Elciojose

Cerca de 220 frases e pensamentos: Elciojose

AS GAIOLAS DA RAZÃO
A liberdade da emoção,
Com lagosta e salmão.
Sem altar e sem sermão,
Contraria a tradição,

Andar na contramão,
Entoar qualquer canção.
Com as asas da ilusão,
Bate forte o coração.

A liberdade conseguida,
Nem sempre entendida,
Por vezes distraída,
Perde o tempo de partida.

Pássaro livre voa alto,
Canta livre no verde mato,
Sem susto e sobressalto,
Na carreta sobre o asfalto.


A gaiola às vezes prende,
Passo maior até o alpendre.
A razão já não entende,
É com o amor que se aprende.
Élcio José Martins

ElcioJose

Élcio José Martins

O SONHO NÃO PODE ACABAR

O templo edificado,
De luta e suor sagrado,
Extirpa nódoas do passado,
Do teatro representado.

A vida que descerra,
A bandeira branca na terra,
Corta o verde da serra,
De sangue vermelho encerra.

No teatro da ilusão,
Faz poesia o coração.
Encanto d’alma sem razão,
Do cárcere sem prisão.

Julga o júbilo ao avesso,
Sem nome e endereço.
Rasga seda de adereços,
Das vindas e recomeços.

A lua da madrugada,
Rítmica e desvairada,
De holofotes e camaradas,
Das fronteiras desarmadas.

Na construção do saber,
Reluz um amanhecer.
Anoitece no escurecer,
Vislumbra o conhecer.

Do pecado consumado,
Do delírio rebuscado,
Encanta a alma do famigerado,
Brinda o brado redobrado.

Chora o peito magoado,
Do sentimento esmagado.
Das promessas do passado,
Aspas fechadas do cérebro brindado.

Vem do sol a esperança,
Do seu brilho a confiança,
Do seu calor a temperança,
De sua beleza a perseverança.

Contrasta força e educação,
Dá namoro solução e precisão.
Enlace de poder e decisão,
Lua de mel pedem os filhos da nação.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Fazer aniversário não é ficar mais velho, é completar mais um ano de vida bem vivido... Fazer aniversário é receber o afeto dos amigos e familiares... Fazer aniversário é ter história e estória pra contar... Fazer aniversário é momento de festa e alegria...Fazer aniversário é uma dádiva... Fazer aniversário é simplesmente dizer que a vida é bela e vale a pena ser vivida...

ElcioJose

“A caridade é o sentido mais puro do amor. Quem mais dá é o que mais recebe. O homem que se dobra para ajudar outrem é o que mais se ergue”.

ElcioJose

O Incentivo

“Uns te apoiam e continuam a apoiar;
Outros te apoiam e te abandonam;
Uns te esnobam e curtem a sublime inveja;
Outros não te apoiam, mas não te decepcionam;
Uns te encorajam a voar, mas tiram o tapete;
Outros voam contigo e o incentivam a voar mais alto”.

ElcioJose

Não há pedras no caminho se escolhermos o caminho certo. Quem sabe aonde ir não encontra obstáculos.

ElcioJose

DIA INTERNACIONAL DA MULHER – 08/MARÇO
Este é um dia mais que especial. É dedicado a àquelas que se desdobram em várias para cumprir as tarefas cotidianas. Àquelas que amam pelo amor, que riem pelo riso, que dançam pela dança e que vivem pela vida.
Feliz do homem que tem uma mulher à sua espera, uma mulher pra chamar de sua, de sua mulher. A mulher é única e especial.
FELICITAMOS POIS O DIA ESPECIAL DAS GRANDES E ESPETACULARES DAMAS que enfeitam lares e se doam para transformação de um mundo mais justo e mais feliz.
Élcio José Martins

ElcioJose

CONSTRUTOR DO AMOR
Sou o amor em cada pétala de flor
Sou o amor naquele que dá amor.
Sou o amor que traz a esperança,
Sou o amor no sorriso de uma criança.

