Agatha Prado: Horrescit gelidas felis adustus aquas...

Horrescit gelidas felis adustus aquas

Vã mesquinhez,que repulsa causam-me suas larvas agonizantes pseudohumanas,quando exposta ao ácido da realidade. Atordoa-me este baile perturbado desta espécime de gente;esbarram-se,rosnam-se e depois lambem-se.
Ó falta de grandeza,traduzida no contentamento com o vácuo da simplicidade de ser nada, e estar em qualquer lugar,mediocridade imunda que ufana outras larvas.
Descasquemos toda a futilidade,e espantar-nos-emos com o oco interior destas criaturas,disfarçadas em corpos humanos,de cabeças reduzidas,moduladas pelo vento.
Ao menos são felizes esses animaizinhos mentalmente invertebrados,não temem o temível,riem do inrisível,possuem sorrisos débeis,conclusões bestiais,gáudios pueris,metas já traçadas,dividem os pensamentos,as tristezas,o futuro,a passagem na vida,afinal são cópias idênticas,cujos infortúnios e êxitos já foram escritos.
Mas a pantera que já fora perseguida,leva consigo o peso de uma antologia de vivências,segue circunscpecta a qualquer rumor atípico,pauta o ritmo de suas patadas nas folhas secas,sem esquecer-se de verificar sua volta,e pisar nas larvas e vermes que seu caminho ousarem traçar.

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Inserida por AgathaPrado