Demorei mais Aprendi

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Eu demorei a perceber que não fui deixada de uma vez, fui ficando para depois, depois das conversas importantes, depois do dia cansativo, depois da fase ruim, depois de tudo melhorar.
O amor não acabou, ele foi sempre adiado até não caber mais no calendário
Curioso? Porque enquanto você aprendia a viver sem mim aos poucos, eu aprendia você por inteiro ( a voz alta que eu queria pra mim)
Não se engane, eu sabia quando o silêncio era cansaço e quando era distância, Eu sabia quando você precisava de resposta ( sempre sei quando precisa), quando só precisava que alguém não fosse embora
Se apegou um alguém que vivia se espremendo pra caber em seu mundo ( sabia quando me controlar, sabia quando me ter em sua mãos *na sua carência*)
Você nunca pediu que eu ficasse e mesmo assim eu fiquei ( eu era abrigo quando nada pra você deu certo )
Tenho sido o que você pensou que seria para sempre? Nada é para sempre quando só um lado percebe o milagre, não dói, não dói mais, isso é o que mais me surpreende.
Algumas pessoas não nos quebram,apenas nos atravessam ( rasgou todas minhas linhas temporais ) e continua vivendo sem saber de quem carrega partes nossas, eu sou uma bagagem sem bagagens
Você ainda vai encontrar risos mais altos, dias mais fáceis, amores mais leves, e por favor não fuja ( fique onde você está )
Não será uma intensidade, nem destino, nem promessa, será entrega
Um lugar onde você possa existir sem esforço e por que resolveu ficar
Embora eu tenha feito tudo para ser seu abrigo, apenas espero que um dia reconheça que tudo aqui, hoje virou lembrança
Vou descrever o que eu sinto ( cada eu te amo, é uma despedida)
Eu não fui ausência ou presença despercebida?
Você nunca me perdeu de repente, me perdeu aos poucos, cada vez que escolheu não olhar
E mesmo assim…
eu te amo no tempo que te esperei sem relógio, porque quem ama não mede atraso, eu te amo na calma que te ofereci quando o mundo te gritava,e você chamou de comum
eu te amo no cuidado que parecia pequeno, até você não ter mais, eu te amo nas conversas que eu continuava sozinho depois do “boa noite", eu te amo no jeito que aprendi seus silêncios antes de você aprender os meus, eu te amo na paciência que você confundiu com permanência infinita, eu te amo nas vezes que te escolhi sem você precisar me escolher, eu te amo na segurança que te dei, tão constante que virou invisível, eu te amo no detalhe que você nunca reparou, mas vai procurar todas depois, eu te amo no porto que você chamou de rotina até virar tempestade, ete amo no lugar onde você descansava sem saber que era abrigo, eu te amo no futuro que não aconteceu, mas que ainda te visita às vezes, eu te amo na comparação inevitável que você jurará nunca fazer, eu te amo no nome que você quase digita antes de apagar, eu te amo na saudade que não vai admitir ter, eu te amo na paz que você só percebeu quando virou silêncio demais, eu te amo na versão sua que só existia comigo, eu te amo na falta de esforço que era ficar, e no esforço eterno que será substituir, eu te amo no amor simples que você só vai reconhecer quando tudo for difícil, eu te amo sem pedir volta, porque algumas perdas não são castigo são compreensão tardia

Demorei para entender que algumas portas não se abrem;
Não são caminhos para trilhar...

Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.

Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.

Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.

E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.

Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.

Demorei bastante para perceber que todos os problemas que eu enfrentava, como angústias, preocupações excessivas, sentimentos de tristeza profunda e tantos outros, eram consequências de algo que eu mesmo criei na minha mente, sem perceber.


Aos poucos, fui acumulando problemas, inventando mais e mais na minha cabeça, até que cheguei ao ponto de não saber mais o que era real e o que eu tinha imaginado. Aqueles problemas estavam afetando minha mente, meu corpo e minhas emoções. Eu via tudo de forma negativa, me cobrava demais, me julgava, me limitava, e me prendia aos meus medos. Isso só foi piorando até que eu comecei a descartar as coisas que via como problemas.


