
Confiar novamente em quem feriu pelas costas é abrir a porta para uma dor que já provou que sabe exatamente onde atingir.
Envelhecer não é perder. É se libertar. É tirar pesos que só a juventude insistia em carregar.
Quando um casal não consegue conviver com as próprias diferenças, o amor passa a disputar espaço com o desgaste.
E o relacionamento deixa de ser parceria para virar resistência.
Quando nos permitimos viver momentos leves, sensuais e cheios de carinho, algo bonito acontece, a sensibilidade encontra espaço para respirar.
Quando cada um ocupa seu lugar, o amor cresce, o respeito permanece e o desejo encontra espaço para existir.2
Quem se compara
Sofre
Quem se reconhece
Se liberta
Pessoas que vivem se comparando com as outras transformam a própria existência em um verdadeiro inferno. Nada é suficiente, nada é completo, nada traz paz. Sempre falta algo, sempre alguém parece estar à frente, sempre a vida do outro parece melhor, mais bonita, mais feliz.
A comparação rouba o presente, distorce a realidade e adoece a alma. Quem vive assim nunca descansa, porque está o tempo todo competindo com histórias que não conhece, com bastidores que não vê e com verdades que não são inteiras. O sorriso do outro vira ameaça, a conquista alheia vira derrota pessoal.
Nesse ciclo cruel, a pessoa deixa de enxergar o próprio valor, desmerece a própria trajetória e passa a viver de frustração em frustração. A comparação não inspira, ela corrói. Não motiva, paralisa. E, pouco a pouco, transforma a vida em um campo de batalha onde ninguém vence.
A única saída desse inferno é o resgate de si mesmo, entender que cada um tem seu tempo, seu caminho e suas dores. Quando a pessoa para de olhar para o lado e começa a olhar para dentro, encontra algo raro, paz. Porque quem se compara, sofre, quem se reconhece, se liberta.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Quando a decepção acontece, especialmente aquela que vem de quem estava próximo, o afastamento deixa de ser frieza e passa a ser autopreservação. Há dores que até diminuem com o tempo, mas não cicatrizam por completo apenas aprendemos a conviver com elas sem sangrar todos os dias.
Ser golpeada pelas costas fere em um lugar profundo, porque não é só o ato que dói, é a quebra da confiança, é perceber que enquanto você estava de frente, alguém agia por trás. Esse tipo de ferida não se resolve com explicações tardias nem com pedidos de desculpa apressados. O que foi visto, sentido e vivido não pode ser desvivido.
O afastamento, nesses casos, não é vingança, é silêncio necessário. É sair de cena para não continuar se machucando, é respeitar o próprio limite quando o outro ultrapassou todos. A dor pode até amenizar com o tempo, mas a memória do que foi feito permanece, não para alimentar mágoa, e sim para ensinar onde não voltar.
Às vezes, ficar longe é a única forma de manter a dignidade, a paz e a própria sensibilidade intactas. Porque confiar novamente em quem feriu pelas costas é abrir a porta para uma dor que já provou que sabe exatamente onde atingir.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Quando nos permitimos viver momentos leves, sensuais e cheios de carinho, algo bonito acontece, a sensibilidade encontra espaço para respirar. O toque sem pressa, o olhar que acolhe, o silêncio compartilhado e a presença verdadeira criam um território seguro onde sentir não machuca, aproxima.
É nesse clima de entrega suave que a sensibilidade flui de ambas as partes. Ela não é cobrada, não é forçada, apenas acontece. Um desperta no outro aquilo que estava adormecido, a delicadeza, a percepção, o desejo que nasce do afeto e não da urgência.
Quando o encontro é feito de cuidado e cumplicidade, os sentidos se afinam, os muros caem e o coração se permite sentir outra vez. Sensibilidade compartilhada é isso, dois que se escolhem no gesto simples, no calor do carinho, na intimidade que respeita e, por isso mesmo, encanta.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
O sol tem encantos que vão além da luz que ilumina os dias. Ele nasce devagar, quase tímido, pintando o céu com tons de esperança, convidando a alma a recomeçar. Observar o sol nascente é permitir que o coração se alinhe com o ritmo da vida, é respirar fundo e sentir que sempre existe uma nova chance de fazer diferente, de ser melhor.
À medida que o dia avança, o sol nos sustenta, aquece, fortalece e nos lembra da constância necessária para seguir em frente. Já no entardecer, quando ele se põe, o céu se transforma em poesia. As cores se misturam, o tempo parece desacelerar e a mente encontra descanso. Contemplar o pôr do sol é um exercício de gratidão, de aceitação do que foi vivido e de entrega ao silêncio que prepara o descanso.
