Poemas com Rimas de minha Rua
Ainda que eu ande por um vale de lágrimas pela vida, só pelos momentos, quando essa se asserena faz amena a dor...
Por amor á vida a vida vale a pena.
Ainda que piegas aos dias me pareça...
Seria a sentença mil vezes melhor que essa, de viver sempre tensa com uma espada na cabeça.Amar de repente infinitamente é a melhor ideia.
Guardei uma chuva de flores, quando do teu olhar um dia choveu pedriscos de expectativas, orvalhos diáfanos, hibiscos vermelhos e centenas de beija-flores famélicos.
O tempo é implacável glutão, não há tempo que chegue para esse comilão de segundos, do jeito que come, acaba por devorar todo tempo do mundo.
E durante todo o tempo o facundo escritor fez amor com as letras, que se multiplicaram em miríades de borboletas de todas as cores.
O precipitar de todo dia ´nos faz todos debutantes de novo do novo , valsantes do vento, debutantes do novo tempo, novo dia.
Enquanto o tempo permitir, o vento colaborar soprar os pensamentos e o temor de envelhecer também for efêmero, eterno ir e vir a gente vai fazendo gênero de flor do agreste resistente e resiliente, brincando de meninice visse?Disse a poeta á Estrela dourada...
O silêncio neurodegenerativo lento é sofrimento,mal que acomete alguns com o tempo, mas o silêncio nosso, pelo qual vamos partindo de alguém também é sofrer...Todo silêncio na verdade tende á um sofrível gritar mudo. Se não for perante o silêncio gritante da natureza, do uivo do vento e dos lobos sobre as montanhas, do piar das águias no ar, será sempre devastador é uma forma de experimentar o sabor amargo da morte.
Abraço de fantasia não aquece os músculos maiúsculos, nem os minúsculos corpúsculos da anatomia no entanto inspira poesia.
Só pensando alto, um dia serei raiz, planta adubada, poesia espalhada pelos campos feliz, feitas borboletas cinzas pelo ar.Um dia bem na longitude serei pé de vento, serei corisco,um relâmpago do tempo,serei um canto de pássaros ou vinte vezes isso.Um dia sereia natureza morta, mas ainda assim estarei viva, pois alguém há de ler um poema meu.
Quando elã da alma invade o sítio do coração equilibra todo e qualquer ser vivo, faz avivar a fibra o tecido dos lábios, fulgura e inspira, feita a lã mais macia se embira e a poesia é suborno, estornos em risos.
Há dias, que ao esfumaçado me evaporo e sumo de mim, n'outros assumo sim, me enamoro de tudo do mundo e do universo profundo no centro e por dentro de mim...
A verdadeira beleza não convém as vistas vulgares, pelo simples fato que não os são.A beleza de fato é algo tão lindo e reluzente que é exposta pelo lado contrário, no lado avesso da gente, causando a nítida impressão de quem vê, estar diante apenas de LUZ.
Eu sou ótima em controlar minha raiva. Eu controlo o tempo todo. Quando assoviam para mim na rua, quando um homem incompetente explica minha própria área de expertise pra mim. Eu controlo basicamente todo dia, porque se eu não controlar, vou ser chamada de emotiva, ou difícil, ou posso até literalmente ser morta.
Já dizia, minha falecida tia, todos os dias, sai na rua um esperto e um idiota, quando um dos dois se encontra dá negócio. Um reflexo atual do nosso país, a diferença, que um esperto consegue manipular vários idiotas, político vs povo.
Todo mundo falava que eu ia acabar assim, que meu sobrenome é amaldiçoado e que ia morrer ou matar antes da formatura. E acho que meio que tinham razão.
