Rafaela Hipólito: Sinto tanta falta que não cabe no...

Sinto tanta falta que não cabe no peito. É algo inexplicável, por que machuca demais e a dor é tamanha que se torna uma anestesia. O pior disso tudo é conviver sabendo que sou a única a acreditar que ainda é possível. É muito fácil dizer, aconselhar, mas já se imaginou mudando toda a sua vida seu aconchego seu comodismo por algo desconhecido? Não é fácil. Requer tempo e paciência, e antes que isso não acontece vou continuar sendo está chata, afastando todas as pessoas no sentindo de não querer alguém, por que estou ferida por dentro, e não é em um órgão. O pior da paixão é que não tem remédio, só o chocolate que disfarça o prazer, e é um prazer momentâneo. Quero um remédio que amenize a dor da paixão. Parece doença algo que é natural e que está em mim. Doença da paixão, essa é nova! Não devia ser assim, todo mundo sofrendo por amor ou por alguém, e muito menos alguém fazendo alguém sofrer. Deveria existir uma regra para o que resta de pessoas que ainda acreditam no amor. Dizem que o eu te amo está banalizado, mas é um desafio olhar para pessoa e dizer que a ama. Não está banalizado, o simples fato de ter implantado essa semente de palavras faz com que acreditamos que ao dizer, não surtirá efeito algum. O problema é que a falta de entrega por completo, impede que o significado se apareça e quando isso ocorre, não é o amor que está banalizado, mas sim o que você não conhece ainda sobre ele e sobre sua capacidade de dar significado aos teus próprios sentimentos.

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Inserida por pensamentoshc