Antes, eu sentia uma pressão enorme para agradar aos meus familiares, amigos e a sociedade, tentando ser aquilo que o mundo esperava de mim. Mas isso não estava em sintonia com meu verdadeiro eu, com o que eu sentia no fundo de mim. Eu me sentia sufocado, preso, escravo da minha própria mente. Foi então que, em um momento de decisão, simplesmente deixei de lado a ideia de agradar a todos e comecei a viver para mim mesmo. Passei a ouvir o que eu ignorava: o meu sentimento, minha essência.


Aos poucos, os problemas foram desaparecendo, porque eu deixei de vê-los como tais. Hoje, qualquer coisa que possa surgir, eu não vejo mais como um problema. E se algum aparecer, sei que é eu criando, mais uma vez, algo na minha cabeça.


O drama que minha mente criava só me prejudicava, então deixei esse drama de lado. Eliminei tudo o que era negativo e passei a olhar a vida de uma forma diferente, mais bela e divertida, como um aprendizado constante.


Agora, não me vejo mais como uma vítima ou injustiçado. Abandonei o drama, deixei a negatividade para trás e passei a viver de forma simples, para mim e para minha alma, aproveitando todos os momentos.

Eu demorei para entender que o que eu sentia não era mentira… mas também não era exatamente o que eu pensava que fosse. As conversas existiram, sim. Em algum lugar distante no tempo, em alguma versão de nós que um dia foi real, elas aconteceram. Não eram invenção da minha cabeça. Mas o que eu fiz com elas depois… ah, isso já foi outra história.

Eu peguei lembranças vivas e transformei em abrigo. Fiquei ali dentro, revivendo cada palavra como se ainda tivesse calor, como se ainda tivesse presença. E, por muito tempo, eu confundi memória com continuidade. Como se só porque algo foi bonito um dia, ainda tivesse o direito de existir no agora.

E é aí que mora o engano mais silencioso de todos.

Porque não é sobre ter sido real ou não. Foi real. Foi sentido. Foi vivido. Mas não é mais. E aceitar isso exige uma maturidade emocional que a gente evita, porque, no fundo, dói menos continuar visitando o passado do que encarar o presente sem ele.

Eu chorava não porque era fraca, mas porque eu ainda estava conectada a algo que já não me pertencia. Eu alimentava aquilo como quem tenta manter acesa uma chama que já virou brasa. E, de certa forma, eu conseguia… mas só dentro de mim.

Até que chegou um momento em que eu percebi que lembrar não era o problema. O problema era me prender.

Foi quando eu resolvi escrever. Não para recriar nada, não para reviver… mas para encerrar. Eu coloquei para fora tudo o que ainda ecoava aqui dentro, tudo o que ainda me atravessava. E quando eu terminei, não foi mágico, não foi instantâneo… mas foi definitivo.

Porque eu entendi que aquilo que existiu não precisa continuar doendo para continuar sendo válido.

Ele também sentiu, também reconheceu, também olhou para trás com aquele mesmo “e se…”. Mas a vida não se constrói com “e se”. A vida exige presença, escolha, responsabilidade com o agora. E nós dois, de alguma forma, escolhemos respeitar isso.

Não houve drama, não houve volta, não houve recaída. Houve silêncio. E, dessa vez, um silêncio que não machucava… um silêncio que curava.

Hoje, quando eu penso, já não pesa. Não porque eu esqueci, mas porque eu parei de carregar. Eu não apaguei a história… eu só devolvi ela para o lugar dela: o passado.

E isso me ensinou uma coisa que eu carrego comigo todos os dias… nem tudo que foi bonito precisa continuar. Às vezes, a maior prova de amor, inclusive, é deixar ir.

Eu sigo. Leve. Inteira. Sem precisar negar o que vivi, mas sem permitir que isso defina o que eu sou hoje.

Se você ainda está aí, segurando algo que já foi… talvez o que você precise não é esquecer. É só aceitar que existiu, honrar o que foi… e ter coragem de continuar sem.

Eu demorei, mas demorei mesmo, daquele tipo de atraso emocional que não aparece no relógio, só no peito, para entender que o amor, às vezes, é uma espécie de teatro interno onde eu mesma escrevo o roteiro, dirijo a cena e ainda me emociono como se fosse tudo absolutamente real. E veja só, eu ganhando prêmio de melhor atriz de um relacionamento que só existia metade. Metade não, sejamos generosas, um terço… porque a outra parte estava ocupada demais colecionando aplausos em outros palcos.