Apreciar as fases do sol, do nascer ao se pôr, é um ato de presença. Faz bem ao corpo, acalma a mente e alimenta a alma. É lembrar que a vida também acontece em ciclos começos, plenitudes e despedidas. E que em cada fase há beleza, aprendizado e um convite sutil para viver com mais consciência, leveza e encantamento.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Quando um casal não consegue conviver com as próprias diferenças, o amor passa a disputar espaço com o desgaste. As brigas se tornam frequentes, o diálogo vira confronto e a casa, que deveria ser abrigo, se transforma em um ambiente pesado e tóxico. O mais difícil não é amar, é aceitar que o outro não pensa, não sente e não reage como nós. Conviver exige maturidade, entender que respeito não é concordar com tudo, mas aprender a viver com o jeito do outro sem anular a si mesmo. Quando essa aceitação não acontece, o dia a dia se torna insuportável, e o relacionamento deixa de ser parceria para virar resistência.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Há mulheres que travam uma guerra silenciosa contra o tempo. Brigam com o espelho, com as marcas no rosto, com o corpo que já não responde como antes. Querem permanecer na estética da juventude, como se envelhecer fosse um fracasso quando, na verdade, é um privilégio que nem todas alcançam.
O tempo passa para todas nós. Negar isso é permanecer presa a uma vaidade que aprisiona, que cobra, que cansa. Aceitar o tempo não é desistir de si, é amadurecer a consciência. Não estamos envelhecendo estamos chegando mais lúcidas à compreensão da finitude. E isso, longe de ser triste, é profundamente libertador.
A maturidade traz algo que a juventude jamais entrega presença, verdade, autonomia emocional. O corpo muda, sim. O rosto conta histórias, e cada marca carrega uma travessia vencida. O que antes era medo, hoje vira escolha. O que antes era aprovação externa, hoje se transforma em paz interna.
Quando a mulher para de lutar contra o tempo, ela começa a viver melhor. Vive sem a tirania da comparação, sem a obrigação de parecer, sem o desespero de provar. Vive com mais leveza, mais prazer, mais sentido. A beleza deixa de ser forma e passa a ser essência.
Envelhecer não é perder. É se libertar. É tirar pesos que só a juventude insistia em carregar. É olhar para a própria história com orgulho, sem medo do fim, porque finalmente se aprendeu a viver de verdade.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Existem mulheres cronologicamente maduras, mas emocionalmente presas à infância. Cresceram no corpo, mas não no comportamento. Fazem da chantagem emocional uma arma, especialmente com os próprios pais. Vitimizam-se, assumem o papel eterno de coitadinhas e acreditam que o mundo tem obrigação de ceder às suas vontades.
Quando contrariadas, não dialogam fazem cena. Gritam, brigam, choram, esperneiam. Usam o drama como mecanismo de controle. Não sabem ouvir “não” porque nunca aprenderam a lidar com frustração. Confundem amor com submissão e cuidado com obediência cega.
Esse comportamento não é fragilidade, é manipulação emocional. É imaturidade disfarçada de sofrimento. E enquanto os pais cedem por culpa, medo ou exaustão, perpetuam um ciclo doentio que impede essa mulher de assumir responsabilidade pela própria vida.
Ser adulta não é apenas pagar contas ou envelhecer. Ser adulta é sustentar escolhas, respeitar limites e entender que ninguém é obrigado a viver refém das suas carências emocionais. Quem faz birra na fase adulta não está ferida está despreparada para crescer.
E crescer dói. Mas manipular cansa todo mundo ao redor.
São insuportáveis aos olhos dos outros, mas o pior! Continuam sendo as princesinhas dos papais!
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Mudamos a cada dia, a cada momento
recebemos influências de pessoas que
conhecemos hoje, seja no trabalho ou na vida ou o que vivenciamos diariamente! Mudamos no que realizamos ou de acordo com as reações de carinho e afeto que damos ou recebemos! Uma relação precisa sempre ser dialogada, seja no amor, no comportamento ou no comprometimento! Não se pode sentar na soberba de um papel assinado ou ter um sentimento de posse! Devemos ver os erros
mútuos e o quanto negligenciamos algo para que o outro tenha agido de forma errada!
