Pândego sob a lua cintilante
Taciturno no azul céu dos teus olhos
E nesta epístola que é a veneta do meu traquejo peço que me dê a vitória do teu beijo
Eu entendo
Que meu entendimento
Muitas vezes se difere do seu
Compreendo que minha perspectiva
Sempre foge da sua
Eu sei que pensamos diferente
E acredito que por isso
Nós dois nos damos tão bem
Linda
Linda, deixa eu te mostrar quem tu és
Tu és meu bem estar, minha paixão
Tu és em meus dias tristes, minha proteção.
Tu és aquela que em um mundo de ódio
Me faz encontrar no coração, emoção.
É linda quando sorri pra mim
Com aquele sorriso que me encanta, cativa
Humilde e sincero,
Ah meu Deuss, como eu te venero.
É linda quando está do meu lado
Porque tudo que é bom fica melhor em teus braços.
Toda aquela dor, passa
E no fundo encontro em ti, a graça, alegria
Encontro em ti a companhia
É linda quando tem esperança
Ela demonstra, ela se abre em palavras
Ela é a mais linda
Porque diante de tanta dor
Ela ainda acreditada no nosso amor.
Nada vai me fazer perder mais minha vida
Sua vaga já tá muito concorrida
Pena que a sua hora já foi
E a gente vai ter que ficar pra depois
Quase um ano sem a sua presença física, minha mãe.
Tão querida, tão amada!.
Você continua comigo, nas manhãs, quando eu acordo e imagino o seu sorriso. No café que você fazia, nos risos que haviam...
Você continua aqui em mim, e enquanto eu existir,
você vai estar. E as tardes vazias, repletas da sua falta...
Sabe mãe, os dias de chuva são os mais difíceis pra mim.
É quando a saudade realmente me incomoda.
Mas tudo bem, vou seguindo em frente, com alegria, sem ter a mesma alegria...
Na verdade, o que eu sei, a certeza que tenho, é que você está guardada para sempre no meu coração. E isso me acalma, e por enquanto me basta.
Primavera, é Jesus
Só em Jesus, acho a primavera,
Ele sendo flor que nunca murcha,
Minha vida fica cada dia mais bela,
No futuro, é assim que meu jardim permanecerá...
Esta flor incrusta-me todas as manhãs,
A esperança que preciso,
Pra viver a cada momento, saciando-me do amor...
Jamais viverei sem esta nutrição,
Pois a cada dia que o busco,
Balsamiza meu coração, em profusão.
POEMA PARA MINHA UNHA ENCRAVADA
Minha unha encravada
oh me digas por que é,
que persistes doer tanto
nesse meu dedão do pé?!...
Quantas vezes te extrair,
pensando que extinguiria
de uma vez por todas a dor
que sempre me perseguia.
Mas você, unha encravada,
só para fazer maldade,
sempre, sempre retornava,
parecendo ter saudade!
Só de raiva, só de raiva,
eu andava de sapato;
pisava firme no chão,
disfarçando meu maltrato.
Pomadas e antibióticos
sempre estavam em minha pauta;
mas quando eu te extraia...
confesso que sentia falta!...
Só depois de muitos anos
convivendo no meu pé,
ouvindo as minhas queixas
e sentindo o meu chulé,
foi então que descobri
que tu és minha grande amiga!
Pois contigo eu tenho calma...
— não corro tanto na vida!...
DOR
Quem é você pra me dizer que sou feliz
E a minha dor, que não te mostro?
Também dói aqui no peito
E já não tem esse direito de dizer que estou errado de fingir o que já sou
Já não me escondo no sorriso de manhã
E não me fala que estou certo de querer o que já conquistei
Pois é, já me entreguei demais, não sei mentir.
Meu coração não sabe ainda que essa dor não vai embora.
QUERIA PODER LEMBRAR
Queria poder lembrar das lagrimas da minha mãe ao me vê pela primeira vez fora de sua barriga, lembrar do gosto do leite que derramara de seu peito.