É curioso como a memória tem esse talento meio cínico de selecionar cenas. Eu me lembro perfeitamente do momento em que disse “eu te amo” pela primeira vez, abraçada, chorando, como se estivesse entregando um pedaço de mim que não vinha com manual de devolução. Naquele instante, era verdadeiro. E isso ninguém tira de mim. O problema nunca foi o que eu senti, foi o que eu construí em cima disso. Eu não amei só uma pessoa, eu amei uma narrativa inteira, uma saga digna de várias temporadas, com direito a final feliz, trilha sonora e filhos correndo no quintal que só existia na minha cabeça.


Enquanto isso, ele… ah, ele era jovem, leve, solto, quase um turista emocional. Passava, olhava, sorria, colecionava experiências como quem junta figurinhas repetidas. E eu ali, me sentindo edição limitada. Olha a audácia da minha ilusão. Eu, que escrevia “bíblias” inteiras sobre um futuro compartilhado, enquanto ele mal lia o resumo da contracapa. Não era maldade, era descompasso. Eu estava vivendo um romance, ele estava vivendo um momento.


E o mais bonito e mais doloroso de admitir é que o meu amor era real, sim. Não foi mentira, não foi invenção no sentido vazio. Foi sentimento de verdade direcionado para uma história que eu amplifiquei além do que existia. É como plantar uma árvore num terreno que nunca foi seu e depois estranhar quando alguém constrói um muro ali. A culpa não é da árvore, nem da semente. Mas talvez da expectativa de que o mundo ia respeitar algo que só eu sabia que estava crescendo.


Hoje, quando eu olho para trás, não sinto mais aquela vontade desesperada de reescrever o passado. Eu olho com uma espécie de carinho maduro, quase irônico. Como quem vê uma versão mais jovem de si mesma acreditando que intensidade é sinônimo de reciprocidade. Não é. Intensidade é só intensidade. Amor mesmo precisa de resposta, de presença, de construção conjunta. Sozinha, eu não estava vivendo um amor, eu estava sustentando uma fantasia muito bem alimentada.


E tem uma liberdade silenciosa nisso tudo. Porque quando eu entendo que não perdi exatamente alguém, mas sim uma ideia, tudo muda de lugar dentro de mim. Eu não fui rejeitada como pessoa, eu só investi em algo que não tinha a mesma profundidade do outro lado. E isso não diminui quem eu sou. Pelo contrário, revela o quanto eu sou capaz de sentir, de me entregar, de criar. Só que agora, com um pequeno detalhe a mais: lucidez.


Eu continuo sendo essa mulher que sente muito, que escreve demais, que imagina futuros inteiros em segundos. Mas hoje eu aprendi a perguntar, antes de construir castelos: tem alguém aqui comigo levantando essas paredes, ou sou só eu decorando um espaço vazio?


Porque no fim das contas, o amor não pode ser uma medalha na estante de ninguém. Amor de verdade não se coleciona. Se vive, lado a lado. E se não for assim, eu prefiro a honestidade do vazio do que a ilusão confortável de uma história bonita que nunca saiu do papel.


Se você se reconheceu em algum pedaço disso, talvez seja hora de parar de reler capítulos antigos e começar a escrever algo novo.

Por que demorei tanto para te conhecer?
Tanta coisa que poderia e pode acontecer.
Mesmo com essa distância só depende de você,
para esse sentimento poder florescer!

Inserida por JoseElisio

Demorei um segundo para perceber sua beleza, um hora para te conhecer e um dia para me apaixonar e sei que demoraria a vida inteira para te esquecer...

Inserida por kinki

E naquele momento demorei um minuto para encontrar o ponto de equlibrio e não sair correndo para teus braços.

Inserida por GabrielaStacul

Ô TIIIAA.. tem uma cobra no seu cabeeloo!!!
...
demorei um pouquinho pra perceber..
maass.. EU era a tia.
(hsauiosahiusahiuhsaisa..)
e a tal cobra no meu cabelo..
era meu DREAD! =D

as crianças vem o mundo bem mais divertido! [:

