Nove Noites de Bernardo Carvalho
Pobre gosta de fila, e na fila única até os ditos normais são discriminados. Atendentes só pensam na fluidez de seu trabalho.
Sonhos e realidade: "sim, eu posso!".
Somos muitas vezes limitados em nossos sonhos. Muitos dizem para nós: "vocë não pode!", "isso é impossível!", "você não consegue!". E isso, mais da vez, é dito por pessoas que amamos, que têm receio e apenas passam para nós os seus próprios limites, os seus próprios medos diante da vida.
São como a mãe de Marisa Ventura (J.Lo) no filme "Encontro de Amor". Diante do primeiro problema, diante de sonhos que parecem difíceis, não apenas a negativa do incentivo, mas a realidade crua jogada na cara, como uma âncora a impedir que se navegue para águas mais profundas:
- "Quer continuar a ter sonhos que nunca vão se realizar ou botar comida na mesa?", pergunta ela à filha mostrando-lhe contas a serem pagas.
Diante de uma pergunta assim, qual a resposta possível? Deixar que o medo tome conta, deixar os sonhos de lado para simplesmente "lavar o chão", como seria o destino de Marisa?
E ela dá a resposta possível, corajosa, definitiva:
- "Eu vou pegar essa chance sem medo nenhum, sem a sua voz na cabeça dizendo que eu não posso!".
Sim, como é imperativo, em nossas vidas, dar os saltos necessários, com os riscos todos, para que possamos transformar aqueles sonhos em uma nova realidade. Nem sempre é fácil, nem sempre dá certo, mas ao menos podemos olhar para a vida e dizer: "eu tentei!; eu lutei".
Afinal, vencer é apenas uma possibilidade; lutar, porém, é sempre a única saída digna e definitiva.
Aí podemos ver, quem sabe!?, as pessoas que antes toldavam os nossos sonhos, dizerem como a mãe de Marisa, ao final do filme, muito orgulhosa:
- "Aquela é a minha filha!", apontando para a televisão
O tempo certo cabe só a você decidir, a hora exata de fica ou de bater asas e partir. Afinal, o tempo vou e somente tu saberá como usufruir dele
É noite em meus pensamentos. Tão escuro quanto o céu lá fora. No vazio que antes era alegria, agora só há dor que transforma o amor em agonia.
Do futuro um olho cor de mel olha pra mim com tristeza. Ela nem nasceu ainda e já está partindo. Junto com a mãe vai também a filha que, aos olhos deste idiota, a tempos transmitia alegria.
Não sei em qual momento a matamos, ou em qual momento apagamos nosso presente e futuro. Sei que dói, somente sei que dói.
Me pego perambulando pelas ruas do passado, como se ainda houvesse algo de essencial para minha vida.
Parecem poesias escritas na parede
Mas é só a minha memória traduzindo os momentos lindos que vivemos.
Quem não ler joga fora um bem.Somente com uma mudança de postura, recupera-se, parte do prejuízo (07.11.17).
Aquele que impõe sua vontade à força,opta pelo viés da violência; infringindo princípios do direito (07.11.17).
Todos os dias desaparecem nascentes e morrem rios, em algum lugar; até que Deus desista de nós (07.11.17).
A fêmea faminta caminha lenta. A calma dos movimentos disfarça a voracidade do desejo consumindo por dentro.
Espreita o caçador e ele se aproxima atraído pela quietitude, o brilho dos olhos, e ao toca-la sente as garras nas costas, a língua , os dentes no seu pescoço. Só se ouve os uivos de prazer.
Certos acontecimentos são como são, o acaso coordena e determina suas consequências sobre nós, que navegamos neles, sem saber para onde o vento nos leva.
O destino é sempre a favor de quem tem ideias criativas. E a sorte existe para quem está dentro do plano existencial, elaborado pelo o Criador, então as coisas acontecem para as pessoas certas no instante certo.
