O Mundo Inteiro Nao Vale o meu Lar

Cerca de 743144 frases e pensamentos: O Mundo Inteiro Nao Vale o meu Lar

Vale apena seguir os caminhos de Cristo

Inserida por CarlosRodrigoLima

Nunca desista do amor, pois ele muitas vezes vem da forma mais difícil, mas no final vale cada dificuldade.

Inserida por NewTimes

Se for por um alguém que vale a pena o sofrimento pode ser apenas uma fase de adaptação...

Inserida por EdwardKlumpp

Mais vale dias bem vividos, do que anos sem sentido.

Inserida por Julianamariapires

Uma palavra de poeta vale mais que mil imagens.

Inserida por lucemio

Um simples cachorro vira lata vale mais do que mil seres humanos.

Inserida por santlima22

Uma vez minha melhor amiga me disse: "O que vale ter o cabelo liso, se suas ideias são enroladas?" Você não sabe como ela estava certa.

Inserida por MarcelaMenezes

Numa relação afetiva, é necessário que o outro saiba exatamente o que esta sentindo. Mas, vale deixar a certeza do que a dúvida. O olhar é importante, mas, são as palavras que dão a certeza. Diga quando gosta, quando ama, quando está feliz, diga!!!

Inserida por PROFMARCOS

Quanto vale amar alguém? Amar alguém é guardá-lo no coração, é escondê-lo nas emoções; persistir nas intenções... Cultivar o amor é deixar passar o tempo, é contemplar de longe enquanto o desejo é tê-lo bem próximo; lançando mão dos medos e até do desespero... Amar alguém é observá-lo na eternidade do tempo que não mede a dimensão do tempo, embora a vontade seja percorrer o desejo, se jogando em seus braços, ainda que seja por um abreviado momento num inacabável abraço. Amar alguém nada mais é que deixá-lo ir embora, independente da hora... quem sabe para onde não posso vê-lo, mesmo assim vou percebê-lo na essência do amor que sinto por ele. Meu amor por esse alguém me ensinou sorrir, mesmo quando as lágrimas teimam cair... O amor é forte, vence até a morte. Amo alguém com esse amor; eternamente meu amor.

Inserida por CristinaBarros

Corremos o risco de pensar que, o que realmente vale é o que fazemos ou deixamos de fazer, quando o fundamental é o que somos.

Inserida por wilsonvilella

Só quem espera sabe o quanto vale cada segundo.

Inserida por 100grandesescritores

Mais vale sentir uma grande dor de amor, do que passar a vida anestesiado

Inserida por alevini

Mais vale um passarinho na mão do que um filho nos braços em plena adolescência.

Inserida por guilhermethome

"Mais vale um sorriso na face de um louco, do que a seriedade de um amargurado."

Inserida por rafaelRocha

E quem sabe , o amor ainda seja aquela figurinha premiada que custa de aparecer mas vale muito a pena encontrar .

Inserida por Ronialves

Nenhum amor vale o desperdício de uma lágrima.

Inserida por NCoelho1

As rosas são belas mas também machucam e ferem .
até que ponto o prazer do amor e sua dor, vale a pena .

Inserida por Ronialves

Existem coisas na vida da gente que raramente conseguimos mudar. Mas vale a pena tentar;
A vida é cheia de altos e baixos, devemos tirar proveito de tudo. Não deixe que o desanimo prevaleça na sua vida. Sejá sempre otimista. Confie que em algum momento algo de bom e especial vai acontecer na sua vida. E esteja preparado para receber...

Inserida por Tmontana79

"A sensatez dos fracos vale mais que a certeza e o orgulho dos que se dizem fortes."

