Perdoar e ser Humilde
Sou o lixo jogado nas ruas...
Sou a água poluída, suja,
Sou o ser humano abandonado nas ruas,
Sou o meio ambiente destruído,
Sou a chuva que cai com poeira.
Sou os peixes, mortos pelo esgoto.
Entre tantos a poluição o descaso público,
Sou apenas o pobre de cultura e sem estrutura
Pense: Se pode ser feito depois. Deixe para depois.
Muitos de nós temos o hábito do imediatismo, querendo resolver todas as questões a tempo e de forma célere, e assim agindo, acabamos por criar ansiedade e sofrimento.
Ora, tudo tem o seu tempo, dizer que o melhor tempo é o agora, não está errado, para quem vive o agora, mas, viver agarrado em um futuro incerto, cheios de projeções que ainda irão ou não acontecer, ah, isso é pernicioso.
Queremos resolver questões futuras no presente. Para que? Tudo tem seu momento e sua forma de maturação.
Por isso, não sofra por antecedência.
Viva o presente, não somente esteja nele.
Se há algo para resolver hoje, resolva, os problemas de amanhã, amanhã se resolverão.
Diferente é do planejamento futuro. Você pode e deve planejar um futuro melhor, pode estabelecer planos e metas, mas, essas se realizarão no presente. E os fatores intervenientes ocorrerão, mostrando para você, que não é o dono de todas as situações.
Planejamento e realização são coisas distintas.
Você pode acumular dinheiro para adquirir um bem, isso se faz no presente, pensando no futuro. Agora, pode lhe acontecer algo, e você ter que gastar suas finanças, e o sonho do bem a ser adquirido, ficar para depois.
Por isso, não sofra, e não acelere o processo.
Apenas trabalhe por ele. O amanhã virá por si só e, sendo assim, amanhã eu resolvo.
Ilumine seu lado sombrio.
Pense nisso.
Paz e luz.
Tudo é fácil, nada é fácil.
Como um ser vivente, você é uma maravilha da criação. Você é capaz de realizar obras magníficas, de fazer coisas inimagináveis.
Você como ser vivente , é dotado de inteligência, perspicácia, sentimentos, força, e vários outros atributos, que são inerentes espécie humana.
Tecnicamente, poderíamos ser capazes de construir um paraíso na terra. Temos condições de acabar com a miséria e a fome do mundo. Temos condições de dar e ter uma vida melhor no meio em que vivemos.
Porém o homem, apesar de todo esse privilégio que possui, não consegue sair do ovo. E choca-se.
É fato que pessoas possuem habilidades distintas, umas mais, outras menos, mas, possuem.
É fato que vaca não dá leite. Você tem que tirar.
E fato que nada será fácil, quando se fala em construir um mundo melhor e com menos desigualdades.
E isso acontece, porque você tem que doar parte de si, para a construção deste mundo. E não raras vezes, você não quer fazer esse sacrifício.
Tudo é fácil, quando caminhamos juntos em busca de um ideal comum.
Nada é fácil, quando os ideais apresentados, não condizem com as nossas vontades interiores.
Este conflito leva somente há uma conclusão: Enquanto não largarmos nossas próprias vontades e paixões em prol do bem viver comum, tudo se manterá como está, ou seja, em desequilíbrio.
Tenha dias de paz.
Pense. Reflita.
Estar certo ou ter razão?
Toda ideia ou conceito, podem ser melhorados.
Ficar preso em conceitos que já não se amoldam mais à sua vida, é um desgaste desnecessário.
Entenda que o mundo, a sociedade e até você, muda.
Quando não buscamos entender as mudanças existentes, quando ficamos parados no tempo, sofremos quando somos solapados por elas.
As mudanças, podem até não parecer, mas, elas vêm a passos lentos. Um comentário aqui, uma ação isolada ali, uma passiva aceitação social, e pronto, a ideia ou comportamento se instala.
Ora, sabendo que este processo é lento, mas, gera conceitos, devemos aprender a analisar estes com a frieza e razão necessárias ao bom entendimento do assunto.
As pessoas que conseguem passar por essas mudanças, mantendo uma visão centrada e trazendo ela para seus conceitos, com certeza se impactarão menos.