Tudo no ciclo da vida se transforma o tempo todo, inclusive uma relação! Prestemos um pouco mais de atenção ao outro e, sobretudo a nós mesmo! Se estamos errando ou suportando algo inaceitável, pois o diálogo é sempre a primeira instância! Não deixe chegar na ultima instância sem passar pela primeira.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Quem tenta controlar tudo vive cansado.
Cansado emocionalmente, mentalmente, espiritualmente.
O controle nasce do medo, não da força. É a ilusão de que, apertando mais, vigiando mais, exigindo mais, a vida vai obedecer. Mas não obedece. Pessoas não são objetos, sentimentos não são rédeas e o tempo não aceita ordens.
Quem tenta controlar alguém se engana duas vezes, primeiro, achando que tem poder; depois, acreditando que isso traz segurança. O que traz é desgaste, ansiedade, frustração e solidão. Porque ninguém permanece inteiro onde não pode respirar.
Controle não é cuidado. Controle é desconfiança disfarçada.
E quanto mais se tenta segurar, mais a vida escapa pelos dedos.
No fim, quem tenta dominar tudo não perde o outro, perde a si mesmo.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
A realidade do que se escreve nasce da profundidade do que se vive. Palavras rasas vêm de experiências superficiais; palavras densas, marcadas, verdadeiras, surgem de quem atravessou dores, silêncios, quedas e reconstruções. Não se escreve com a mente apenas escreve-se com a alma que foi testada, ferida e, ainda assim, não desistiu.
Quem viveu pouco escreve bonito, mas vazio. Quem viveu fundo escreve com verdade, mesmo quando dói. Porque cada frase carrega noites sem respostas, escolhas difíceis, perdas que ensinaram e cicatrizes que viraram consciência. A escrita verdadeira não busca aplauso, busca sentido.
Por isso, quando um texto toca, atravessa e incomoda, não é exagero é vivência. É alguém que transformou experiência em palavra e dor em lucidez. Escrever, no fim, é apenas dar voz ao que a vida ensinou em silêncio.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Pessoas infelizes, amargas e revoltadas não sabem conviver com a própria dor. Em vez de se olharem, preferem espalhar seus traumas como se fossem responsabilidade dos outros. Vivem em guerra com o mundo porque perderam a paz dentro de si. Não somam, não constroem, não acolhem. E quando se afastam, o ambiente respira melhor. Algumas ausências não são perdas são alívios.
Quem carrega frustrações não resolvidas costuma transformar tudo em ataque, crítica e veneno. São pessoas complexadas, presas a ressentimentos antigos, que fazem dos outros um depósito emocional. Não entendem que maturidade é tratar suas dores, não projetá-las. E a verdade é dura, mas libertadora, há pessoas que não fazem falta em lugar nenhum, apenas ocupam espaço enquanto espalham caos.
A amargura é o reflexo de quem desistiu de ser feliz e passou a se alimentar da infelicidade alheia. Pessoas assim se sentem desconfortáveis diante da leveza, da alegria e da paz dos outros. Por isso tentam apagar sorrisos, desestabilizar relações e contaminar ambientes. Quando vão embora, não deixam saudade deixam silêncio. E o silêncio, nesse caso, cura.
Nem todo mundo que se afasta é perda. Há pessoas que saem da nossa vida e levam junto o peso, o desgaste e o adoecimento emocional. Gente que vive revoltada, ferida e mal resolvida não sabe amar, apoiar ou respeitar. Só sabe cobrar, criticar e ferir. E aceitar a distância dessas pessoas é um ato de amor-próprio.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Quando a infelicidade vira veneno
Há quem não saiba conviver com a alegria dos outros. A felicidade alheia incomoda, provoca inveja silenciosa e desperta uma necessidade doentia de estragar o que está funcionando. São pessoas que não celebram, não apoiam e não vibram. Apenas criticam, diminuem e contaminam. A infelicidade delas se torna um veneno que tentam servir a todos ao redor.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Existem pessoas tão infelizes consigo mesmas que não suportam ver a felicidade alheia. Onde chegam, o riso diminui, a leveza se esconde e o encanto perde o brilho. Não porque o ambiente seja ruim, mas porque elas carregam dentro de si uma dor não resolvida. Em vez de curar suas feridas, escolhem espalhá-las. E assim, tentam transtornar a vida de quem nada tem a ver com seus próprios conflitos.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Muitas mulheres entram em um relacionamento cheias de amor, entrega e boa intenção, mas aos poucos deixam de ser companheiras e passam a ocupar o lugar de mãe do marido. Cuidam de tudo, resolvem tudo, organizam tudo, orientam, cobram, corrigem. E, sem perceber, saem do lugar de mulher e entram no papel de “mãezinha”.