Inserida por rafaelRocha

RUTH GUIMARÃES,A FADA DA LITERATURA

O Vale do Paraíba celebra insuficientemente os seus representantes da literatura. Com algumas exceções, como a inovadora disciplina de Literatura Valeparaibana, criada pelo professor José Luiz Pasin, em Guaratinguetá, e como as honestas iniciativas da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de São José dos Campos, os alunos do Vale do Paraíba pouco sabem dos seus escritores.
O justo destaque dado a Monteiro Lobato deixa a impressão injusta de que o taubateano foi o único escritor do Vale do Paraíba. Merecem pouco espaço, até da imprensa regional, o lorenense Péricles Eugênio da Silva Ramos, o joseense Cassiano Ricardo e os cachoeirenses Valdomiro Silveira e Ruth Guimarães.
E é de Ruth que quero falar. A fada da literatura. Quem disse isto foi Guimarães Rosa, em dedicatória que fez a ela, num exemplar de "Corpo de Baile", quando os dois eram mocinhos, ambos escritores iniciantes, e repartiam uma noitada de autógrafos com Lygia Fagundes Telles e Amadeu Amaral. A dedicatória é assim: "A Ruth Guimarães, minha irmã, parenta minha, que escreve como uma fada escreveria."
Por essa época, Ruth era muito moça, muito pobre, muito magra, e muito míope, como ela mesma se definia. Trabalhava em dois empregos para criar quatro irmãos menores: datilógrafa à tarde, revisora da Editora Cultrix à noite. De manhã cursava Letras Clássicas na USP. Hoje, aposentada de 35 anos de aulas de português, grego e latim, não abandonou a máquina de escrever. Produz crônicas semanais para o jornal ValeParaibano, traduz obras do francês e do latim. Escreve duas horas por dia, como mandou o seu mestre Mário de Andrade, com quem aprendeu folclore, e sob cuja orientação escreveu "Filhos do Medo", uma pesquisa sobre o diabo na mitologia valeparaibana.
Ruth nasceu em junho, "junho das noites claras, de céu nítido", na minha Cachoeira Paulista, no Santo Antonio de 1920.
"Eu quisera escrever em tons suaves, em meios tons que sugerissem preces." É trecho de um de seus poemas, ainda inéditos.
Conhecia-a quando eu não passava dos 13 anos, e ia à sua chácara, plantada à beira do Rio Paraíba, buscar inspiração na sua sabedoria. Quantos textos não levei para ela avaliar e criticar. Era e é severa. Rabisca, em nome da velha amizade, textos meus, até hoje. E cada traço só faz melhorar o escrito.
Em um de seus livros ("Contos de cidadezinha"), escreveu: "Viu as mãos ávidas de Teresa desfazerem o embrulho, viu o porta-jóias de porcelana azul surgir à luz com alguma coisa de deliqüescente e maculado. Nunca havia notado aquilo que somente as mãos trementes da mulher acusavam. Ah! As mãos de Teresa." Fala, nesse conto, das mãos de Teresa, mas são as suas que não deixam de produzir páginas e páginas de bela literatura.
Como esta, no romance "Água Funda": "A gente passa nesta vida, como canoa em água funda. Passa. A água bole um pouco. E depois não fica mais nada. E quando alguém mexe com varejão no lodo e turva a correnteza, isso também não tem importância. Água vem, água vai, fica tudo no mesmo outra vez."
Ou, como esta, no conto "Francisco de Angola": "Depois, os dois trabalharam por mais três. E cinco por mais três. E oito por mais cinco, e todos por todos, até que toda a tribo foi alforriada. Livres! Que língua, que pena, que pincel, poderá dar uma idéia de quanto ressoa essa palavra no coração dos escravos?"
Mas também escreve para crianças. Tem um lindo compêndio chamado "Lendas e Fábulas do Brasil", com uma linguagem gostosa e cristalina.
Ruth Guimarães está lançando mais um livro, no final deste mês de setembro. Mais um, que vai somar 52 publicados. Este "Calidoscópio" é um monumental tratado sobre Pedro Malasartes, o pícaro, o malandro, o nosso herói folclórico sem nenhum caráter. Um trabalho de fôlego que qualquer faculdade de antropologia e de sociologia de primeira linha deveria adotar.

Minha recomendação é esta: leiam Ruth Guimarães, conheçam Ruth Guimarães, ouçam Ruth Guimarães. Ela já contou - e ainda tem muito a contar - sobre o Vale do Paraíba, suas cidades e tipicidades. Sua literatura é nítida, como as noites de junho em Cachoeira Paulista. E ela é uma fada. Uma fada que nestas breves linhas eu quero homenagear.

Inserida por fraseschalita