Quanto menor o impacto, menor será o susto e o sofrimento.
Assim, "estar certo", conflita com o "ter razão." Estar certo muitas vezes representa que você está em consonância com um todo, e que esse todo, aceita sua posição.
Ter razão, já é algo um pouco mais complexo, pois toda razão pessoal, pode ser questionada pelo todo.
Seus conceitos, dentro de sua razão, se não estiverem em consonância com o todo, dificilmente estarão certos.
Fazendo pequena analogia, posso citar que: A razão é como uma âncora que segura o navio do conceito e não o deixa zarpar. O estar certo é o navio que quer desbravar os mares e anseia levantar âncora. Ambos, a razão e a certeza, podem navegar juntos, mas, para isso acontecer com segurança, de tempos em tempos, esse navio terá que aportar, para depois navegar.
Dose sua razão, aprenda com a viagem, alimente seu conhecimento, e esteja certo de que sua razão e seus conceitos, mudarão em cada porto.
Ilumine seu dia.
Tenha dias de paz.
Pense. Reflita.
Um pequeno conto.
Certa vez alguém perguntou ao mestre: Mestre por que o ser humano sofre tanto?
O mestre respondeu: O ser humano sofre pelas dúvidas e pelas certezas que possui. Sofre pelo controle das coisas que tem e que não tem. Sofre por sonhar e ter pesadelos. Sofre por amar e odiar. Enfim sofre pela dicotomia presente em sua vida.
Então o discípulo perguntou: Mas, o que pode o ser humano fazer para então, sofrer menos, já que a dualidade das coisas se faz presente em nosso ser?
Muito simples, disse o Mestre: "Aceite"
E continuou. Aceite as coisas com são. Aceite que as coisas são mutáveis, aceite a transformação do tempo, aceite a transformação das pessoas. Entenda que a cada momento acrescentamos uma experiência a mais em nossa vida. Tudo se renova, você já não é a mesma pessoa de segundos atrás.
Ora, perguntou o discípulo: Mas, se eu aceitar as coisas como são, devo aceitar também as coisas ruins? Não seria uma ação passiva demais ante há um problema?
O mestre lhe respondeu: A aceitação lhe trará compreensão. Se você aceitar que o ser humano possui falhas, isso é um sinal de que você conseguiu enxergar as fraquezas e as reconheceu, compreender isso lhe impulsiona para a busca de um resultado melhor para si mesmo.
E continuou. Imagine uma pessoa que busca algo e não consegue. Isso abrirá vários caminhos, a pessoa pode escolher sofrer pelo acontecido, se recolher em sua inação, culpar as pessoas pelo seu infortúnio, culpar a si mesmo pelas suas fraquezas e acreditar que não é capaz. Ora, se você se encher desses sentimentos, logo, eles estarão em primeiro plano.
Por sermos seres dicotômicos o bem deve vir antes do mal, o esforço deve vir antes do fracasso, a virtude deve vir antes do vício. Aceite que há coisas ruins, aprenda com elas, mas, que as coisas boas, sejam sempre a primeira linha de seu caderno da vida. Aceite que você não tem um controle total e efetivo de sua vida, pois você sofre a cada momento influências diversas, mas, ainda assim, você pode controlar o resultado que aquilo ocasiona em você. Se alguém lhe maltrata, adiantará você nutrir ódio por aquela pessoa? Teu ódio é teu, fará mau somente a você. Aceite que essa ação lhe incomodou e procure uma solução. Se não gosta da casa que moras, mude.
O sofrimento e o ranger de dentes sempre existirão e ficarão orbitando em nossa volta, isso é um fato. Atraí--los, depende de nós.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
As virtudes e o aprisionamento do ser.
Virtudes são definidas como qualidades morais, que levam os indivíduos à prática do bem. Das virtudes mais conhecidas podemos citar as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. Bem como as virtudes cardiais: Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança. O hábito das virtudes transforma o ser humano em uma pessoa melhor, contribuindo de forma positiva ao meio social em que está inserido. A prática das virtudes exige a participação de outro ser, para o reconhecimento desta. E, aqui, para muitos, começa o aprisionamento.