Isso é profundamente nocivo para um casamento.
Quando a mulher vira mãe, o homem vira filho.
E onde existe essa dinâmica, o desejo morre.
Homens não transam com suas mães.
Assim como mulheres não transam com seus pais.
Erotismo, parceria e intimidade exigem encontro de adultos.
Exigem admiração, autonomia, responsabilidade e reciprocidade.
Quando uma mulher carrega o relacionamento sozinha, ela se cansa, se sobrecarrega e se frustra. Quando um homem é tratado como filho, ele se acomoda, se infantiliza ou se rebela.
Amar não é maternar o parceiro.
Cuidar não é assumir o papel de educar.
Companheirismo não é controle nem cobrança constante.
Uma mulher precisa se permitir ser mulher dentro da relação desejável, admirada, respeitada.
E um homem precisa se posicionar como homem presente, responsável, parceiro emocional e afetivo.
Não confunda mãezinha e paizinho com mulher e homem que se relacionam.
Casamento saudável é vínculo de iguais, não de pais e filhos.
Quando cada um ocupa seu lugar, o amor amadurece, o respeito permanece e o desejo encontra espaço para viver.
Texto de Marta Nassar
Escritora e Orientadora Emocional
Há pessoas que não ferem de forma direta. Elas não gritam, não confrontam, não se impõem com violência. Pelo contrário: agem em silêncio. São falsas, dissimuladas, usam máscaras de cordialidade enquanto, por trás, minam relações, enfraquecem vínculos e criam instabilidades profundas na vida alheia.
Reconhecer uma pessoa assim exige atenção aos detalhes. Ela raramente se mostra de forma transparente. Diz uma coisa e faz outra. Concorda em público, mas desacredita em particular. Alimenta dúvidas, inseguranças e conflitos sutis, muitas vezes disfarçados de “conselhos”, “preocupação” ou “boas intenções”. Sua fala nunca é completamente clara, sempre deixa algo no ar.
Na vida pessoal, essa pessoa enfraquece sua autoestima. Faz você duvidar de si mesmo, de suas decisões e de sua percepção da realidade. Pequenas críticas veladas, comparações constantes e comentários ambíguos corroem a confiança aos poucos, até que você já não sabe mais se está exagerando ou se realmente algo está errado.
No campo conjugal, o dano é ainda mais silencioso e perigoso. A pessoa falsa costuma plantar desconfiança, distorcer falas, incentivar mal-entendidos e estimular afastamentos emocionais. Ela não destrói o casal de uma vez, ela cria fissuras. Coloca um contra o outro, sempre se mantendo “neutra”, como se nada tivesse a ver com o conflito que ajudou a gerar.
Financeiramente, sua influência aparece em decisões mal orientadas, incentivos a gastos desnecessários, desorganização e conflitos sobre dinheiro. Muitas vezes, essa pessoa se beneficia do caos que ajuda a criar, enquanto a família arca com prejuízos econômicos e emocionais. O desequilíbrio financeiro passa a ser mais uma fonte de tensão e desgaste familiar.
No contexto familiar, ela age como quem divide para dominar. Aproxima-se de uns, afasta outros, cria alianças ocultas e narrativas parciais. Com o tempo, o ambiente se torna pesado, desconfiado e emocionalmente adoecido, sem que todos consigam identificar claramente a origem do problema.
A maior arma da pessoa falsa é o silêncio estratégico. Ela nunca se expõe totalmente, nunca assume responsabilidades, nunca se coloca de forma direta. Por isso, conhecê-la não depende do que ela diz, mas do que você sente após o contato, confusão, insegurança, desgaste, culpa sem motivo claro.
Aprender a identificar esse tipo de comportamento é um ato de proteção. Estabelecer limites, reduzir acesso à sua vida e confiar mais nos fatos do que nas palavras são passos essenciais para preservar sua paz, seu relacionamento e a saúde emocional e financeira da família. Afinal, quem é verdadeiro constrói, quem é falso, mesmo em silêncio, destrói.
A vaidade faz parte da condição humana. Ela nasce do desejo de ser visto, reconhecido e valorizado, e, em certa medida, pode ser benéfica. Quando equilibrada, impulsiona o cuidado consigo mesmo, fortalece a autoestima e motiva o crescimento pessoal. É a vaidade saudável que nos incentiva a evoluir, a buscar o melhor de nós e a nos apresentar ao mundo com dignidade e amor-próprio.
