E mais Facil Mudar a Estrutura de um Atomo

Cerca de 608955 frases e pensamentos: E mais Facil Mudar a Estrutura de um Atomo

Ainda sou um estudante. Estou estudando 9ª classe no Colégio Graças a Deus em Cabinda.
Estudei no Colégio Bueia (foi a minha primeira escola) em Cabinda, Colégio Paulo Macaia (desde a 2ª classe até a 6ª classe) em Cabinda e no Colégio Neo Semear (desde a 7ª classe até a 8ª classe) em Luanda.

Minha escola tem nome: eremonopsicofilosofante. Onde só há um professor: Pauleremonopsicofilosofante.

Não sei um pouco de kimbundu, mas sim eu sei um pouco de uma língua parecida, o fiote, uma língua de um dos municípios de Cabinda e em Cabinda, todos conhecem.

Cada pedra no caminho
não é um obstáculo,
mas a base sólida
onde a fé constrói a vida
e floresce a esperança


​A vida se constrói
passo a passo:
na firmeza da pedra encontramos
o sustento,
na luz da fé moldamos
o caminho,
e no coração mantemos viva
a esperança


Na arquitetura divina da vida,
a fé é o alicerce de pedra,
o caminho é o aprendizado,
e a esperança é a obra-prima
que nunca deixa de ser construída.

A dor é minha composição principal depois do amor. O sofrimento é um elo do meu externo para o interno. É um tapete para a minha caminhada efêmera.

É assustador ser complemento forçado de um tempo em que o amor parece ser o inimigo. Promessas e feitos com o mesmo peso do que é material descartável ou produto com validade prolongada. Um mundo que automaticamente se conclui, se desfaz e refaz com a mesma "virtude". Um mundo com pessoas ocas que escolhem e produzem o mesmo.
Que ao invés de plantarem árvores, constroem mais e mais prédios. Mas eu sou a favor do progresso... Só que as pessoas esqueceram de progredir muito mais com o que nos alimenta. Um tempo em que deixamos de preservar a natureza, para preservar cimento e cal, este é um tempo em que estamos promovendo apenas o fim, que se acomoda muito bem na tal da ordem e progresso.

E se um dia me perguntarem o que vi em você, eu não falaria de beleza ou coincidência.
Diria apenas que, entre tantas pessoas passando pela vida,
meu coração teve a estranha
certeza de parar exatamente aí.

memorias de um passado recente retornam, borrados e desconexos, confundem-me sobre se ocorrera ou foi apenas um colírio para os olhos

"A vida é como um trem passageiro. Então, pegue as bagagens das lembranças e embarque sem ter medo do futuro."

Os maiores pilares da humanidade quase sempre trabalham em silêncio


Vivemos em um tempo onde o barulho parece ter mais valor do que a essência.
Onde muitos querem ser vistos — mas poucos desejam verdadeiramente servir.
Onde a aparência recebe aplausos — enquanto o silêncio quase nunca é notado.
Mas existe uma verdade profunda que o mundo raramente percebe:
Os maiores pilares da humanidade quase sempre trabalham em silêncio.
São pessoas que talvez nunca estarão nos palcos.
Nunca serão manchetes.
Nunca terão multidões repetindo seus nomes.
Mas sem elas — muita coisa desmoronaria.
São mães que sustentam lares mesmo quando estão emocionalmente cansadas.
Pais que silenciosamente carregam preocupações para proteger os filhos.
Profissionais da saúde que aliviam dores enquanto escondem as próprias lágrimas.
Pessoas simples que repartem o pouco que têm.
Almas discretas que ajudam sem anunciar.
O mundo é sustentado muito mais por mãos invisíveis do que por vozes famosas.
Porque os verdadeiros pilares não vivem para serem admirados.
Vivem para sustentar.
E sustentar quase sempre exige silêncio.
A árvore mais forte cresce em silêncio.
O sol nasce sem fazer barulho.
O coração trabalha sem aplausos.
E Deus — na maioria das vezes — age no invisível.
Talvez por isso os seres humanos mais evoluídos espiritualmente sejam justamente os menos preocupados em provar algo ao mundo.
Eles compreenderam que grandeza não é aparecer.
Grandeza é permanecer firme mesmo quando ninguém percebe o peso que você carrega.
Existe uma espiritualidade muito profunda nas pessoas silenciosas.
Naquelas que organizam o caos sem receber reconhecimento.
Naquelas que acolhem sem exigir retorno.
Naquelas que cuidam sem transformar bondade em espetáculo.
Porque servir em silêncio é uma das formas mais altas de amor.
Jesus mostrou isso o tempo inteiro.
Ele não apenas pregava para multidões.
Ele tocava feridas.
Escutava dores.
Preparava corações.
Lavava pés.
Enquanto muitos esperavam um rei de trono — Cristo veio como servo.
E talvez aí esteja uma das maiores lições espirituais da existência:
Quem realmente sustenta o mundo raramente faz barulho.
As pessoas mais importantes da sua vida provavelmente não são as que mais apareceram — mas as que permaneceram.
Aquela pessoa que ouviu você quando todos foram embora.
Aquela que segurou sua mão em silêncio.
Aquela que acreditou em você quando nem você acreditava mais.
Os verdadeiros pilares não precisam gritar sua importância.
Sua presença já sustenta tudo ao redor.
Vivemos procurando luzes fortes — mas esquecemos que são os faróis silenciosos que impedem os navios de naufragar.
E talvez você seja um desses pilares sem perceber.
Talvez exista alguém vivo hoje porque você acolheu.
Talvez exista alguém de pé porque você não desistiu dele.
Talvez exista alguém respirando esperança por causa de uma palavra sua que parecia pequena.
Nunca subestime o poder das pequenas ações feitas com verdade.
O mundo não é transformado apenas por grandes líderes.
Ele é sustentado diariamente por almas silenciosas que decidiram amar mesmo cansadas.
E no fim — são elas que mantêm a humanidade viva.
— Paulo Tondella

