Menina Gente Boa
Quando a gente deixa de amar e começa a compreender
Existem momentos na vida em que o amor não acaba — ele se transforma.
E não é porque o outro mudou, se afastou, traiu, perdeu a cor.
É porque, pela primeira vez, a gente abre os olhos de dentro.
Percebe que o que chamava de amor era, na verdade, medo de ficar só.
Que o que chamava de saudade era apego ao que feriu.
Que o que chamava de intensidade era carência fantasiada de destino.
E aí, algo muda.
Já não é mais sobre conquistar, nem sobre provar.
Não é mais sobre ser vista, nem escolhida.
Não é mais sobre ter razão, nem vencer discussão.
É sobre reconhecer os ciclos internos que o corpo já vinha avisando.
É sobre honrar a alma que já estava cansada de ser rebaixada em troca de migalhas.
É sobre olhar no espelho e saber:
“Eu não preciso ser amada pra saber quem sou. Eu preciso ser inteira pra reconhecer o que é amor.”
E então a gente percebe:
Aquele “eu te amo” que mexia com a gente
mexia muito mais com o ego
do que com a essência.
E que a saudade dele ou dela
não era de quem a pessoa era,
mas de quem a gente queria acreditar que ela poderia ser.
E aí vem a virada.
Quando a gente deixa de amar como dependência.
E passa a compreender como consciência.
Quando o desejo deixa de ser “volta pra mim”
e se torna “se encontre, por favor”.
Porque o verdadeiro amor — o amor final —
não é aquele que força reencontros,
mas o que deseja cura.
Mesmo que seja longe daqui.
E quando isso acontece, não dói mais.
Não arde mais.
Não prende mais.
Só devolve paz.
Porque o amor que fica,
depois que o apego vai embora,
não é sobre posse —
é sobre presença.
Olá, bom dia! Às vezes a gente sofre por causa do crescimento da civilização e suas paixões codificadas, crenças, valores, seus ciclos imprevisíveis e podemos nos sentir pequenos. A promessa de uma vida futura pode, às vezes, parecer uma simples espera.
Mas não se engane. A essência não está no destino final, e sim na paixão da jornada. Existe o amor por esta vida, com toda a sua beleza crua. É no agora que a chuva lava a alma, que o amar aquece o espírito e que a morte intensifica o cuidado por cada instante.
Esta vida não é uma sala de espera. Ela é o palco principal. Ame-a com vontade, pois é nela que sua história única se desenrola. A eternidade pode esperar; o presente clama por sua paixão. Essa é a vida da gente!
Dói demais quando a gente é caluniado por uma coisa que a gente não fez. Imagine você ser chamado de ladrão por causa de uma coisa que você não fez, e ainda mais dizendo que eu não presto e muitas coisas. A gente fica perturbado, ainda mais dizendo que um dia eu iria pagar.
Sinto
Piedade do coração
Que é ingrato
Perverso e esnobe
Num mundo
De gente
Oca de bondade
Amor e vida harmoniosa
Entre irmãos.
Quando a gente encontra a pessoa certa, não é sobre borboletas no estômago ou sobre o coração disparado. É sobre paz. É sobre olhar nos olhos e sentir que, finalmente, alguém entende o silêncio, respeita o espaço e ainda assim se faz presente.
A pessoa certa não é perfeita, mas tem o dom de fazer a gente querer ser melhor. Ela não apaga nossas cicatrizes, mas ensina a gente a olhá-las com mais carinho.
No fundo, não é sobre encontrar alguém que complete, mas alguém que transborde junto. Porque quando o amor é certo, ele não prende… ele liberta.
Tem gente que passa a sua vida inteira, vigiando, perseguindo e indagando outras vidas... Que no final da sua vida, vem a reflexão: de que o prazo de validade venceu e que, se quer viveu!
Gosto de presença, de casa cheia, de roda em praça. Gosto de gente quente, que liga, que chama, e que, mesmo quando tem que ir, deixa um até logo que convence. Até logo! Estou indo, mas continuo aqui.
O tempo tem um jeito silencioso de cuidar daquilo que a gente não consegue alcançar com as próprias mãos.
Ele não tem pressa, mas é sábio; vai costurando o que se rasgou, vai clareando o que parecia sem cor.
Há dores que se resolvem sem barulho.
Há caminhos que só se revelam quando a gente aprende a esperar.
E há beleza, sim, até nas pausas mais escuras, porque é ali, no fundo do silêncio, que a luz começa a nascer.
Nem sempre o que hoje parece fim é realmente um fim.
Às vezes, é só o tempo pedindo passagem para transformar o que ainda não amadureceu em paz.
— Edna de Andrade
O culto das igrejas é de gente morta e fúnebre com uma ritualística, ou ao ego para se aparecer em um show gospel fracassado para exaltar aquele que canta e louva a si-mesmo(a) para atrair falsos elogios.
"A gente dedica a agenda e o coração a uma paquera exclusiva, só pra descobrir que o alvo já estava fechando negócio no direct da 'concorrência'."
É doloroso demais quando a gente vê ou imagina alguém colocando em risco algo tão bonito como um amor tranquilo, por causa de confusão da cabeça ou do coração. Parece um desperdício — de tempo, de carinho, de tudo o que foi construído com tanto esforço.