Ora, o ser humano vive uma relação consigo de crime e castigo, bondades e bençãos. Há uma constante troca entre seu “Eu” interior com o seu “Eu” exterior. E essas trocas em algum momento, levam a confusão, colocando o indivíduo em um sofrimento quase que perpétuo em razão de suas escolhas, pois estas passam a serem orientadas mais pela consequência dos atos, do que pela ação pura inicial.
O que escrevi no parágrafo acima pode ser melhor explicado através de um exemplo: Alguém que faz um ato de caridade, esperando com isso ganhar créditos no reino celestial. Ou, alguém que vivendo sobre princípios de honestidade, justiça e moralidade, quer o reconhecimento destes e espera que todos ajam nos seus moldes.
Entenda que embora você possa cultuar, cultivar ou praticar algumas virtudes, estas para serem destacadas, sempre precisará da aprovação de outro ser que as reconheçam. É neste momento que você se aprisiona. Ora, se outro ser precisa reconhecer, logo, eu tenho que ter um feedback de minha ação. Se o feedback for positivo, ótimo. Se for negativo, a pessoa não me compreendeu. Se inexistiu, sofro.
Embora a prática da virtude tenha como fim a harmonia social, em minha visão, ela sempre foi utilizada como um meio para um fim maior ou uma relação de escambo nas esferas humanas. Por isso, há tantos conflitos e dificuldades quando nos entregamos à prática das virtudes. Sim, entregar-se a prática da virtude não é tarefa fácil, pois não é fácil ser bom em um mundo de maldades. Como ser honesto em um mundo desonesto? Como ser justo perante a injustiça? Como ter fé vendo e vivenciando mazelas? Como ter esperanças em um mundo de sofrimento? Como acreditar no bem se o mal sempre vence? Respondo as minhas próprias perguntas: Sendo bom, sendo honesto, sendo justo, tendo fé, tendo esperanças, tendo credo. Simples né! Ou não.
Como a virtude na essência é uma relação de troca, e sendo o ser humano um ser possessivo, este em muitos casos quer possuir a titularidade da virtude. Neste momento ele cria seu demônio. Ele cultiva o seu demônio quando ele começa a dizer a si mesmo que, sendo este o seu jeito e sua forma, não consegue mudar ou aceitar as falhas alheias. Ele acredita que todos estão errados e se prende em seus conceitos. A virtude o coloca em uma cela tendo o diabo como carcereiro. Ele esquece, que a troca se dará com outro indivíduo com características, formas, saberes, valores, as vezes destoantes de seu ser e de sua moral. Ele esquece que pessoas, são pessoas e falham. Esquece que pessoas tem níveis de compreensão, entendimento e participação, diferentes, e que nem todos gostam de coentro.
Se pessoas são diferentes, se cada indivíduo tem características próprias devo entender que o doar das virtudes, nunca será ação igualitária, nunca terá a resposta que eu quero, podendo no máximo aproximar-se desta, havendo sempre um desequilíbrio entre a ação proposta e a ação recebida. Por isso, não devemos nos prender as virtudes que nos aprisionam. Devemos praticá-las de forma livre e consciente. Fazer a minha parte, sem esperar que o outro a faça. Quem sabe se pelo exemplo eu possa contribuir mais do que com as minhas indignações acerca do reconhecimento das falhas alheias, ao meu julgo.
O mundo está cheio de julgadores, tendo como juízes os prisioneiros das virtudes, condenando a todos que estão em dissonância com sua forma de ser, esquecendo que tolerância, fraternidade, amabilidade, simpatia, generosidade, compaixão, humildade, misericórdia, flexibilidade, são também virtudes que devem ser regadas, e talvez com maior intensidade.
Ser virtuoso é praticar virtudes, e não sinônimo de aprisionamento de outro ser ao seu, e as suas vontades, mesmo que corretas. Ao contrário é a libertação de si para doar-se ao todo sem esperar nada em troca, praticando o bem-viver social, buscando de sua parte, viver em harmonia com o seu semelhante. É entender que não posso fazer das virtudes que cultivo os meus demônios pessoais.
