Carlos Danilo Corrêa Barbosa - Marajó.: Em fim calouro, graças ao meu bom Deus....

Em fim calouro, graças ao meu bom Deus. Sensação de obrigação cumprida para cumprir outra no dia da formatura. Mas acontece que comigo foi diferente ser calouro, não sei se é porque tenho mania de achar muitas coisas simples detalhes, não que eu menospreze o vestibular; pra ser sincero, meu sentimento é de alegria ao ver minha mãe chorando por tê-la honrado, por amigos e parentes me prestigiarem na hora da alegria de ser calouro ou, por causa de um garoto da baixada ter passado na federal. Não digo que é orgulho, porque gosto da modéstia, digo que é alegria. Contudo, como havia dito: tenho mania de achar muitas coisas detalhes; por isso, no começo, não quis saber do pitiú do ovo na minha cabeça, do colorau entrando no meu ouvido e, muito menos raspar minha cabeça, afinal, era só detalhe passar no vestibular. Porém, Deus me surpreendeu. Sabe quando tu estás convicto e aparece algo que lança por terra toda sua convicção? É como tu dizeres: “Égua, como não percebi isso!”. Pois bem, eu ingênuo que sou, esqueci-me de alguns recentes descontentamentos na minha família – entes queridos faleceram, clima pesado entre certos parentes, pessoas estressadas (inclusive eu), entre outras coisas - coisas de família - e não me dei conta que a alegria de um filho passar no vestibular - vamos dizer - acalmaria tempestade, e isso foi muito bom, porque eu, no inicio, acanhado em não levar ovada e ficar careca, fui me soltando paulatinamente, graças à pessoas que persistiram em fazer festa comigo, a saber, amigos e familiares; tudo, para o querer de Deus.

Não sei se é bom continuar percebendo muitas coisas como detalhe, porque certamente, isso afasta qualquer nervosismo, preocupações e coisas do tipo. Mas, reconheço que na festa de calouro não era hora de achar meramente um detalhe, pois foi Deus que mostrou oque chamamos de realidade.

1 compartilhamento
Inserida por Cabano