No entanto, quando a vaidade ultrapassa o limite do equilíbrio, ela se transforma em armadilha. O excesso desloca o foco do ser para o parecer, tornando a aprovação alheia mais importante do que a própria essência. Nesse ponto, a vaidade deixa de ser construção e passa a ser dependência, deixa de ser força e se torna fragilidade. Vive-se para o olhar do outro, e não mais para a verdade interior.
A vaidade exagerada corrói relações, alimenta comparações constantes e gera insegurança, mesmo quando aparenta confiança. Quanto mais se busca validação externa, mais distante se fica da autenticidade. O que poderia ser um cuidado saudável transforma-se em um peso silencioso, que exige aplausos contínuos e nunca se satisfaz.
Assim, a vaidade só é virtuosa quando caminha ao lado do equilíbrio e da consciência. Em excesso, ela inevitavelmente será nociva, pois tudo aquilo que se afasta da medida perde sua função de proteção e passa a ferir. O verdadeiro valor está em reconhecer-se sem exageros, cuidando da imagem sem abandonar a essência.
Não aceite em sua vida pessoas que tentam te diminuir, te sabotar ou te destruir em silêncio.
Quem se incomoda com quem você é, com o que você conquistou e com a luz que você carrega, não merece lugar na sua intimidade. A inveja se disfarça de conselho, de falsa preocupação e até de afeto, mas sempre deixa rastros de desvalorização e desgaste.
Preservar-se não é egoísmo, é maturidade. Afastar-se de quem vibra com a sua queda é um ato de amor-próprio e de respeito pela própria história.
Marta Nassar
A tolerância e o silêncio consciente também são formas de cuidado. Eles ajudam o casal a atravessar momentos difíceis sem se machucar.
Vivemos num mundo de muita concorrência, comparação e pressa. Muitas pessoas acabam precisando do elogio constante e da validação dos outros para se sentirem seguras, aceitas e vistas. Isso é compreensível, mas não é fortaleza. A verdadeira força nasce de dentro, do autoconhecimento, da paz com quem se é, sem depender do olhar externo para se sustentar. Quando a segurança vem de fora, ela oscila; quando vem de dentro, ela permanece.
Há famílias que oferecem o mesmo teto, o mesmo cuidado, o mesmo amor. Filhos criados lado a lado, alimentados pelas mesmas palavras, protegidos pelos mesmos gestos. Ainda assim, algo se rompe no caminho. Alguns irmãos, sem razão visível, permitem que a inveja, a disputa silenciosa ou feridas internas não elaboradas transformem o afeto em rivalidade.
Não é a criação que falha, mas a forma como cada um escolhe lidar com suas próprias sombras. Onde poderia haver parceria, nasce a competição, onde deveria haver lealdade, instala-se a hostilidade. Assim, irmãos se tornam estranhos, e, às vezes, verdadeiros inimigos, não por falta de amor recebido, mas pela incapacidade de reconhecer, no outro, um espelho que desperta conflitos internos não resolvidos.
É doloroso aceitar que o mesmo amor pode gerar caminhos tão opostos. Mas essa dor também ensina, laços de sangue não garantem vínculos de alma, e maturidade emocional não é herança automática, é escolha.
O caminhar de um casal fica mais bonito quando existe tolerância e quando sabemos silenciar para ouvir, acolher e respeitar o tempo do outro.
Quero te dizer isso com carinho. Acredito que uma mulher não é só os momentos leves e prazerosos que compartilha, mas também presença, cuidado e importância na vida de quem está ao seu lado. Eu gosto de você e, quando faço parte da sua vida, é com o desejo de somar, apoiar e estar presente de verdade, no que for possível e fizer sentido pra nós
Há pais que, por excesso de passividade, acabam falhando onde mais deveriam ser firmes. O pai “banana”, que evita conflitos, não impõe limites, não ensina responsabilidade emocional nem autonomia, pode criar filhas que crescem sem referências claras de maturidade, força e proteção saudável.
Quando esse pai não ensina a filha a ser adulta, segura de si, ela pode permanecer numa infância emocional prolongada, sempre à espera de alguém que decida por ela, que a conduza, que a “proteja”. Na vida adulta, essa carência muitas vezes se transforma em dependência afetiva, e, tragicamente, pode levá-la a se envolver com homens violentos ou dominadores, confundindo controle com força, abuso com cuidado.