Inserida por fernandafaggioni

Hoje, depois de muitos dias nos reencontramos. Eu demorei para aceitar o seu convite, ouvi muitos conselhos, mas independente disso, eu estou aqui, nessa sexta-feira tão estranha. Não sei ao certo o que falar, confesso que estou com um medo generalizado, de tudo e de todos. Eu só sei que cansei de ler os históricos no msn e decidi renovar as nossas conversas. Eu também preciso dizer que senti muito a sua falta, de uma forma diferente. Eu senti muita falta das nossas conversas, das suas palavras, do seu sorriso, do seu abraço, do seu perfume, do seu toque, das suas mensagens, das suas brincadeiras. Sabe, foi sempre mentira quando eu dizia que tinha esquecido você, e toda vez que eu dizia “Eu odeio ela”, na verdade, eu queria dizer “Porque ela não está aqui? Eu amo ela”. Doía muito a hora que eu deitava na cama e lembrava de você. Eu passava o dia seguinte com lágrimas nos olhos e sentia um vazio no meu coração. Eu sofri muito procurando em outro alguém o brilho do seu olhar, eu cansei de esperar, cansei de não tomar nenhuma atitude. É por isso que eu estou aqui, eu queria que você ouvisse tudo isso e que refletisse sobre isso. Não é fácil pra mim estar aqui, eu precisei tomar muita coragem, passar por cima de conselhos e princípios. Mas eu vim, e estou com o coração na mão, disposto a entregá-lo a você, do jeito que a vida quer, do jeito que tem que ser.

Inserida por HernandesOliveira

"Vim aqui fazer um pedido pra Deus.Eu demorei muito pra encontrar um alguém muito especial, um alguém que me fizesse feliz, um alguém que fez eu me sentir menina e mulher ao mesmo tempo, um alguém que com apenas um sorriso faz de meu dia comum um dia especial, um alguém que eu pretendo amar pelo resto da minha vida, Deus cuida dele pra mim,e faz com que ele seja meu pra sempre."

Inserida por caixasecreta

Demorei anos e anos para descobrir a maior simplicidade da vida e das relações. Não tem essa de não estou preparado, não quero me envolver, sou complicado, trabalho muito, acabei de sair de um relacionamento, estou confuso. Não tem nada disso. Se eu sinto sono, deito e durmo. Se eu tenho fome, abro a geladeira e preparo algo. Se eu preciso tomar banho, ligo o chuveiro. Se eu quero me interesso por alguém, me manifesto. É simples como beber um copo de água. As pessoas arranjam mil complicações e significados para uma coisa tão natural. Chega a ser assustador.

Inserida por biancavasconcelos

Aprender a me amar foi tão difícil e doloroso, demorei muito, levei tombos, esfreguei a cara no chão, chorei muito, parecia uma louca, mais finalmente aprendi que se o meu amor próprio for maior que tudo, o resto é resto.