Finalizando, apenas seja e faça o seu melhor, só isso. Não viva a virtude, mas se dilua nela, seja ela parte integrante e não acessória de seu ser. Sua participação pelo exemplo será mais produtiva e melhor do que viver encarcerado em virtudes que o fazem olhar somente para si, tratando e reconhecendo os outros com peculiar arrogância, esperando que estes se prosternem ante as suas qualidades.
Seja luz.
Paz e bem.
Te amo.
Massako.
A imbecilidade do ser humano.
É atribuído a Júlio Verne a frase: “A imbecilidade humana não tem limites.” Vejamos se podemos confrontá-lo, ou não!
Sabemos que o pensamento humano vem sendo desenvolvido através dos séculos pelo acúmulo das múltiplas experiências e saberes individuais e sociais que deparamos em nossa vida. E, é esta capacidade de pensar que embora seja muito desenvolvida nos seres humanos, incrivelmente, as vezes parece nos faltar.
Desde o nosso surgimento neste planeta azul, olhamos para os outros seres humanos com o olhar da diferença, pois, embora sejamos da mesma espécie, temos características físicas diferentes. E, a partir daí criamos categorias e fazemos classificações das mais diversas e colocamos estas pessoas que são “diferentes” de nós em uma categoria qualquer criada.
Esta classificação criada acaba gestando dentro de um pensamento coletivo raças que se julgam superiores, gêneros que se consideram dominantes e, a cada classificação criada, um novo subgrupo surge complicando ainda mais a relação entre semelhantes.
Ora, somos todos semelhantes independentemente da origem, e enquanto não enxergarmos isto, continuaremos criando classificações e estas nos distanciarão ainda mais das pessoas.
Neste ponto, pode parecer conflitante dizer que todos se assemelham apesar de ser público e notório as diferenças abismais existentes entre os seres humanos. Diferenças estas causadas pelo conhecimento, pelo desenvolvimento social e cultural, pela evolução tecnológica, pelos meios de produção e consumo, enfim. Vários são os mecanismos que fazem com que o ser humano em razão de sua posição e condição, se distancie dos outros.
Criamos uma forma de progresso e desenvolvimento que nos une e nos distancia ao mesmo tempo. Viramos refém daquilo que acreditamos ser o melhor para nós e para o todo. Somos todos ao mesmo tempo vassalos e suseranos de alguém.
Agora, isto não seria uma forma de imbecilidade?
Aqui chegamos em um outro ponto conflitante. Será a imbecilidade parceira do progresso e por consequente do nosso desenvolvimento sem envolvimento?
Ora, coisificamos tudo que há. De objetos a relações pessoais, tudo ficou raso, rápido e com sentido desfigurado. Temos tudo por objeto, já que a imbecilidade criativa supera qualquer evolução pautada na lógica do real bem-estar do ser humano.
E o progresso, mais especificamente os setores de pesquisa e desenvolvimento, entenderam rapidamente o quanto somos imbecis. E alimentam diuturnamente nossos estranhos desejos. Somos carne a ser moída pelos nossos desejos.
Há mercado para tudo neste mundo líquido, plural, multicor e, por muitos transformado em patético.
Uma infinidade de produtos que são uteis somente na memória do usuário que após adquirido perderá seu valor emocional, sendo logo substituído. Aparelhos que mal sabemos utilizar e que temos por grande valor. E segue a relação de desejos.
Se formos para o campo da vaidade humana, aí a coisa se complica mais. Somos perecíveis, frágeis e nos decompomos a cada dia, este é o retrato real de nossa caminhada pela vida. Morreremos! No entanto há uma busca desenfreada por um amanhã que se acabará em breve. Os corpos perfeitos de hoje, mantidos a treinos exaustivos e alimentação sem graça, serão amanhã caquéticos. Não quero dizer que a atividade física não seja importante para a saúde e o bem-estar, longe disso! Mas, que há um culto ao inalcançável corpo perfeito, que beira a doença, isso há.