Sou o amor no orvalho da manhã,
Sou o amor que enobrece a campeã.
Sou o amor na rima e na canção,
Sou o amor que dá luz ao coração.

Sou o amor nos poemas de verão,
Sou o amor na mão de quem dá o pão.
Sou o amor de Jesus anfitrião,
Sou o amor na igreja, no casebre e na mansão.

Sou o amor que caminha ao seu lado,
Sou o amor combatendo o pecado.
Sou o amor em cada refeição,
Sou o amor em toda ocasião.

Sou amor que abre a porta e a janela,
Sou o amor na cidade e na favela.
Sou o amor da bíblia e do alcorão,
Sou o amor em toda religião.

Sou o amor no verde da floresta,
Sou o amor nas noites de seresta.
Sou o amor no leito dos hospitais,
Sou o amor das pessoas especiais.

Sou o amor no mar a navegar,
Sou o amor no avião a decolar.
Sou o amor no plantio e na colheita,
Sou o amor até em quem não me aceita.

Sou o amor naquele que me procura,
Sou o amor na mão que cura.
Sou o amor em cada coração,
Sou o amor que traz a inspiração.

Sou o amor na busca do perdão,
Sou o amor no amor e na paixão,
Sou o amor da família e do irmão,
Sou o amor na razão e na emoção.

Sou o amor no lar dos idosos,
Sou o amor dos cuidadores generosos,
Sou a amor em cada decisão,
Sou o amor na oração e comunhão.

Sou o amor que pede proteção,
Sou o amor que pede união.
Sou o amor que pede compaixão,
Sou o amor que pede compreensão.

Sou o amor dos santos,
Sou o amor dos encantos.
Sou o amor dos sonhos,
Sou o amor dos risonhos.

Sou o amor da liberdade, igualdade e fraternidade,
Sou o amor da bondade e da caridade.
Sou o amor da justiça e da lealdade,
Sou o amor pra salvar a humanidade.

Sou o amor na rima do compositor,
Sou o amor na voz do cantor.
Sou o amor na oração do padre e do pastor,
EU SOU O CONSTRUTOR DO AMOR.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
UMA DOCE LEMBRANÇA
A história que vou contar,
Muitos, também vão se lembrar.
Casinha na roça e laranjas no pomar,
Sombras das mangueiras e noites de luar.

Piso de chão batido ou tijolo mal cozido,
Telhado de estrelas com fissuras de vidro.
São goles e goteiras de saudade,
Portas e janelas de humildade.

Lamparina ou lampião,
Davam luz na escuridão.
Na trempe do fogão cozinhava-se o feijão,
No fumeiro, o toucinho e a linguiça à altura da mão.

Na taipa do fogão aquecia-se do frio,
Causos eram contados, davam medo de arrepio.
Para o fogo não apagar era um grande desafio,
Lenha boa fazia brasa e queimava noite a fio.

A água era da bica,
Era saudável, era rica.
O colchão era de palha,
Não existiam grades e nem muralha.

Biscoito no forno era a sensação,
Dia de pamonha tinha muita emoção.
Porco no chiqueiro ficava bem grandão,
Carne não faltava, tinha em toda refeição.

Carne na lata a gordura conservava,
Quando matava porco era alegria da criançada.
Vitaminas eram naturais e saborosas,
Colhia-se do pomar as frutas mais gostosas.

As conversas eram sempre prazerosas,
Damas habilidosas eram muito prestimosas.
Na redondeza eram famosas,
Envergonhadas, disfarçavam, não davam prosas.

O paiol o milho lotava,
Os bois e os porcos, vovô tratava.
No moinho o milho era moído,
No pilão o fubá era batido.

O cavalo arreado era para a lida e a peleja,
A carroça e o carro de bois carregavam a riqueza.
A colheita era certeza,
Era o fruto do trabalho feito com destreza.

