Marcos Angelo Rj

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Embora sonhem com eles, as mulheres não gostam de homens muito cordatos, delicados e solícitos. Como amigos sim, mas não como homens. O problema é que essas características, segundo o machismo de nossa cultura, pertencem exclusivamente às mulheres, e elas, quando voltarem a ser essencialmente elas, cansadas de pagar o preço de sua revolução social, certamente reclamarão de volta essas qualidades. Sendo assim, será bem mais fácil consegui-las se não estiverem ocupadas.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

gasto a vida vivendo. Isso implica sofrer por escolhas que faço; atitudes que tomo.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Se você mede o seu sacrifício, comparando-o com o de mais alguém na lida por um ente querido enfermo, isto quer dizer que o ente não é tão querido... pelo menos por você.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

O ator atua; o político, atoa.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Se você vir a palavra pobrema, não terá sido erro; pobrema existe; é problema de pobre.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

As entregas que a vida cobra de quem renega o vazio não têm que ser sofridas, como sempre ocorre nesses casos de vidas que se juntam. É uma regra básica das questões de fusão sentimental e dos encontros amorosos tecidos pela sorte. Urge que as tais entregas de fato sejam trocas. De nada adianta esse velho doar que faz doer pelo quanto se flagra solitário. Pelo que se percebe num aquário tão triste quanto belo.
Esse tal “a dois”, eivado de vantagens para só um, antecipa o vazio que se nega pelas palavras e, no entanto, rega o caminho dos que sobram dessas vantagens. Daí se faz necessário que a verdade se muna do amor que nos une a outra pessoa. Faz-se de fato imprescindível que ninguém ame se não for para ser feliz. Amor não combina com infelicidade, sob pena de não ser amor, mas uma grave patologia.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Ninguém ama só carne; apenas come.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

O maior símbolo de que a morte é renascimento está no fato de que somos "plantados" ao morrermos.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

SAUDADE

Sem ver o rosto risonho
da bela e doce Maria,
eu nunca mais tive um sonho
nem desses de padaria.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Tenhamos certeza de que não há shopping, lanchonete, parque temático nem a satisfação de qualquer capricho capaz de cobrir as lacunas e carências abertas pela falta de presença familiar e do convívio doméstico.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

O MUNDO NÃO QUER MAIS DITADORES

Junto com a queda do regime de Hosni Mubarak estabeleceu-se uma nova realidade no cenário político do Oriente Médio e de certa forma em todo mundo. A exemplo do que ocorreu no Egito, essa onda revolucionária passa pela Líbia e se estende de formas diferenciadas, afetando a mentalidade universal.
No oriente médio, vários países já enfrentam essa revolução. Povos se rebelam, dizendo não ao regime de mão-de-ferro. Evidentemente, os resultados iniciais dessa revolução não são gratos. O desejo de liberdade cobra o preço nada módico de vidas, sacrifícios sociais e custos de vida no planeta. Começamos a sentir os efeitos pela alta do petróleo, que gera alta dos transportes, e esses, a dos alimentos, numa cadeia que distribui crises. É claro que a conta pesa sempre mais no bolso e na vida do cidadão comum, justo esse que já é secularmente a maior vítima dos desmandos de seus países.
O que há de formidável nisso tudo é a certeza de que o mundo não que mais saber dos ditadores. Se ainda existem massas fiéis aos tiranos da atualidade, são aquelas massas fanáticas viciadas em sofrimento. Fatias cada vez menores de um todo que anseia um mundo melhor, na medida em que acordam para o fato de que o tal mundo melhor só é possível com liberdade. Não importa se os governos são paternalistas ou se existe prosperidade material, quando os países e povos têm donos. Quando tudo aquilo de que desfrutam não é seu, e sim, dos poderes constituídos.
Governos ditadores são agiotas ideológicos. “Dão”, e na maioria das vezes de formas precárias, mas cobram, nos momentos cruciais, das maneiras mais duras e aviltantes, os “favores” sob os quais mantêm seus governados. Povos que vivem sob ditaduras podem ter quase tudo, dentro de seus conceitos de tudo, mas nunca têm autonomia; voz; direitos fundamentalmente humanos; de cidadania. Nunca têm paz.
Nós, brasileiros sabemos o que é ditadura, porque já vivemos sob tal regime. E para ser bem realista, devo dizer que ainda vivemos sob o cheiro constante e as ameaças veladas e pontuais da ditadura por nosso orgulho e coragem. Conquistamos a democracia torta e sonsa que hoje nos rege, mas foi uma conquista. Podemos avançar muito. O que não podemos é voltar no tempo, aceitando por exemplo, qualquer tipo de censura sobre os meios de comunicação, especialmente os informativos. Para os casos específicos de abuso, existem leis também específicas.
Com todas as mazelas, sofrimentos e sacrifícios advindos deste sonho, brindemos ao possível mundo inteiramente livre! Ainda vai demorar, sabemos disso, mas os povos estão cada vez mais briosos, informados e seguros do que desejam. E todos desejam a liberdade... Antes mesmo da prosperidade.