TRIBUTO AO OBSTINADO

“Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.” E talvez seja essa a mais dolorosa verdade que a morte nos entrega: a de que certos homens, quando partem, levam consigo um modo inteiro de existir no mundo.

Sousa Filho não morreu apenas como poeta. Morreu como morrem os raros: deixando o ar pesado de ausência. Há agora um silêncio sepulcral pousado sobre a escrivaninha, onde a caneta inerte parece esperar a mão que jamais regressará. Os papéis envelhecem devagar, como se também estivessem de luto. E as palavras, órfãs, procuram ainda o sopro daquele que lhes dava rumo. O poeta nos deixou. E no entanto, permanece.

Permanece nas letras da eternidade, porque há homens que escrevem não para o tempo, mas contra ele. A pluralidade de sua escrita era um espelho de muitas almas convivendo dentro de uma só. Em cada crônica, havia um país íntimo. Em cada verso, um homem atravessado pela memória coletiva do povo. Sousa Filho escrevia como quem acende lamparinas em corredores escuros da existência.

Os jornais O Piagui e A Voz do Igaraçu ainda guardam o eco de sua presença tipográfica, como velhas igrejas guardam o cheiro do incenso após a missa. No Almanaque da Parnaíba, seu nome tornou-se parte daquela arquitetura invisível construída por intelectuais que recusaram o esquecimento. E a Academia Viva talvez nunca tenha sido tão viva quanto agora, quando precisa sustentar, na ausência, a herança daqueles que fizeram da palavra uma forma de permanência.

Há escritores que publicam livros. Sousa Filho publicou permanências. Suas crônicas entre gerações não eram apenas textos: eram pontes. Faziam os velhos conversarem com os meninos; faziam o passado sentar-se à mesa do presente sem constrangimento. Havia nele essa estranha capacidade de transformar memória em alimento humano.

No Piauí Poético, sua voz não se limitava ao poema — era uma espécie de louvação contínua à cultura, à terra e às pequenas eternidades escondidas no cotidiano. Porque os verdadeiros poetas não escrevem somente sobre flores ou abismos: eles recolhem o invisível das coisas simples e devolvem ao mundo em estado de revelação.

Hoje, talvez ele seja um anjo sem asas, caminhando pelas avenidas silenciosas do infinito, carregando nos bolsos fragmentos de estrelas e manuscritos inacabados. Talvez converse com os mortos ilustres, esses que nunca deixaram de escrever na eternidade. Talvez apenas descanse. Mas uma certeza permanece sobre todas as outras: a luz não se apaga. A poesia não morreu. Morre o homem. Fica a respiração do verbo. Fica a permanência da palavra atravessando os anos como um sino que continua vibrando depois do toque final.