No monjolo a farinha era preparada,
No engenho a garapa era gerada.
Da garapa fazia-se o melado,
A rapadura temperava o café do povoado.

Das galinhas eu me lembro com saudade,
Hora do trato era alegria e felicidade.
O milho espalhado pelo terreiro,
Só faltava abrir o portão do galinheiro.

Lembro-me das modas de viola,
Reunia-se a vizinhança pra fazer a cantarola.
No sábado o bailinho levantava o pó e a poeira,
Era saudável, tinha respeito e não havia bebedeira.

Cobras, sapos e lagartos. Só não tinha iguana.
A palha de arroz servia como cabana.
O prazer era subir nas árvores para apanhar os frutos mais altos,
O guerreiro marchador gostava de dar seus saltos.

Cedo as vacas encostavam. Era hora da ordenha.
Bem cedo descobri o que é uma vaca prenha.
Até hoje ainda ouço o mugir,
É bom e é gostoso a lembrança emergir.

Saudade daquele tempo. Era duro e trabalhoso,
Com certeza não tem ninguém que não se ache orgulhoso.
Não tinha luxo, não tinha vaidade,
A viagem mais longe era compras na cidade.

Calça curta com suspensório,
Sapato preto com meia branca.
Era mais que necessário,
Pra criança mostrar sua panca.

Pés descalços com espinhos e bichos de pé,
Tinha festa todo ano com barraca de sapé.
Tinham doces, quitandas e salgados,
Só não podia faltar o bule de café,

Rezava-se se o terço, pois primeiro vinha à fé.
Procissão de ramos caminhava a pé.
Os ramos que para a casa levava,
Serviam pra amansar o ruído da chuva brava.

Manga com leite era veneno,
Assombração tinha terreno.
O respeito vinha apenas de um aceno,
A punição era severa pelo gesto obsceno.

Da infância levo a saudade,
Levo o amor, o afeto e a amizade.
Faltava o alfabeto, mas muita educação,
É da roça que se ergue o sustento da nação.

Mesmo com dificuldade o pai à escola encaminhou,
Queria ver seus filhos tudo aquilo que sonhou.
Com sacrifício criou os filhos para uma vida melhor,
A estrela foi mostrada por Gaspar, Baltasar e Belchior.

Hoje é só agradecimento,
Nada de tristeza, de lamento ou sentimento.
Cada um é um vencedor, pois mudou o tom da cor,
O sacrifício da família deu aos filhos o caminho e o amor.

As pedras no caminho serviram de degrau,
Os desvios da vida fizeram distanciar do mal.
Os meandros dos sonhos fizeram um novo recital,
Do sertão para a cidade e depois pra capital.

Fez doutores e senhores de respeito,
Deu escola, deu lição, muro de arrimo e parapeito.
Nosso dicionário não existia e palavra desrespeito,
Com orgulho e gratidão encho o riso e choro o peito.

É colheita do que se plantou outrora,
Tudo somou e nada ficou de fora.
O fruto de agora,
É a luta, é o trabalho, é a fé. É a mão de Nossa Senhora.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins

RASTRO DE SAUDADE
Como um raio, um rastro de saudade,
Relâmpagos de prisão e castidade,
Lua cheia de mocidade,
Estrelas coloridas pra contar a idade.

Caminhos distantes,
Amores de pedras e diamantes.
Frases dissonantes,
Crepúsculos nos beijos dos amantes.

Água límpida de beleza,
Alma de sutileza,
Postura de nobreza,
Um jardim de realeza.

Chuva de pétalas cadentes,
Olhar caliente de serpente,
O encantar sorrateiramente,
Um novo amor incipiente.

A estela brilha no céu escuro,
Olhar tênue e obscuro.
Roda a roda da vida,
Rósea, calma e atrevida.
Élcio José Martins

ElcioJose

Élcio José Martins
NÃO QUERO ESQUCER
Não quero esquecer,
Nem um pedacinho seu.
Meu coração mereceu,
Todo o amor que um dia me deu.

