Professor Galvão: Ah pai, quantas saudades. Como sinto...

Ah pai, quantas saudades.
Como sinto falta de sua proteção. De seu amor irrestrito. De seu carinho seguro. De seu abraço que dizia mais que um milhão de palavras.
Que sauade de sua mão que sempre me foi oferecida nos momentos em que eu mais me sentia só. Quantas vezes ela me guiou pelos caminhos do medo, das incertezas ?
Que saudade de sua voz sempre carinhosa a muitas vezes repetir uma frase que me enchia de coragem: vai que estarei sempre aqui.
Que saudade do eu te amo filho, do eu acredito em você.
Que saudade do amar sem os apezares da rebeldia juvenil. Dos erros adolescentes e as vezes das terríveis tormentas da falta de educação.
Que saudade do seu cheiro protetor que me embriagava de coragem para enfrentar o que fosse.
Ah meu pai, meu amor maior que saudade de você.
Já são 25 anos sem te ver, sem te escutar. 25 anos de um silêncio assustador, mas compreensível pois você jamais concordaria que eu estivesse ai em seu lugar.
Sou o que você me fez ser. Um homem honesto, cheio de amor ao próximo, desprovido de soberbas, cheio de tolerância e amante inveterado de todos os meus semelhantes.
Com você aprendi a mais sublime das virtudes humanas: a solidariedade e o respeito a liberdade e ao direito de exerce-la.
Ter sido seu filho foi uma experiência única.
Feliz de quem assim como eu teve um pai tão virtuoso no amar como tive.

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Inserida por galvibest