Homenagem ao poeta parnaibano Luiz Gonzaga Sousa Filho

Eu amei ele, caminhei ao lado dele por um tempo e compartilhei minha fé.
Isso fez parte da história dele, e da minha também.

Um intelectual não pode se calar, porque o conhecimento é uma libertação.

O IMPERDOADO.
A infância não chegou como jardim.
Veio semelhante a um corredor austero de vozes severas.
Mãos invisíveis moldaram-lhe os ossos da alma.
Ensinaram-lhe a curvar-se antes mesmo de compreender o peso dos céus.
Disseram-lhe que sentir era fraqueza.
Que o homem digno deveria transformar lágrimas em silêncio.
Que a obediência era mais importante que a verdade interior.
Então ele cresceu.
Cresceu como crescem as árvores atingidas pelo inverno perpétuo.
Fortes por fora.
Mortas em regiões ocultas.
Carregava nos olhos um oceano imóvel.
Os dias passavam semelhantes a procissões de ferro.
O mundo exigia máscaras.
E ele as vestia uma após outra.
O filho exemplar.
O homem disciplinado.
O rosto imóvel diante das tragédias.
A criatura útil diante das engrenagens sociais.
Mas cada renúncia enterrava um fragmento de si.
As cidades iluminavam-se enquanto sua consciência escurecia.
Os salões celebravam triunfos vazios.
Os homens brindavam conquistas sem perceber o abismo que carregavam no peito.
Toda civilização possui seus palácios.
E seus cemitérios invisíveis.
Ninguém ouviu o colapso dentro dele.
Certas dores não produzem gritos.
Produzem desertos.
Durante anos caminhou entre multidões como um espectro filosófico.
Falava pouco.
Observava muito.
Aprendera que o mundo teme aqueles que enxergam excessivamente.
Então certa noite.
Quando os sinos interiores da existência estremeceram sua memória.
Ele viu.
Viu a própria vida semelhante a uma catedral incendiada.
As virtudes impostas.
Os afetos mutilados.
Os sonhos executados lentamente pela disciplina cruel dos homens.
Percebeu que fora domesticado para sobreviver.
Jamais para viver.
E naquele instante o universo tornou-se pesado.
As estrelas pareciam lápides suspensas sobre a humanidade.
O vento possuía gosto de ruína antiga.
Os rostos humanos tornaram-se máscaras fatigadas buscando sentido entre guerras, vaidades e solidões intermináveis.
Então o Imperdoado ergueu-se.
Não como herói glorioso das antigas epopeias.
Mas como sobrevivente metafísico de uma civilização emocionalmente enferma.
Sua revolta não nasceu do ódio.
Nasceu do esgotamento da alma.
Ele compreendeu que muitos homens morrem décadas antes do túmulo.
Que inúmeras existências continuam respirando mesmo depois da destruição interior.
Que existem corpos vivos carregando espíritos exaustos pelas avenidas do mundo.
E chorou.
Não por fraqueza.
Mas porque finalmente encontrou os escombros de si mesmo.
As muralhas emocionais desabaram como impérios antigos.
Toda a dor silenciada regressou semelhante a uma tempestade sepulcral.
As humilhações esquecidas.
Os amores sufocados.
As palavras jamais pronunciadas.
As despedidas jamais compreendidas.
Tudo voltou.
E diante da eternidade indiferente das constelações.
Ele fitou a própria existência e disse silenciosamente.
“Roubaram-me a essência antes que eu pudesse conhecê-la.”
Desde então tornou-se andarilho das sombras interiores.
Não buscava glória.
Não desejava absolvição.
Procurava apenas um fragmento intacto da própria identidade sob os destroços do mundo.
Porque certas almas não desejam vencer.
Desejam apenas não desaparecer completamente dentro daquilo que os homens chamam civilização.
E os céus permaneceram imóveis.
Como sempre permaneceram diante das tragédias humanas.

Deus é um Deus de descendência, pois cumpre Suas promessas de geração em geração, abençoando tanto a descendência física quanto espiritual daqueles que crêem e vivem em aliança com Ele.

A generosidade revela um coração transformado pela graça de Deus.

Generosidade não é sobre quantidade, mas sobre um coração disposto a amar e servir.

Deus não busca performance espiritual, mas um coração humilde e arrependido.

Um coração cheio da presença de Deus se expressa em gratidão contínua.

A verdadeira gratidão nasce em um coração que reconhece diariamente a presença e a bondade de Deus.