Menina que Existe dentro de Mim

Cerca de 211283 frases e pensamentos: Menina que Existe dentro de Mim

Acelero minha alma em tua busca, Senhor. Agradeço por esse tempo em que me desencontrei de mim e me deste a direção para me reencontrar em Ti.

SUBMERSA EM MIM


A chuva lá fora transborda o que carrego no peito. Sob o toque das gotas, perco-me em correntes submersas, vendo que, nesse oceano, não há margem para voltar — apenas o agora, profundo e infinito. Um mergulho intenso que só eu sinto.
Lu Lena

O ECO DO INFINITO

No tilintar de um serafim, tua voz chamou por mim. Flutuei no infinito, viajando por mares em nuvens de algodão. Dançamos enlaçados na lua, almas errantes em busca de inspiração. Despertei desse sonho folheando manuscritos num álbum de recordação.

Lu Lena

O CERNE QUE HABITA EM MIM


Para onde o meu íntimo se eleva,
As sementes vão,
Rompendo a inércia da fé pelo chão.
Ela não se oculta na imprecisão,
Pois orbita no brilho do astro sol.
Dança em quebras com o vento,
Desafiando o flagelo do tempo.
O meu cerne é fibra, alma resistente,
Mesmo quando o céu se faz ausente.
Pela transmutação da cor vibrante,
A vida me fez forte e resiliente.
Inclinando-me ao que produz luz,
É o magnetismo que me conduz,
Mantendo-me altiva e imponente.
Tal qual girassol, latente!


Lu Lena / 2026

PEDAÇOS DE MIM. SOU ASSIM.

Através de inspirações sussurradas na alma, eu me desmorono, me reconstruo e vou renascendo das cinzas dos pedaços que ainda insistem em ficar em mim.
Escrever este livro foi um profundo mergulho em um período constante de desconstrução e renascimento.
Foi quando as frases afloraram e me fizeram ver que temos uma força superior que nos move a seguir em frente. O caminho tem muitos atalhos; basta seguir a bússola que Deus nos deu.

A força de se refazer em cada pedaço 📖

Lu Lena / 2026

Mãe, vazio de mim,
No cordão umbilical
Rompido no adeus


Lu Lena / 2026

AROMAS DE MIM
(O despertar dos resíduos adormecidos)


Magnetizada pelo aroma das flores,
Sobrevoo os mais silenciosos recantos.
O meu pensamento vem delineando
E penetra no ar o meu encantamento.
Mais uma vez, deixo-me embalar,
Nesse sonho que mexe com o que sou.
Ele penetra fundo na minha alma,
Em busca de resíduos adormecidos.
Buscam também partículas indecisas,
Que, repentinamente, dentro de mim,
Se despertam em um novo pulsar.
São essências que ganham vida,
Misturas de um tempo guardado,
Em confusos aromas que surgem,
E que somente eu sinto.


Lu Lena / 2026

O VOO DA ÁGUIA
(​O passado ficou na água, hoje escolho voar.)

​Pairava sobre mim uma sombra que não me pertencia. Doeu, até que o sofrimento virou cinzel e me esculpiu nova. Hoje, diante do espelho e da memória, faço como Pilatos: lavo as mãos. Deixo que a água leve os resíduos do passado. Sigo o caminho sob o sol, enfim, subo ao alto da montanha e, como águia, renasço e voo...

Lu Lena / 2026

La vie presque en rose!

Está tudo tão diferente...


Às vezes sinto saudade de mim, de quem eu era. O problema é que não me lembro mais de como eu era! Tão pouco tempo, e tantas mudanças! Não sei onde me perdi, também não sei se me encontrei! Sequer sei se foi melhor ou pior. Quando tiver essa resposta, digo-vos...


Se algum dia eu a tiver...


Mas, sabe de uma coisa?


Está tudo tão diferente...

A paixão potencializa em mim todos os meus defeitos!

Eu conheço exatamente cada ingrediente da receita que te traria de volta prá mim. Mas não vou lançar mão de nenhum deles porque no final, embora a gente se farte e lambuze os dedos no momento da degustação, a fome continua...

Se não é amor, então por que doem muito mais em mim que em você, as feridas que EU te fiz?

Insônia, se você estiver apaixonada por mim, eu vou ser curta e grossa:
Eu não estou disponível, e mesmo se estivesse, você não faz meu tipo!

- Se você se apaixonar por mim, prometa - me que não vai me deixar te fazer sofrer?
- Como assim?
- É que se isso acontecer, será porque eu me apaixonei por você também.
E eu não quero sofrer.

- Acreditei no que ouvi falar de mim
Não sou quem eles dizem que eu sou, não sou agora o que eu já fui um dia, não sei o que serei ,por que não quero saber de mais nada, só sei que quero ser alguém melhor
Quero me ter de volta quero ser Eu! Aquela eu que me roubaram. Que eu fingi ser por que diziam que não era !

Oxalá se pudesse provocar em mim mesmo, uma suave alegria que me levasse a apossar de uma parresia contundente, para poder imitar o grande apóstolo em seu texto idiomático dirigido aos Coríntios em sua primeira carta, no remate do capítulo e versículo 9,16.


Ai de mim, digo eu, em pobre ortodoxia que se transforma em triste desejo de meu quietismo estimulado neste epílogo, por sentimentos de difícil compreensão humana...

O que não depende de mim não é problema meu.

Eis que se dizia que tenho uma dor que não cabe em mim, é pesada e me faz sofrer. Todos os ecos se escondem e me acusam de comer miséria, se me tenho curvada com o rosto sério. Isso se dizia no passado, pois a alma conhece atalhos e tecem uma longa colcha de retalhos. Há no mundo todos os espaços, hora de sofrer e momento de se fazer renascer. Benditos sejam o céu e o mar, se estou feliz e inteira, e nenhuma sombra se faz sorrateira. Mas a dor tem também sua beleza de pérola, ao olhar o mundo sem prazer. E mais real se faz a sua observação. Pássaros são poemas que o voo escreve no céu. As árvores e suas grandes sombras se fazem frágeis quando são cortadas e se transformam em papel, onde escrevemos amenidades de afazeres urgentes da cidade, nas salas burocráticas. Persistem outras árvores, cujas raízes estão na densa terra vermelha. E se fazem altiveiras em sua longa jornada de crescimento. E mais abunda na cidade o cimento seco e árido e não há gratidão se folhas negras não alcançam o chão. A lua cheia se ergue em esplendor e a quietude de sua luz povoa o silêncio delicado e se escrevem versos oníricos na expressão da tarde, que deixou na pele vertiginosas alteridades. E o ser não se cabe e como os cãos latem para a lua em fotos cruas que mais banalizadas se faz do que um indigente que colhe aquilo que sobra. Um louva-a-deus se encontra no nariz de um homem que dorme sobre a luz do luar e é sempre um bom presságio entre colinas e planícies, que sustenta o chão de um grão levado pelo vento alheio que se faz certeiro ao procurar o dia e acrescentar cores nas palavras em poesia. Vive-se em estado de fantasia se cada olhar descortina uma nova realidade. E o mundo se faz vasto, nas longas horas dos vagalumes que bricam de aparecer e se esconder, em sua luz verde e um anônimo se deita na rede sem pensar em nada, e a paz se faz calada. O vento canta nos galhos das árvores e amanhã teremos alvorada e novas cores pintam os olhos de então, que se demoram em grande contemplação.

Não espero que os outros se importem. Eu mesmo nunca dei muita importância pra mim.

Quero alguém que sinta ciúmes de mim. Quero ser importante para alguém e, que essa pessoa tenha medo de me perder.