Demétrio Sena - Magé-RJ.
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Caracas! Não sei por que tanta gente se incomoda com o meu humor! Está certo; realmente não Rio de Janeiro a dezembro, mas também não Chicago e ando pra todo o mundo... Nem acho que a vida é uma Boston.
Londres de mim culpar a quem quer que seja por seja lá o que for, mas o que México minha mente ou meu coração não tem que ser o que Tóquio coração nem a mente de quase todos. Aliás, eu já disse Milão de vezes, mas nunca encontrei entre Atlanta gente, quem entenda o que penso e sinto.
Mas vamos Paris com isso, para que nada Viena a ser distorcido. Sou assim, não consigo mudar, e essa verdade é o que me faz dizer: Quem convive comigo, não tente me consertar... Miami ou me deixe em La Paz.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

O poder e a riqueza não fabricam vilões: Revelam.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

POETITE CRÔNICA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Desde sempre me calo pra poder dizer
pelas mil entrelinhas que nas linhas ponho,
pelo sonho que filtro das minhas verdades
e me dou ao prazer do prazer e da dor...
Comecei bem cedinho a desvendar a tarde,
conhecer cada noite que atravessa o dia,
dar à hora tardia essa demão do verso,
pra que tudo pareça eternamente novo...
A revolta, o contento, as emoções diárias,
meus afetos e surtos de raiva incontida,
minha vida ensinou a conservar nas pautas...
Não me vejo não vendo com olhar profundo,
vários mundos no mundo que me faz assim,
tão à margem de mim pra viajar no tempo...

Demétrio Sena - Magé-RJ.

DEUSA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

É caiçara, moleca, um tanto gabriela,
porém ela; bem ela; inteirinha quem é;
tem o cravo, a pimenta, o cominho, a canela
e também a garapa; o leite com café...

Traz a brisa do campo, a dança da maré,
um olhar de horizonte no vão da janela;
framboesa nos lábios, na voz um rapé
que me dopa e domina pra sonhar com ela...

É perigo iminente; chave de cadeia;
alçapão, arapuca, laço, visgo e teia;
natureza completa em desalinho insano...

Deusa, musa, mulher, menina dadivosa,
conto, fábula, sonho, saga em verso e prosa;
eu apenas um homem; mero ser humano...

Demétrio Sena - Magé-RJ.

DEMOCRACIA

Demétrio Sena, Magé – RJ.

A pior ditadura
é justamente
o regime risonho
e obscuro
que domina e saqueia
democraticamente
o nosso sonho
de futuro.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Suicídio é quebra de contrato com o destino. É a desonra terminal de um caloteiro que não quis pagar o preço de viver.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Aquilo de que não gosto não tem que ser o que não presta... pode ser apenas aquilo de que não gosto.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

São inúmeras as vezes em que as melhores etapas da vida surgem logo depois dos... piores tapas da vida.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

MEIO AMOR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Embora sempre ouça de alguém a mesma explicação esdrúxula, foi com espanto e frustração que ouvi uma grande amiga explicar seu motivo para não visitar um parente hospitalizado: ela não gosta de hospital. Ainda emendou que também não vai a velórios e sepultamentos, porque “não curte” capelas mortuárias e cemitérios.
Bem que tento entender minha grande amiga, exatamente por ela ser minha grande amiga, levando em conta o seu temperamento sempre alegre. Seu despojamento, a expressão leve, o rosto cheio de luz. Inquieta, enérgica, cheia de vida, ela nunca dispensa uma balada; malha todos os dias; é flamenguista convicta e não perde um só jogo do seu mengão.
Mesmo que aceite a explicação, não consigo evitar o meu lamento. Confesso que não por ela, mas por mim, pela consciência de que não contarei com sua presença, caso fique doente ou me aconteça o pior. A menos que eu seja hospitalizado numa discoteca; velado numa academia de ginástica; sepultado num estádio de futebol.

Demétrio Sena - Magé-RJ.
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