No campo relacional nós ressignificamos a palavra egoísmo, pois quando pensamos que somos egoístas, nossas defesas internas se levantam e gritam rapidamente dizendo ser AMOR. Nunca é egoísmo, é amor. As vezes chega a ser platônico, e aprendemos em um misto de egoísmo e possessividade, que devemos a todos amar. Devemos amar nossos pais, nossos filhos, nossos maridos e esposas. Ame seus pets, suas plantas, seus cacarecos, ame a tudo e ao final não amará a ninguém. Pois colocaste tudo no mesmo nível e no mesmo nível não há distinção.
Somos sim, imbecis. Chegamos a um ponto de desenvolvimento que mal pensamos bem e acreditamos que pensamos demais. A preguiça, eterna amiga do progresso, faz com que esse processo seja mais ágil. Para que escrever uma palavra se posso enviar uma figurinha? Mas... hoje em dia quem vive sem elas? Que coisa fofa.
Somos tão imbecis que poderíamos erradicar a fome do mundo, pois produzimos mais do que consumimos. No entanto, não o fazemos e nem procuraremos fazê-lo a curto e médio prazo, pois a fome e a miséria de uns, gera o alimento na mesa de outros.
Poderia dentro de minha visão discorrer sobre os vários tipos que considero de uma imbecilidade sem fim, indo desde a veneração por alguém que chuta uma bola, até as pessoas que são veneradas por mostrar a bunda. Mas entendo, como disse anteriormente, que a imbecilidade também proporciona o desenvolvimento social, embora não possa concordar que se realmente há desenvolvimento, mas...isso é outro assunto para outra hora.
E, concordo com o Júlio.
Massako.🐢
Seja feliz, aprenda a dar um passo para trás.
Somos levados a acreditar que o caminhar deve ser contínuo e que andar para trás, figurativamente falando, é um retrocesso em nossa vida.
Nem sempre será assim, se você trilha por um caminho errado, nada impede você de dar meia volta e retornar, mesmo que você perca um precioso tempo, estará após, percorrendo o caminho correto.
Muitas decisões em nossa vida podem ser revistas a partir de uma pergunta simples: Será que, o que estou fazendo está me trazendo felicidade?
Quando falo de felicidade, cito ela em seu sentido mais amplo, abrangendo a felicidade pessoal, profissional e a relacional.
A partir do momento em que você reflete estas questões e, se chegar a conclusão de que algo não está bom, então é a hora de dar um passo para trás, e buscar enxergar aonde, e em qual momento você tomou o caminho ou a decisão errada.
Enxergar o erro não é fácil, pois dificilmente acreditamos que estamos agindo de forma errada e que o amanhã se mostrará contrário, e que as decisões foram acertadas. Ora, quem caminha para o abismo, chegará ao abismo.
Entenda que se você faz algo que te mantém no mesmo lugar, com certeza você está fazendo algo errado, afinal, você não está evoluindo.
O passo para trás é necessário para te dar um novo impulso, te preparar para um novo salto.
Se lhe falta conhecimento técnico, volte a estudar. Se lhe falta capacitações, aprenda. Se você não está feliz consigo mesmo, reavalie suas ações.
Quando varremos o chão, para que ele fique limpo, é necessário que sempre voltemos a vassoura, senão deixaremos sujeira no local.
Assim também é a nossa vida, nossos feitos passados, nos colocam aonde devemos estar no presente, se hoje, algo não está bom, olhe para trás, e reveja seus passos. Corrija-os.
Apesar de alinharmos o tempo com a nossa perecibilidade, pois o tempo nos brinda com o seu final a todos os dias, devemos entender que sempre há, enquanto vida houver, a possibilidade de confrontar nossos erros, reatarmos com o passado, e seguir em frente.
O passo para trás, lhe impulsionará.
Aprenda isso, entenda isso, seja feliz.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Sorria, mesmo na escuridão.
Massako🐢
Ano 2525.
O ano é 2525, e o ser humano se tornou apenas um produto, nada mais. Um mero operador de um sistema pré-programado no qual ele apenas acompanhava, apático, as funções previamente agendadas e na sequência exigida.
O ser humano desta época se resume a um pedaço de carne, equilibrado em seu esqueleto mambembe, sem opiniões, livre arbítrio e sem capacidade de tomada de decisões. Ainda pensa, mas teme não ser seu o próprio pensamento.