Inserida por SilvanaValle

Eu lembro que era uma noite como outra qualquer. Depois de um telefone eu demorei um pouco pra dormir - já que eu nem lembro quando foi a última vez que peguei no sono sem ouvir a voz dele -, e naquela noite eu tive que dormir sem ouvir a voz dele. Foi terrível. Eu virava de um lado, virada do outro, e nada do sono chegar. Peguei o celular várias vezes, discava o número dele, mas não apertava SEND. Eu não podia. Ele tinha me dito que estava na festa de aniversário da prima dele, acabaria tarde e ele dormiria na casa da tia. Eu não queria aparentar a namorada chata - não que eu não seja, mas só ele sabe disso.
Acho que de tanto me dobrar e desdobrar na cama tentando encontrar uma maneira de conseguir pegar no sono, eu acabei dormindo. A noite passou muito rápido - não que eu tenha visto passar, mas é que eu mal fechei os olhos e o sol já estava raiando.
Minha mãe veio me acordar com um sorriso desconfiado dizendo que precisava sair com meu pai e que voltaria em 40 minutos e a mesa do café da manhã tinha que estar posta.
Não gosto de ser acordada às 07:00 da manhã pra arrumar a casa, isso eu faço depois das 10:00. Mas como eu já estava acordada e demoraria cinco horas pra pegar no sono de novo, resolvi levantar.
Lembro que vesti uma calça jeans, uma segunda pele preta e uma blusinha listrada por cima. Era Outubro de 2010, o inverno já tinha passado, mas eu ainda sentia frio.
Dei uma sacudida no cabelo, olhei a minha cara pálida enquanto escovava os dentes, e fui preparar o café.
Ouvi o motor do carro do meu pai, a Fanykita fez o escândalo de praxe que ela sempre faz quando meus pais estão chegando, e eu continuei na cozinha. O pai estacionou o carro na garagem, a mãe entrou em casa primeiro e ela estava estranha, achei que meu pai tivesse comprado kinder ovo pra me fazer uma daquelas surpresas engraçadas quando ele entra em casa segurando o kinder ovo como se fosse me entregar pra uma criança de cinco anos.
Eu apareci na porta da sala e meu pai segurava a porta do carro enquanto ele saía. Ele, o seu óculos, a sua mochila, e um sorriso que quase me fez desmaiar.
Eu mal pude acreditar.
Na noite anterior ele tinha me dito que estava no aniversário da sua prima, e naquele momento, lá estava ele, bem na minha frente, me olhando como quem olha um eclipse. Eu não tive outra reação além de dar um sorriso sem graça e abraçá-lo rapidamente antes que minhas patelas resolvessem ali mesmo caírem.
Eu queria ficar ali olhando ele por um bom tempo. Olhando por toda a minha vida.
Eu corri pro meu quarto e pulei na minha cama. Fiquei pulando em cima da cama como uma criança feliz. Eu não queria aparentar tanto nervosismo - o que foi inevitável - , mas eu precisava extravasar de alguma forma.
Cansada, eu sentei na beira da cama e naquele momento eu percebi que a vida, apesar de bruta, ela pode ser mágica.
Depois de tudo o que eu tinha passado, depois de todos os choros, decepções, ilusões, textos e músicas, eu respirei fundo e entendi que o que estava em mim era o que eu realmente precisava. Eu vi que tudo tinha passado, mas o que ficou era o que realmente me importava.
Ele estava ali. E não importava que eu tinha sido deixada uma vez, ele estava ali e alguma coisa me dizia que ele não faria igual.
Eu pensei nele durante todos aqueles meses imaginando que seria mais uma de minhas alucinações românticas, mais um dos meus quase sonhos realizados. Só de pensar que ele estava na sala, a poucos passos de mim, meus olhos marejavam.
E eu a pensar que aquela cicatriz deixada doeria horrores nos dias de chuva, que eu passaria o resto da vida olhando pela vidraça molhada pela chuva e lembrando de como eu poderia ter sido feliz. Mal sabia eu que a felicidade eu ainda não havia conhecido.
Eu ouvia aquela voz todos os dias, e eu tentei afastá-la de mim. Como eu tentei. Joguei sobre ela todos os meus medos, traumas, coisas travadas, coisas duras. E isso só me fez sentir mais amor.
Naquele instante, sentada ali, sentindo o cheiro do lírio que estava embaixo da janela do meu quarto, eu aceitei que eu não podia mais negar o que eu sentia. Respirei fundo e fui pra sala.
Ele estava sentado, arrumando o óculos, com cara de quem não estava envergonhado.
Eu sentei tensa ao lado dele, olhei-o por alguns instantes e tenho certeza que não pude conter meus olhos marejados.
Ele encostou na minha mão direita, que estava sob o sofá, e pareci levar um choque. Ele insistiu e a segurou e somente ele, com todo aquele jeitinho especial, consegue esquentar as minhas mãos.
Ele olhos os meus olhos como quem olha um aquário procurando peixes coloridos, e disse que me amava.
Eu queria tanto ele ali. Eu desejei por meses seguidos olhar ele sentado ao meu lado, eu me aproximei e encostei no ombro dele. Ele me abraçou como se nunca mais fosse me soltar, e sussurrou que nunca me deixaria.
Eu tinha esperado dezenove anos por aquela frase. Mas não somente pela frase, pelo momento, pela voz, pelas mãos, pela intensidade. Havia amor naquilo. Muito amor. E eu quis chorar litros no ombro dele, dizer o quanto eu esperei por ele, e como eu temi nunca encontrá-lo. Como eu temia os famosos desencontros da vida.
Mas você me encontrou, True. Me encontrou e me amparou.
E hoje, ao te ouvir novamente, você sussurrou a promessa que me fez aquele dia. E dessa vez eu chorei litros.
As pessoas prometem e continuam a vida como se nada tivesse acontecido. Eu sempre pensei que promessas são mais que compromissos. São coisas que te incomodam até que sejam cumpridas. Se você prometeu você perde o sono, a fome, você emagrece, engorda, fica ansioso, rói as unhas, morde os lábios... Promessas deviam incomodar.
E se você prometeu e ainda não é hora de cumprir, você se lembra da promessa todas as vezes que olha a pessoa.
E de tudo o que eu já ouvi, vi e vivi com você, hoje foi um dos momentos mais lindos. Você lembrou da promessa, e sussurrou com embargo na voz, como se faltasse pouca coisa para que as lágrimas finalmente rolassem pelo seu rosto.
Eu me lembro que quando você foi embora - levando um pedaço de mim - , eu fiquei por semanas ouvindo 'Can't Take My Eyes Off You - Lady Antebellum' porque me lembrava o seu cheiro. E hoje, quando resolvi postar esse texto, voltei a ouvir essa música e sentir o seu cheiro.
Resolvi vir aqui escrever porque, assim como eu, você ainda preza pelos detalhes, e são esses seus detalhes que me fazem te amar mais do que cabe em mim.
É amor, porque, se não fosse amor, não haveria saudade nem o meu pensamento o tempo todo em você.

