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um dia te devolvo...
devolvo as minhas lembranças,
mas não as saudades,
as saudades já fazem parte de mim,
elas carregam minha vida.
um dia te devolvo...
devolvo meu passado,
mas sem você, você continua comigo, sempre.Ivo Terra Mattos

Ivo Terra Mattos
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já te amei ruidosamente para que todos soubessem.
hoje, não. hoje te amo silenciosamente, com mais ternura,
impercebível, seguro na caminhada, desprovido de buscas.
hoje te amo mais.

Ivo Terra Mattos
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dos esquecimentos que tive de você, todos eles viraram lembranças.

Ivo Terra Mattos
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Memórias.(Moças de famílias boas)
As moças de famílias boas, tinham que namorar os rapazes que tivessem um bom emprego, de preferência bancários. Se fosse do banco do Brasil, melhor ainda. Aquele que não se enquadrasse, só podia namorar escondido. A moça que namorava escondida, saía de casa para ir ao cinema sempre acompanhada com alguma amiga, nunca sozinha.. O rapaz ficava por ali ,na espera, na ante sala do cinema. Quando começava o filme, já no escuro, lá ia ele, procurando a moça. Vez ou outra, acontecia algum problema com o filme ou arrebentava a fita; as luzes se acendiam e era a hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que apagavam as luzes, voltava o rapaz novamente a se sentar ao lado da namorada. Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando as filhas na saída do cinema. Os encontros eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam, vinha o desfecho, sempre com o argumento de que eles não haviam criado uma filha para aquele tipo de rapaz. Ivo Terra Mattos

Ivo Terra Mattos
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A minha cidadezinha o tempo não levou.
Era tanto movimento naquela cidadezinha nos dias de sábados. Para mim ela
era a maior cidade de todas as cidades pequenas que eu conhecia.
Nas lojas, nas ruas, na praça, por todos os lugares, havia gente. Umas passeando, outras trabalhando, Era muita gente.
Lojas e mais lojas. Lojas de roupas, de calçados. Havia os bares, as sorveterias, a praça dos taxis, os postos de gasolina, vendedor de abacaxi, de melancia, mexerica, e crianças. uma infinidade delas e mais uma dezena de engraxates. Era tanto movimento. E tinha ainda os caminhões que chegavam da zona rural, abarrotados de gente. Parecia uma revoada de pássaros. Tanta gente entrando nas lojas, fazendo compras, passeando. Usavam sua melhor roupa, seu melhor calçado. Iam caminhando pela cidadezinha, com aquele sorriso de alegria. Naquele tempo as pessoas se conheciam. Ainda sabiam escutar, eram felizes. Até se abraçavam. Outros tempos…
E as noites? Ah, as noites eram maravilhosas! Banho à tarde, com sabonete de cheiro. Uma roupa bem passada Uma brilhantina no cabelo, um lenço no bolso traseiro dá calça, um pente flamengo, depois passear na. pracinha, cinema, brincadeira dançante, namorar de mãos dadas....
e se não bastasse tudo isso, vez ou outra, vinham aqueles circos e armavam aquelas estruturas mágicas de onde saiam todo tipo de fantasia com seus palhaços, globo da morte, trapezistas. Vinham, também, os parques de diversões com seus brinquedos: roda gigante, balanço, tiro ao alvo, barraca das argolas, martelo, e mais uma infinidade de coisas maravilhosas, isto, sem falar nas músicas que saiam dos seus alto falantes, meio fanhosas, e que alcançavam todas as casas da cidadezinha, levando suas alegrias.
Por onde andam aqueles dias? Por onde anda aquela menina de olhos verdes, que um dia olhou para mim? Ivo Terra Mattos

Ivo Terra Mattos
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