Isso não significa culpar essas mulheres, que são vítimas de uma estrutura emocional mal construída. Significa reconhecer que a ausência de um pai presente, firme e afetivo, não autoritário, mas responsável, deixa marcas profundas. Pais não educam apenas com carinho, mas também com limites, exemplos e coragem. É assim que se formam mulheres livres, maduras e capazes de escolher relações saudáveis, e não prisões emocionais disfarçadas de amor.
Tanto faz
O que
Acontece
Ao meu
Redor!
A minha
Paz o
Neutraliza!
É simples
Assim!
A Inteligência Emocional nos protege de sofrimentos e dores.
Conviver com pessoas imprevisíveis emocionalmente é um desafio silencioso e desgastante. São aquelas que, num dia, estão leves, afetuosas e acessíveis, no outro, tornam-se ásperas, fechadas ou agressivas, sem explicação clara. Essa instabilidade cria um ambiente de tensão constante, onde todos ao redor passam a andar em “campo minado”, medindo palavras, gestos e até silêncios.
O mais difícil é que essas oscilações quase sempre respingam nos outros. O mau humor, a irritação e as frustrações internas são descarregados sem cuidado, sem empatia, como se o mundo tivesse a obrigação de absorver o que a pessoa não consegue elaborar dentro de si. Falta consideração, falta responsabilidade emocional. Quem convive acaba pagando um preço alto por algo que não causou.
A instabilidade emocional corrói relações. Ela desgasta vínculos afetivos, profissionais e familiares, porque gera insegurança, medo e cansaço. Nunca se sabe qual versão da pessoa irá aparecer, e isso impede a construção de confiança, diálogo verdadeiro e convivência saudável. Com o tempo, o outro se fecha, se afasta ou se endurece para se proteger.
Todos temos dias ruins, isso é humano. Mas viver em constante montanha-russa emocional, sem buscar equilíbrio, consciência ou ajuda, não é justo com quem está ao redor. Maturidade emocional também é saber reconhecer limites, cuidar das próprias dores e não transformar os outros em depósito de instabilidade. Conviver bem exige respeito, previsibilidade mínima e responsabilidade pelos próprios estados emocionais.
O amor
Perdoa!
Mas se
Cansa
De tanto
Perdoar!
Quero te falar algo com carinho e sinceridade. Uma mulher não é só o reflexo dos prazeres que oferece ou dos momentos bons que compartilha. Ela também quer ter importância, presença e significado na vida do homem que escolhe estar ao lado. Eu gosto de você e quero somar na sua vida como pessoa, como apoio, como alguém que caminha junto, não apenas em partes, mas de forma inteira.
Amigossão
familiares
que se
desencontraram
no tempo.
Um casamento que se arrasta sem amor e sem desejo sexual deixa de ser abrigo e passa a ser desgaste. Quando o afeto se esvazia e o desejo desaparece, o vínculo vira apenas convivência, rotina mecânica e obrigação silenciosa. Dois corpos dividem o mesmo espaço, mas as almas já não se encontram.
A ausência de amor corrói o respeito, e a falta de desejo fere a autoestima. Um passa a se sentir rejeitado, o outro sufocado. O diálogo se torna raro, os toques desaparecem, os olhares não se procuram mais. O que resta é um pacto de aparência, mantido por medo, conveniência, culpa ou pressão social.
Esse tipo de relação é nocivo porque adoece emocionalmente. Gera frustração, ressentimento, solidão a dois e, muitas vezes, abre espaço para traições, agressividade passiva ou uma tristeza contínua que contamina toda a vida do casal. Permanecer assim não é maturidade nem sacrifício nobre, é negar a si mesmo o direito de sentir, de desejar e de ser amado.
Casamento precisa de cuidado, entrega, presença e desejo, não apenas sexual, mas desejo de estar, de tocar, de construir. Quando isso se perde e não há esforço sincero para reconstruir, insistir se torna uma forma lenta de autodestruição. Às vezes, a maior prova de respeito é reconhecer o fim e escolher a verdade em vez de uma permanência vazia.
Você merece ser vista por inteiro, não só em fragmentos.
Vivemos em uma cultura que estimula o consumo imediato e o prazer sem medida. Muitas pessoas gastam mais do que ganham, não por necessidade, mas por impulso, vaidade ou pela ilusão de que o consumo preenche vazios internos. O resultado é quase sempre o mesmo, dívidas acumuladas, desorganização financeira e uma falsa sensação de controle que rapidamente se desfaz.