Esse amor foi pra valer,
Dói na alma, faz doer.
Ficou saudade sem fim,
Vermelho sangue, cor de carmim.

O amor que tu me dera,
Foi cardápio que tempera.
Uma lista sem espera,
Foi o verde de primavera.

Foi o frio de arrepio,
O peão no rodopio,
O calor do sol a pino,
Fez-me homem e também menino.

A pureza de sua beleza,
Faz o riso com destreza.
Um olhar de sobremesa,
E o filosofar da natureza.

Quero toda em pedaço,
Na algema e no laço,
Na roupagem do cangaço,
No calor que faz o aço.

Seu calor ainda me queima,
Afogado na toleima.
O ardor da paixão deu um requeima,
Frustrou a razão pelo furor da teima.

Por que insiste coração malvado?
Tira de mim esse pecado!
Leva logo o bom recado,
Desse dilema desastrado.

Nesse poema rabiscado,
Chora um peito desfolhado.
Um verso de amor decorado,
De um grande amor desmoronado.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins

EM BUSCA DA PAZ

Caminhei por caminhos certos,
Obscuros e incertos,
Fui água nos desertos,
Insensatez de espertos.

O tempo é a cura,
Ou a espera de bravura.
Semente de ternura,
De aventura e desventura.

O que busco ainda não sei,
O que achei por certo conquistei.
Acho que um dia amei,
Com firmes passos, não desanimei.

Ouço boleros de saudade,
Do tempo de mocidade,
À espera da idade,
Pra encontrar felicidade.

Cada encontro, um desencontro,
Preciso entender do ponto,
Pra não deixar sabor do espanto,
Suspiro calmo, ao ritmo do canto.

O que tem atrás da curva,
Espero parreira e uva.
A mão que pede a luva,
Ara a terra e espera a chuva.

O peito tá apertado,
Da dor do corpo atropelado.
Delírios de sonhos manchados,
Desejo louco do sonho sonhado.

Ao som romântico, um recital,
De Juan Gabriel e Rocio Durcal,
Afaga a alma e adormece o mal,
Da dor que chora o emocional.

Até quando! Até Quando!
Sem rumo e sem mando,
Destempera a alça do comando,
A solidão na multidão, uma luz se apagando.

O tempo passou,
Nas alegrias por vezes trafegou,
Das fatias fatiadas, pedaço ficou.
No quarto escuro a alma chorou.
Nas desventuras da vida,
Pede-se uma nova partida,
De coragem atrevida,
Conquistar a paz distraída.

Não sei se é agrado ou desagrado,
Não sei se é leve o peso do fardo,
Que por tantas vezes carregado,
Fez escaras no coração magoado.

Chorar por dentro é água represada,
É a mentira da alegria deslavada.
A busca da conquista conquistada,
Das muitas portas abertas, uma delas está fechada.

No entardecer da vida,
Ainda há tempo e sobrevida.
A hora pede compreensão e decisão,
Mudar de vez pode agradar o coração.

O respeito não pode faltar,
É o espelho e o espelhar,
É amigo do olhar,
É o sabor que enfeita o paladar.

Reclamar de tudo,
É aparar barba de barbudo.
A mesma cara do carrancudo,
Fere aos poucos. É pedrada sem escudo.

Choro por dentro,
Choro de dentro.
Quero o alento,
Por mais um pouco não aguento.

Quero a paz no medo,
Quero o amor e o aconchego.
Subo aos céus e peço arrego,
Dê-me a paz, o caminho e o sossego.

Livre-me dos apegos do passado,
Livre-me das promessas, o pecado.
Anjos meus tragam um recado,
Escrito bem grande como AMAR E SER AMADO.

Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
O PESO DAS PESSOAS

Certa vez encontrei,
Alguém que me encantei.
Sua paz era tão grande
Que no seu amor apaixonei.