Nesta época, governos tais quais se conheciam em 2025 deixaram de existir, mudaram seus status, já não há linhas ideológicas ou partidos políticos, a geopolítica mudou drasticamente. Se antes os governos ditavam as regras, agora as grandes corporações controlavam o mundo, e com ele, a vontade de toda uma população.
Mas tudo tem um começo e nada acontece ao acaso. Para que possamos entender o que aconteceu e o porquê desta “evolução” temos que voltar aos hábitos dos antigos que moldaram e deram forma a este mundo.
O presente é escrito com a caneta do futuro, e o grito do passado é apenas um fraco eco daquilo que deveria ter sido mais bem desenvolvido. E as grandes corporações entenderam isso, perfeitamente.
Dentro da tecnologia existente à época, começaram os experimentos sociais. Programas de TV que colocavam pessoas por um determinado período em uma casa, e eram monitoradas 24h, virou uma febre. Pessoas comuns discutiam ou assistiam com um olhar que beirava o voyerismo, as pessoas que ali estavam.
As corporações entenderam o cliente, e a partir daí, criaram redes sociais mais dinâmicas. Acessíveis a todos, todos ganharam voz e vídeo. Qualquer pessoa poderia se tornar uma personalidade meteórica, e a fórmula era simples, vídeos curtos, mensagens rápidas, até porque quase ninguém já assistiria ou leria algo que demandaria um tempo superior a cinco minutos.
E de cinco em cinco minutos, horas se passavam.
Paralelamente era necessário que o próprio governo alimentasse estas redes, afinal, nada como uma boa polarização para criar personagens a gosto de uma bolha qualquer. Criavam todos os dias pontos de dissenso, e quando a imaginação era terra arrasada, resgatavam algum assunto “polêmico” que nunca tiravam da cartilha.
Com o tempo as pessoas começaram a acreditar mais na mentira rasa do que na verdade dos fatos, afinal, buscar a verdade exigia comprometimento e tempo, e o povo com o cérebro entorpecido por piadas de IA, dancinhas ridículas, exposição do corpo de forma lasciva, preconceitos criados e modas ingeridas, não tinham interesse em saber algo que pudesse desagradar seus conceitos pré-implantados.
A inteligência artificial evoluiu, começou a andar, não lado a lado, mas dentro do ser humano. Os aplicativos de atividades físicas e de saúde, tão comuns naquela época, começaram a ser incorporados junto com identidades digitais que sob o manto do avanço e simplicidade de uso, na verdade serviam como um informante para o governo e para as grandes corporações.
Havia em 2025 o dinheiro de papel, coisa que foi substituída pela moeda digital, e tudo em nome do desenvolvimento e do bem-estar do ser humano. Várias profissões e instituições que existiam naquela época, simplesmente se extinguiram. Caixas de supermercado, frentistas de postos de combustíveis, postos de pedágio, advogados, escolas, bancos e tantos outros, foram devidamente substituídos pelas “modernidades” que agora eram implantadas de forma digital em sua identidade e no seu ser e pronto.
O ser humano se transformou em um ser totalmente digital e quanto maior a dependência digital para resolver dois mais dois, maior era a decadência do pensar.
Ganhar o pensamento é fácil, basta aquecer o coração que o pensamento amolece, e esses aquecimentos vinham através das manipulações, que de tão sutis faziam com que o ser humano creditasse como sua e seus tais ideias e pensamentos. Ledo engano.
Ocorreu então a Quarta Revolução Industrial que teve como principal mercadoria o controle das pessoas e dos seus pensamentos. Privacidade já não é algo que importava, pois, a partir do momento que toda nossa vida está exposta aos grandes conglomerados digitais e seus parceiros, nada é oculto, inclusive suas vontades.
Levados nesta esteira os relacionamentos se tornaram frágeis, líquidos, sem substância, o escambo sentimental era a regra, e em consequência disso, a população começou a procurar substituir o ser por coisas, por qualquer coisa. Plantas e pets foram os primeiros a ocupar este espaço, seguiu-se então por algo com menor probabilidade de danos e responsabilidades, veio os bonecos e depois os bonecos com IA.