Quando o limite é ultrapassado, o peso dessas escolhas raramente recai apenas sobre quem gastou. São os pais que acabam sendo chamados a apagar incêndios que não criaram, assumindo dívidas, cobrindo prejuízos e sustentando devaneios compulsivos que não lhes pertencem. O que deveria ser apoio pontual transforma-se em responsabilidade permanente, muitas vezes silenciosa e desgastante.
Esse ciclo não é apenas financeiro, é emocional. Pais que assumem as consequências das escolhas dos filhos acabam, sem perceber, impedindo o amadurecimento deles. E filhos que não aprendem a lidar com limites permanecem dependentes, frustrados e sempre à espera de um resgate externo.
Responsabilidade financeira é, acima de tudo, responsabilidade pessoal. Gastar menos do que se ganha, respeitar limites e arcar com as próprias escolhas é parte essencial da vida adulta. Amor não é pagar contas infinitas, e cuidado não é sustentar excessos. Ensinar limites, mesmo que doa, é um dos maiores atos de amor e respeito, tanto com os filhos quanto consigo mesmo.
Sentir raiva é humano. Ela surge quando algo nos fere, frustra ou ultrapassa limites. O problema não está em senti-la, mas em como reagimos a ela. A sabedoria começa quando entendemos que a raiva, se não for acolhida e conduzida, acaba nos dominando.
Reagir com sabedoria é, antes de tudo, parar. Silenciar por alguns instantes, respirar fundo, dar tempo para que a emoção se acalme. A raiva pede resposta imediata, mas a maturidade sabe esperar. Quem responde no auge da fúria costuma dizer o que não sente de verdade e fazer o que depois se arrepende.
É importante nomear o que se sente, estou magoado, frustrado, desrespeitado. Quando reconhecemos a raiz da raiva, ela perde força. Em vez de explodir, podemos escolher expressar com firmeza e respeito aquilo que nos incomodou, sem ataques, sem humilhações.
A sabedoria também ensina que nem toda provocação merece reação. Às vezes, o silêncio é proteção, não fraqueza. Preservar a própria paz é um ato de amor-próprio. Há batalhas que não valem o desgaste emocional que cobram.
Por fim, reagir com sabedoria é transformar a raiva em aprendizado. Perguntar a si mesmo: o que isso está me ensinando? Assim, a raiva deixa de ser destrutiva e passa a ser um sinal de crescimento, um convite à consciência e ao equilíbrio interior.
Marta Nassar
Às vezes, é a tolerância que sustenta e o silêncio que protege. No caminho de um casal, isso também é amor.
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Quando eu viro as costas, não é por impulso, raiva ou orgulho ferido. É porque tentei, conversei, relevei e esperei mudanças que nunca vieram. Eu sou do diálogo, da transparência e das segundas chances, mas não sou do desrespeito repetido.
Quando eu me afasto, é definitivo. Não porque deixei de sentir, mas porque aprendi a me priorizar. Há limites que, uma vez ultrapassados, não permitem retorno. Confiança quebrada não se recompõe com palavras vazias, e decepção não se apaga com promessas tardias.
Virar as costas é um ato de amor-próprio. É escolher a paz em vez do caos, a dignidade em vez da insistência, a verdade em vez da ilusão. Quem me perde nesse momento não perde alguém rancoroso, perde alguém que foi leal até onde foi possível.
E quando eu sigo em frente, sigo de verdade. Não olho para trás, não alimento saudades que machucam, não reabro portas que precisei fechar para sobreviver emocionalmente. Porque algumas despedidas não são temporárias, são finais necessários.
A dança sempre foi uma forma de amor na minha vida. É onde o corpo fala o que as palavras não conseguem dizer, onde a alma respira e o coração encontra ritmo. Quando danço, eu me encontro. É como se o mundo desacelerasse e, por alguns instantes, tudo fizesse sentido.
A dança me trouxe leveza, força e presença. Ela melhora meu corpo, minha postura, minha energia, mas vai muito além do físico. Dançar me cura, organiza meus pensamentos, reduz a ansiedade e devolve o sorriso nos dias difíceis. É liberdade em movimento, é terapia sem divã, é alegria que nasce de dentro.
Através da dança, aprendi a respeitar meus limites, a confiar no meu tempo e a celebrar cada avanço. Ela me ensinou disciplina, autoestima e conexão comigo mesma. Dançar é um compromisso com a vida, um lembrete constante de que o corpo também precisa ser ouvido. E enquanto houver música, haverá em mim vontade de viver, sentir e seguir dançando.