Inserida por mayarafreire

a sua última mensagem dizia: "me atende, te amo, cê sabe, volta pra mim!" Eu demorei pra responder, mas meus dedos com vontade própria automaticamente digitaram e enviaram:" não tenho mais estômago para ouvir suas verdades, porque já enjoei das tuas mentiras... Se cuida, beijão!

Inserida por carolsoaresdiz

Carta de Lembranças...

Demorei um tempo muito valioso para sentir isso
E percebi que meus sentimentos nunca me desampararam
Em todos os lugares que estive, para qualquer lugar que eu vá
Sempre vou sentir seu coração batendo em mim
Dos meus sentimentos distantes, te fiz minha única casa
Então, não me deixe ir, não me deixe ir...

Sempre desconfiei, mas eu sempre acreditei
Porque todos os sentimentos quebrados nunca me derrubaram
Como um forte, você sempre estava lá
Minhas tempestades me levaram ao fundo
Mas meu coração nunca parou de bater
O fundo é bem distante, mas eu queria voltar para casa
Então, não me deixe ir, não me deixe ir...

Nunca larguei essa dor, sempre foi como um ardor
Sofrimento em cima de sentimento, foram jogados
Nessa tempestade não sofri desespero, sofri de solidão
O fundo é tão escuro, é tão confuso
Mas meu coração ainda não parou de bater
Então, não me deixe ir, não me deixe ir...

E parece que deixei minha vida inteira afundar
Onde o sol nem consegue tocar
E o calor nunca será o suficiente para esquentar
Mas em todos os lugares que estive, para qualquer lugar que eu vá
Sempre vou sentir seu coração batendo em mim
Dos meus sentimentos distantes, eu perdi minha única casa
Então, não me deixe ir, não me deixe ir...

Dedicado: S.C

Inserida por cleber_assuncao_nobre

Eu demorei pra aceitar que a estadia das pessoas em minha vida era momentânea. Eu queria sempre que durasse um pouco mais, talvez pra sempre. Tinha um problema enorme com essa transitoriedade. Com coisas passageiras. Sofria. Doía. Às vezes o lugar que nos aconchegamos é tão confortável que queremos simplesmente ficar ali… imersos… submersos… apenas sentindo.
Até que me dei conta que isso que é a vida: momentos efêmeros. Muitas das pessoas que chegam é para ensinar… agregar… mover… ou nos sacudir… mas elas precisam ir. Como tudo que vai. E nesse balanço que é viver… o universo foi me ensinando a viver o desapego… deixar ser nutrida com todo o aprendizado e liberar… por mais lindas que algumas pessoas sejam, elas só podem ser eternizadas em nosso coração… um dia elas vão… e temos que aprender a enviar todo o amor de longe e ser grato por um dia nossos caminhos terem se cruzado.

Yara Alves

Inserida por YaraAlves

E se eu ainda quiser tentar? É tarde demais? Demorei pra relacionar as coisas? Sinceramente não sei o que fazer, nem as respostas para estas perguntas, mas eu não estou entendendo mais nada, sei que pareço indiferente, mas eu só não sei como agir, então fico em pânico. eu nem sei pra que serve este site, nem o que era pra escrever, mas eu sei o que eu quero.

Inserida por LoucaConsciente

Demorei oito meses para formar seu coração, então não deixe um garoto qualquer quebrar ele em 15 segundos!
Mamãe ama você, boa noite meu anjo

Inserida por Ane_Dalila