Consequentemente, ficou mais difícil e complicado o relacionamento com outros seres humanos, afinal, seres humanos são controversos, e muitas vezes não atendem sequer a sua própria vontade, o que dirá da vontade alheia.
Mas a IA já havia previsto que a raça humana entraria neste torpor, e desenvolveu o ser humano livre. Criado em laboratório, sem pai e sem mãe, nutrido por uma máquina e tendo como tutor deste neófito o mundo digital. Cresceu sem amarras, livre, desprovido de conceitos e pré-conceitos, sua fé e seu credo são binários, 0 e 1, e apesar de ter a oportunidade de desenvolver seu intelecto de forma surpreendente, compreende de forma inequívoca como apertar um botão.
Bem-vindo ao futuro que começou a ser construído lá pelos idos de 2025.
Massako 🐢👽🤖
É fácil ser otimista?
Não, não é.
Vivemos cercados por mazelas, problemas dos mais diversos e, isso nos afeta.
Toda negatividade existente, tende a criar em nós, uma barreira que visa em um primeiro momento nos proteger.
Só que essa barreira, nos isola para o mundo a nossa volta. Ficamos menos receptivos, ficamos presos em nossos conceitos, aprendemos a não ouvir os outros, começamos a desconfiar de uma boa ação, pois sempre achamos que há um interesse por trás. Enfim, criamos barreiras que impedem que nós acreditemos nas pessoas e, até mesmo, a duvidar de nós.
Ora, pessoas são pessoas, possuem algumas qualidades, alguns defeitos. Por isso, elas irão lhe agradar em um tempo e, desagradar ou desapontar em outro.
Entender que somos seres frágeis e dependentes, principalmente no campo emocional, não nos torna mais ou menos ser humano.
Você se tornará um ser humano ruim, se colocar barreiras em tudo. Pois se você se tornar um ser isolado do mundo, começará a se achar que ê uma joia rara, e, pelo seu comportamento, se tornará mais um ser, menos humano.
Derrube suas barreiras, ouça o que as pessoas têm a dizer, e depois de muito ponderar, se concordar, parabéns. Se, não concordar, parabéns também. Mas, isso deve ser feito, após uma ponderação, não antes.
Se você começar a derrubar as suas barreiras, se permitir encontrar seus momentos de alegria, ou, quem sabe de felicidade. Você começará a acreditar mais em si, e com certeza, o otimismo virá.
Não tente ser otimista pelo resultado alheio. Antes, acredite que a mudança está em si e na sua percepção de vida.
Acreditar e confiar, são elementos chave para o otimismo. Descrédito e desconfiança, sempre serão seus antagônicos.
No íntimo de sua razão e de seu coração, você aprenderá a tomar e a viver essas decisões. Não tenha medo.
Acredite.
Pense nisso.
Paz e luz.
Ilumine seu dia.
A indiferença nos acontecimentos a nossa volta não nos faz ser o sal que a humanidade necessita. Semelhante à vela, precisamos brilhar conforme vamos nos consumindo.
Aprendemos quando deixamos de ser como poeira no tempo, como uma febre que passa, ou como águas de um rio que corre. Crescemos quando permitimos tocar nossa alma em lugares impossíveis que possam sentir, não no que estamos, mas no que somos.
Saber ouvir nos torna um ser humano resistente a ignorância, acalma a alma sem perder a têmpera das emoções.
Amadurecer nos permite sonhar com menos ilusões, compreender o que pode ou não ser mudado... Em nosso deserto, silenciosamente amadurecemos.
Musicalizando, que sorte a minha eu ser eu. Transformar poesia em forma de música dar aos sentidos uma nova forma de sentir. A certeza de que um sentimento jamais é igual a outro me fascina e me faz ser quem sou.
As flores da varanda do vizinho pode até ser mais colorida, mas não se encaixa na sua janela. Ser feliz não é cultivar todas as cores das rosas, mas acreditar que delas, estas, são as mais lindas. Sentimentos são como as fases da lua às vezes permanecem escondidas, mas nunca perdem o brilho.
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