Sua leveza era pluma,
Seu cheiro relva orvalhada,
Sua voz maciez da seda,
Seu olhar candura de beleza.

Conhece aquela pessoa leve
Que dá vontade de carregar?
Enche-nos de êxtase de prazer,
No ritmo dos pássaros ao alvorecer.

Existem pessoas leves,
Pessoas pesadas,
Pessoas leves e pesadas,
Pessoas amadas a mal amadas.

Aquele que reclama de tudo
Tem postura linear.
Reclamar de qualquer coisa
Torna nulo o reclamar.

Troque o verbo reclamar
Pelo verbo ajudar.
Seja leve no julgar,
Conte até mil antes de condenar.

Algumas são difíceis de lidar,
Outras prontas para amar.
Pessoas que reclamam a toda hora,
Pessoas que te ajudam sem demora.

Deixe que o vento Leve,
Tudo o que é não é leve.
Seja a brancura da pomba da paz,
E o peso de sua alma fugaz.

Quero ser leve também,
Fazer o bem sem importar a quem.
Quero o exemplo da postura desse alguém,
Quero alma leve e ombros fortes. Amém.

Esse alguém que encontrei,
Que pela postura apaixonei,
Ensinou-me a postura da bondade,
Cuspindo pela janela o egoísmo e a vaidade.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Élcio José Martins
O ETERNO QUERER

Queria a juventude, curtir a novidade, jogar basquete, Vôlei ou peteca, ouvir rock, voar de moto, cantar livre, sentir moleque.
Queria a Paz do mundo, planejar o futuro, e conquistar, eu juro.
Andar com passos firmes, mãos dadas e unidas, acalentando almas e florindo corações.
Dizer bem alto que o amor tem sempre razão.
Que é bom o aconchego, a doce maneira de dizer as coisas.
Mesmo que a amizade seja efêmera, pode existir reciprocidade, carinho, compreensão e afeto;
Não vale entristecer e magoar. Não vale os questionamentos.
Vale acreditar que vale a pena caminhar no bem, não esperar retorno, crescer e enriquecer nas relações humanas.
Quero a paz, quero a união, quero o amor.
Quero um mundo melhor, quero as nações unidas, quero o respeito mútuo.
Quero as Guerras apenas nos livros de história e que se percam no tempo.
Quero voar alto e conquistar o mundo. Quero asas pra levar a paz, quero asas pra levar o amor. Quero asas pra ensinar os amigos a voar. Quero asas para o paralítico. Que as cadeiras de rodas sejam apenas peças de museu.
Quero hospitais vazios. Leitos de vida.
Quero flores, quero frutos. Quero cuidar dos jardins.
Querer é poder. Querer é o primeiro passo para a conquista do desejo.
Quero que os sonhos se realizem. Quero o amor dos amantes. Quero governos íntegros e honestos.
Quero desafios. Quero mesas fartas. Quero famílias unidas. Quero as brincadeiras de crianças.
Quero acreditar no ser humano. Quero acreditar que um dia tudo possa ser assim. O sonho não pode morrer.
ÉlcioJosé

ElcioJose
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Élcio José Martins
Atos e Distratos

A regra num mundo sem regra,
Tem regra quem faz a regra,
Segue a regra quem não tem regra,
Foge da regra o contra regra.

A teoria que me deste,
Do caminho que me fizeste.
Curvas e retas em teste,
Jardim de sonhos floresce.

Dos atos e formatos firmados,
Vestes de farrapos ornamentados.
Pérolas aos porcos trocados,
Lanternas nos porões iluminados.

Penso se existo de fato,
Soltura de rojões de artefatos.
Barulhos vendidos baratos,
Templos de rimas e boatos.

Na construção do tempo,
Perde o tempo quem é lento.
Pobre do crente que acredita.
Da cachaça do milagre que palpita.