Queria poder lembrar das dezenas de visitas que recebi na primeira semana de vida e dos milhões de beijos que ainda sinto no meu rosto.
Queria poder lembrar do cheiro daquela lancheira azul que levara pra escola.
Queria poder lembrar daquele tombo, do corte, da dor Ah! Como eu queria!. .
Queria mesmo que por um instante poder lembrar da cor daquela bicicleta da roda quebrada que ganhei do meu pai quando fizera 8 anos.
Queria poder lembrar daquela tarde chuvosa em que não fomos a aula.
Queria poder lembrar das cores dos caminhões que contávamos na beira da estrada quando passara férias na casa da vovó Maria.
Queria poder lembrar......
Queria poder lembrar daquela viagem, daquele presente, daquela garota, daquele dia.
Enfim queria poder lembrar.
SE TE CONTO POR ONDE ANDEI
Se te conto por onde andei saberias o motivo da minha tristeza e alegria
Saberias o por que desse meu descontentamento com quem rouba, dessa minha indignação com quem mata.
Se souberes por onde andei, saberias talvez o porquê do meu silêncio repentino em meio a discórdia, desse meu desalinho ao ver uma tragédia. É como um poeta sem inspiração ou um palhaço sem graça, sem rumo.
Saberias o por que da minha preocupação com o incerto
Saberias o por que da minha surpresa com o errado
O por que .....
Mochila
Minha mochila anda meio pesada
A alça esquerda quebrou devido ao grande peso dos livros e cadernos que levara para escola
Outro dia derrubei tudo no caminho de casa
Muitos riram de mim, um me ajudou, desse último lembro-me muito bem.
Mas eu segurei firme a alça rompida com a mão esquerda e segui de cabeça baixa
Minha mãe reforçou as alças da mochila com costura de linha resistente
Daí pude carregar mais coisas na mochila: um tênis velho que usava no futebol no intervalo das aulas na antiga quadra atrás da escola, alguns sonhos que ficaram para trás, talvez tenham caído no caminho de volta pra casa.
Carreguei muita coisa naquela velha mochila marrom, livros, amigos, cadernos, projetos, desejos, propósitos, despropósitos.
Muros
Os muros da minha memória vez ou outra quebram alguns tijolos.
Deixando à mostra o nostálgico passado me fazendo beber lembranças.
Como o vento azul que nos transpassa sem permissão.
Aquela lancheira azul como era cheirosa.
O bigode daquele professor como era engraçado.
Tudo é tão vago e confuso.
Tolice não saborear o gosto amargo que o passado nos concede.
De volta à minha antiga vida
Antes de você existir
Não conseguia ver direito
Minhas janelas estavam embaçadas
“ ... minha linda São Franciscana,
se pisei descalço naquele chão,
arrebentado o dedão do pé num toco
outro dia, tomado banho pelado num córrego
frio; se senti um dia o orvalho da madrugada
escorrendo na pele e a brisa fresca
cantando nas cavernas das orelhas;
se apertei as tetas de uma vaca brava
e provei araticum embaixo de um pé de árvore,
é porque procurava rumo na escrita da história.
Ainda sou devedor da vida, antes de tudo,
uma extensão da terra e dela desconfio
que sou filho que não se desgrenha e com ela
sou verdadeiramente vida como toda mãe propicia.
Cortar esse cordão totalmente não consigo,
essa ligadura é também
essência para viver esta peleja.
De guardar tantas recordações
e de gostar do que vi, faço
este pálido registro, contrariando
o que muito se fala e faz
neste mundo do asfalto,
quando se separa a alma do material
– para dar mais valor a este segundo.
Lembro aqui enquanto ainda é tempo de confirmar,
umas coisinhas de nada, do que vi e vivi
na depressão do rio São Francisco,
onde sitia-se o sertão do homem-terra
ou seria a terra-homem ?
Depois sei, mudaram o mundo
para longe e mudaram de vez,
mas aqui tenho lembranças do amor,
mesmo que me encontre um pouco à margem
de um novo tempo inaugurado...”