Eu me afasto quando me decepciono porque aprendi a me escolher. Não faço isso por frieza, orgulho ou falta de sentimentos, mas por respeito a mim mesma. Quando alguém quebra a confiança, repete atitudes que ferem ou mostra quem realmente é de uma forma que não condiz com os meus valores, eu entendo que permanecer custa caro demais.
O afastamento, para mim, não é punição, é proteção. É a forma mais honesta que encontrei de preservar minha paz, meu equilíbrio emocional e a verdade que carrego nas relações. Não gosto de conflitos desnecessários, nem de insistir onde já não existe reciprocidade, cuidado ou consideração.
Eu acredito que vínculos saudáveis não exigem que a gente se diminua, se cale ou se machuque repetidamente. Por isso, quando a decepção chega, eu não discuto, não faço cena, eu sigo em silêncio, com consciência e com a certeza de que me afastar também é um ato de amor-próprio.
Não gosto de criticar as pessoas na ausência delas. Sempre acreditei que a palavra tem peso, e que aquilo que dizemos sobre alguém revela muito mais sobre nós do que sobre o outro. Falar pelas costas não constrói, não resolve e tampouco alivia, apenas espalha ruídos desnecessários.
Se algo me incomoda, prefiro o diálogo direto, o silêncio consciente ou o afastamento respeitoso. Aprendi que maturidade é saber calar quando a fala não acrescenta, e coragem é dizer a verdade olhando nos olhos, não em conversas paralelas.
Escolho a lealdade mesmo quando ninguém está ouvindo. Porque caráter não se prova em público, mas na ausência.
Às vezes, nos perdemos em sonhos e planos para o amanhã, traçando cada passo como se pudéssemos controlar o futuro. Mas a vida tem seu próprio ritmo e, invariavelmente, nos surpreende. Aquilo que parecia certo pode mudar em um instante, o caminho que imaginamos pode se fechar, e outro, inesperado, se abrir. Planejar é importante, mas é essencial entender que nem tudo depende de nós. Aceitar a imprevisibilidade da vida não é desistir, mas viver com consciência, flexibilidade e coragem para abraçar o inesperado. No fim das contas, as surpresas que nos tiram do controle também podem nos ensinar a viver de verdade.
Pessoas ansiosas vivem sempre alguns passos à frente do presente. A mente corre, antecipa cenários, cria diálogos, prevê perdas, tenta controlar o que ainda nem aconteceu. O corpo até está aqui, mas o pensamento já está no amanhã, e quase sempre no pior que ele pode oferecer.
A ansiedade nasce, muitas vezes, da necessidade de controle. De querer garantir que tudo dê certo, de evitar dor, rejeição ou fracasso. É o resultado de quem aprendeu que errar custa caro, que relaxar é perigoso, que estar atento o tempo todo é sinônimo de proteção. Só que viver em alerta constante cansa, adoece e rouba a paz.
Ela também surge do excesso de cobrança. Pessoas ansiosas costumam ser responsáveis, sensíveis, comprometidas. Querem acertar, corresponder, não decepcionar. Mas acabam carregando pesos que não são só seus, tentando resolver o mundo sozinhas, como se descansar fosse falha.
A ansiedade não é falta de força, é excesso de tentativa. Tentativa de prever, de controlar, de se defender. Aprender a lidar com ela passa por aceitar limites, confiar mais no processo e entender que nem tudo depende de nós. Viver com mais presença, menos antecipação e mais gentileza consigo mesmo é o primeiro passo para acalmar uma mente que só quer, no fundo, se sentir segura.
Minha alegria pela vida não é barulhenta, é verdadeira. Ela nasce do entusiasmo pelas pequenas coisas, dos encontros simples, das conversas sinceras e da capacidade de enxergar beleza mesmo nos dias comuns. Eu gosto de viver, de sentir, de me envolver com o que me faz bem. Carrego um olhar curioso e um coração aberto para o que ainda pode surpreender.
Tenho entusiasmo porque escolhi não endurecer. Mesmo depois de decepções, continuo acreditando, rindo, fazendo planos e celebrando cada conquista, por menor que pareça. Minha alegria não ignora as dificuldades, ela caminha junto com elas, provando que viver é mais do que sobreviver.
É essa alegria que me move, que me impulsiona e que me mantém inteira. Um entusiasmo que não depende de circunstâncias perfeitas, mas da decisão diária de aproveitar a vida com leveza, coragem e gratidão. Porque viver com alegria é, para mim, um ato de amor próprio e de liberdade.