Dos distratos construídos,
Dos discursos rasos e falidos,
Pequenos sonhos permitidos,
Nas promessas nos rincões dos desvalidos.

Jogo o jogo da ilusão,
Egos e planos, sensação.
No tempero sem esmero e emoção,
Destempera a melodia da canção.


Encontros e desencontros casuísticos,
Nascimento lúdico de dons artísticos.
Vende o céu com as estrelas mais brilhantes,
Bussola e GPS aos felizes navegantes.

Nos caminhos de andantes errantes,
De virtudes raras e distantes,
Fere a narrativa dos contratos vibrantes,
Distrai o medo do soneto dissonante.

A teoria que arrepia,
É água que corre na pia.
Some rápida e rasteira,
Escondendo o rancor da sujeira.

Sem mão e contra mão,
Cada um com seu sermão,
Corre solto o palavrão,
Da distraída educação.

Fica um gole de esperança,
Lá no amor de uma criança.
Fugir da regra e cair na dança,
Tudo é igual, tudo é mera semelhança.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Despedida sem ida,
Élcio José Martins

Dos caminhos percorridos,
Às vezes distraídos,
Soluços deveras atrevidos,
Laços de amores construídos.

Do nascer e crescer,
As mãos a aquecer.
Um coração a compreender,
O que a vida fez-me ver.

À noite antes de dormir,
Beijo na face e com o cobertor cobrir.
E de um afago me permitir,
Receber o riso do seu sorrir,

O berço que balança,
Uma alma de criança.
Vem no ritmo da dança,
O amor, o carinho e a esperança.

Como uma flor que cresce,
No meu jardim floresce.
É um anjo do céu que desce,
Num coração que aquiesce.

O tempo me deu rasteira,
Já longe da mamadeira.
Cresceu linda e faceira,
Quer agora deixar de ser solteira.

Do nosso amor vivido,
Desse tempo bem provido,
De um amor bem resolvido,
Sou um orgulhoso assumido.


Filha! Siga agora o seu caminho,
Mas não esqueça o seu ninho.
Aqui sempre terá o amor e o carinho,
Quiçá que venha um netinho.

Não perdi uma filha, ganhei um novo filho,
É uma nova família que do meu amor compartilho.
É a pureza d’alma que partilho,
Pinceladas de verniz pra iluminar o brilho.

Minhas lágrimas são de alegria,
Elevo-me alto nessa alegoria.
É como uma carta de alforria,
Dividir com todos, nossos momentos de nostalgia.

É um voo com asas de sonhos,
Noites afins com sorrisos risonhos.
Lágrimas e soluço tristonho,
É uma ovelhinha que deixa o seu rebanho.

Fica a alegria da terra cultivada,
Da bela semente semeada.
Uma colheita premiada,
Veio ao mundo pra ser amada.

A saudade já faz doer,
Como fazer o coração entender!
Uma nova vida vai renascer,
É muito amor pra tudo isto acontecer.

Vai! Volte quando puder e quiser,
Estaremos aqui para o que der e vier.
Desfrute, grite, cante, dance mesmo se não souber,
A alegria não pede nada, nem um centavo sequer.

Voe nas asas da imaginação,
Ande pelas veias do coração.
Navegue pelos rios da emoção,
Valorize cada passo dessa linda união.

Receba meus filhos o abraço de gratidão,
É um pai feliz que sempre estenderá a mão.
Peço ao Rei dos mundos que lhes dê a proteção,
Fazendo de suas vidas, duas vidas em comunhão.

É uma despedida sem ida,
Uma partida sem saída.
Uma bela noite de sono bem dormida,
Uma embriaguez nesse momento permitida.

