Paula Parenti: Psicopatas Como um apagão, aos poucos...

Psicopatas

Como um apagão, aos poucos abre os olhos. Acorda-te de um pesadelo. Da vida real não há possibilidade de apagar rachaduras na alma. Resta o sabor amargo e sensação de assolamento.
Ele vem de mansinho, mostra fulgor em seu sorriso, serenidade na palavra. De amor transborda, eu disse amor? Sim, ao olhar singelo ele aparenta, não é nada além de sede de poder e atração. Aos poucos constrói seu covil de ilusões, engata com palavras, gestos esplendorosos de afeto, abraços sem fim e noites de conversas. O fato, é que existe um déficit em seus atos, são os detalhes. Começa pela indiferença nas dores alheias, ou aquele tapa na hora da raiva. Isso é normal? Sim ele pede desculpas e diz que não irá se repetir, afinal, quem ama perdoa? Até a primeira vez de tornar a décima, nessa altura, já nem se imagina o tamanho da cova em que se meteu. Avassalador é seu nome, encobre teus crimes por meio de sua vítima, em conclusão, ela é a culpada de tudo, não é?
Não há dimensão do estrago feito por ele na alma. Abre os olhos do pesadelo, e paralisa o corpo, isso é real? Pior que um furacão, leva tua esperança, leva tua vida e teu sorriso.
Eles existem fantasiados de seu amor, família ou amigos. Seres sem empatia, vampiros de almas, cruéis por natureza, jamais sentiram nada além de desejo de poder. Ai de quem contrarie sua vontade.
Deixam apenas buracos no peito da vítima e perguntas sem respostas.

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Inserida por Paulaaaa