Poema Eternidade de Xico Chavier

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⁠Assim como Deus tornou a alma imortal, fez o universo infinito; se é verdade que a eternidade não mais é do que o tempo ilimitado e o infinito é o espaço sem limites.

Cyrano de Bergerac
Viagem à Lua. São Paulo: Globo, 2007.
Inserida por FilipeManuelNeto

⁠Estamos sempre nos perdendo ao tempo e nos ganhando em eternidade. Somos só instantes.

Inserida por valeska_de_gracia

⁠Tudo que um dia vivemos juntos foi apenas um sopro em vista da eternidade dos nossos próximos acontecimentos.

Inserida por ricardo_souza_5

⁠Resistam,,, resistam, ainda que não venhamos a vencer aqui,, ainda viveremos na eternidade.

Inserida por joaoeduardodepaula

Imaginar seria atribuir categorias humanas que são pequenas demais para se referirem à eternidade. Eu prefiro ⁠crer. E crer é esperar. E esperar deixa de ser um verbo sem conexão com a realidade quando decidimos construir os detalhes do que esperamos.

Padre Fábio de Melo
A hora da essência. São Paulo: Planeta, 2021.
Inserida por RaphaelaB

⁠Vou morrer, depois que morrer.
Não quero viver para sempre na eternidade com o luto daquilo que perdi.

Inserida por joaquimcesario

⁠Vivo no intervalo entre a eternidade da infância e a durável mortalidade dos mortos

Inserida por joaquimcesario

⁠Amar é cuidar um do outro para florecer juntos na eternidade.
Wall de Souza

Inserida por maria_waldete_souza

⁠Temos uma eternidade proposta, mas vivemos uma mediocridade imposta. A vida e todo o seu significado é deixado de lado quando nos entregamos aos nossos insaciáveis e momentâneos desejos os quais jamais nos farão plenos e realizados. Tudo o que é da terra com ela vai ficar, nada deste plano ao infinito haveremos de levar. E o mais curioso é pensar na insignificância do lapso temporal de nossa passagem aqui, ou seja, que diferença faz, se viveu mais ou menos anos que os demais, ante uma eternidade proposta a todos os iguais? Temos um mister à vanguarda, que só saberemos quando partirmos desse plano existencial.

Inserida por Claudiokoda

⁠O trem da eternidade e vida, não sabemos em qual momento se dará a partida. De onde viemos e para onde iremos tão certo que não sabemos, mas cada qual na sua fé, encontra o alento. Seguimos distraídos ou na espectativa desse momento.

Inserida por Claudiokoda

Estamos na Eternidade, a vida encerra aqui e tem continuidade. Mas os mistérios a serem revelados, não estão à disposição da humanidade.

Inserida por Claudiokoda

Que é a vida? Breve lapso temporal, um insignificante intervalo diante da eternidade.

Inserida por Claudiokoda

Em algum momento da eternidade, haveremos de saber, se conseguimos deixar legado por algo que viemos aqui fazer.

Inserida por Claudiokoda

A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

A. impossibilidade de participar de todas as combinações em desenvolvimento a qualquer instante numa grande cidade tem sido uma das dores de minha vida. Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse em mim uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de ação que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo. […] A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas — basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido. Nem me consola o pensamento de que, entrando na confrontação simultânea de tantos acontecimentos, eu não pudesse sequer registrá-los, quanto mais dirigi-los à minha maneira ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho próprios, uma porção, mínima que fosse, de sua peculiar substância.

Para demonstrar o erro era preciso alguma coisa mais do que arruaças e clamores.

Machado de Assis

Nota: Trecho do conto O Alienista (1882).

Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras... O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca É, a gente ESTÁ...
Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. A gente resolve se entregar quando é tarde pra descobrir que pra respeitar o nosso próprio tempo, é preciso lembrar e ter o mesmo respeito pelo tempo do outro. E que muitas vezes, pra ser honesto, é preciso se correr um risco o qual não queremos. Mas a gente corre. Que o medo não tenha tanto poder sobre nós... E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores - há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo.

A maioria dos dramas está nas ideias que formamos das coisas. Os acontecimentos que nos parecem dramáticos são apenas assuntos que a nossa alma converte em tragédia ou em comédia, à mercê do nosso carácter.

Jamais os moralistas conseguirão fazer compreender toda a influência que os sentimentos exercem sobre os interesses. Essa influência é tão poderosa como a dos interesses sobre os sentimentos. Todas as leis da natureza têm um duplo efeito, em sentido inverso um do outro.

Libertar uma pedra nada significa se não existir gravidade. Porque a pedra, depois de liberta, não iria a parte nenhuma.