Leve-me tudo, esse doce ciúme,
Deixe-me a ressaca de seu perfume.
Leve-me tudo, leve o encanto dessa flor,
Deixe-me o que tens de melhor. Deixe todo o seu amor.
Élcio José Martins

ElcioJose
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Errar é humano, já dizia o filósofo, mas persistir no erro é incompreensível...
Élcio José Marins

ElcioJose

O BICO, A BICA E A PENA

O João de barro,
Que não é feito de barro,
Ele usa do barro,
Para construir o seu lar,
Uma casa de barro.

Não é de seu bico,
Se ele faz algum bico.
Sem papel e sem risco,
Nem mesmo um rabisco,
Constrói nas alturas,
Sem medo e sem risco.

Bem sujo ele fica,
Do barro que bica,
Ele limpa o seu bico,
Na água da bica.

Chegou a dar pena,
Do bicho de pena,
Punido sem pena,
Da traição que envenena.

O Juiz com sua pena,
Da cidade pequena,
Condenou João de barro
A dez anos de pena...
Élcio José Martins

ElcioJose

O PENSAMENTO É O FALAR EM SILÊNCIO

O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

Já voei em silêncio,
Já fui salvo no silêncio.
Já fui silenciado no silêncio,
Quem já não amou em silêncio!?

O pensar é conta de somar,
Dividir e multiplicar.
O grande pensar salva,
Engrandece e a alma lava.

O silêncio em pensamento
É o tempo e contratempo,
O tormento e lamento,
Respeito e crescimento.

Já disse tanta coisa no meu silêncio, só,
Que meus ouvidos se fecharam de dó.
Já cantei a música que sonhei,
Já fui Dom Juan. Já fui Deus e já fui Rei.

O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

O silêncio do pensamento a alma exorta,
O coração conforta.
Tranca de dentro da porta,
Um discurso que transporta,

O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

O silêncio eleva e transforma,
Medita e reforma,
Destempera e contorna,
Protege do que vem de fora.

Tem o silêncio do medo,
Um filme sem enredo,
O apontar do dedo,
Este, um grande segredo.

O silêncio da depressão,
Destrói a compreensão,
Mão sem contramão,
O amor é o remédio da razão.

O pensar em silêncio tem caminhos inversos,
Um poema sem rimas e versos.
Dilemas e contos perversos,
Verbos salvos em ritmos controversos.


O pensas agora?
Se for ruim joga fora.
Se for bom, aprimora,
Só verbaliza quando chegar a hora.

O silêncio é virtude,
Acalme-se e mude.
Mesmo que o desejo o ilude,
O que tem a dizer pode ser rude.


O pensamento é o falar em silêncio,
O grito de Prudêncio.
Prudência intima,
O salvar de uma vítima.

Élcio José Martins

ElcioJose
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NOVA PÃO E CIA
Acreditar em um projeto
Com a certeza que vai dar certo,
Seguindo direito o processo,
É certeza do sucesso.

É muito bom ver a cidade,
Trazendo novidade.
Pão e Cia tem outra roupagem,
Investindo em nova imagem.

Layout novo e elegante.
Visual novo e instigante.
Um diferencial relevante,
Que atrai até quem é distante.

O casal Rose e Antônio Cesar,
Tem todos os cumprimentos,
Investiram certo e cumpriram o mandamento.

As atendentes estão entusiasmadas.
Tudo novo, esperanças renovadas.
Nessa nova roupagem,
É para o cliente essa homenagem.
,
Tem a Mara de sorriso garboso,
A Lara de olhar misterioso.
A Débora tem altura em simpatia
Carla e Tais só alegria.

Roberta e Romilda eficientes,
Fecha um time competente.
Raquel e Tainá, não são diferentes,
Alegram as manhas de seus clientes.

Há mais de uma década,
O sonho se iniciou.
Agora colhe o fruto
Da semente que semeou.

O comércio está crescendo,
Novos investidores surgindo.
Os empreendedores emergindo,
Novo centro está se abrindo.

Acreditar em um projeto
Com a certeza que vai dar certo,
Seguindo direito o processo,
É certeza do sucesso.

Élcio José Martins

ElcioJose
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