Coleção pessoal de juliannagalvao

1 - 20 do total de 253 pensamentos na coleção de juliannagalvao

...Somos o impulso que rodeou a força latejando o cansaço, pedindo a paz de uma desistência merecida. E todas as vezes que deixamos para lá, para o vento. E as promessas que um dia foram sonhos, mas que se perderam e ninguém teve paciência de procurar. Somos um acaso falido, e quem não acreditar que enlouqueça, mas talvez sejamos destino. E a minha sorte, que ludibriou o ladrão e o fez dobrar uma rua antes? E o filho duma égua do vagabundo que levou meu salário inteiro e uma lasca de couro pintada de sangue? E o carro que quebrou na porta de casa? E a ré que não funcionou às 18h17 na avenida principal? E a chuva que inundou a festa, e a água que salvou a plantação... Não sei quem é o produtor, quem na história anda mexendo os pauzinhos... Mas nós??? Aaaahhh, amigo, não tem volta, não há jeito. Somos sim casos perdidos! Isso mesmo: uma raça asquerosa de porcos imundos de uma peça de teatro... Ninguém se salva exceto a mãe de todo mundo.

Julianna Galvão

Tanta gente esperando um dia e tem uma fila esperando o ônibus. Tem menino esperando um beijo, tem velho esperando... Tem paz aguardando festa, tem silêncio sofrendo calado, tem amor sussurrando espera, tem homem esperando... Tem coração pedindo batida, tem carnaval batendo perto, tem limão, gelo e vodca aguardando o chocalho, tem família pedindo teto. Quanta espera no sinal PARE, para quem volta para casa. E tem gente que só espera. Tem moça esperando a carga do telefone, tem moço esperando uma ligação, tem nervos esperando um resultado, só uma aprovação. Tem gente carregando homem, tem trio carregando multidão. Tem corpo que só quer um sim, tem boca esperando para dizer não. Tem abismo aguardando um pulo, tem morte esperando o vento de uma queda. Tem corpo gelado no escuro, tem lágrima esperando guerra. Tem areia esperando pé descalço. Tem compasso esperando música, tem adeus esperando retorno, tem saudade morrendo sem culpa. Tem culpa esperando Deus, tem gente esperando. Tem fila de gente assim. Tem mais gente chegando.

Julianna Galvão
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Querer ser alguém não é inveja. Desde quando eu estava dentro de você e, consequentemente, comia as mesmas comidas que você e vestia as mesmas roupas que você... E eu vivia o que você vivia. E eu sentia o mesmo sol, e apagávamos as luzes, e acordávamos esperançosas, e perdíamos a paciência e corávamos em dias nublados e sem fim... Choramos o mesmo choro e tomamos o mesmo café da manhã... Os mesmos cafezinhos... Os trens e os cafés das sete. As sete chaves guardavam os nossos corações nos corações de outras pessoas e apesar de o meu coração já estar em formação... Os nossos amores estavam predestinados a se cruzar e, eu amaria aquele homem que, com todo o amor do mundo, fazia os nossos cafés e aquela menina e aquele menino que te gritavam dezessete vezes por minuto em entonações diferentes e faziam parecer que só você era capaz de salvar o mundo... E eu a chamaria assim, também. Cresci e usei os seus sapatos, os seus vestidos, que apesar de me fazerem cair ao perambular pela casa, faziam de mim mais eu porque eu achava que eu era e deveria e poderia, um dia, por sorte ou esforço, ser você. Eu aprendi a ler e descobri em você que palavras abraçavam. E eu quis, desesperadamente, todos os dias da minha vida, aprender a abraçar o mundo e pessoas e tudo o que fosse possível, escrevendo. Eu quis ser a sua poesia porque não existe nada, salvo você, mais bonito na galáxia... E eu aprendi a ser. E eu fui sempre outra pessoa, mas sem perceber, e eu sou outra pessoa, não sou você, e às vezes me desespero. Ora por não ser você, ora por não ser o que esperas de mim, ora por “não existir também” e todas, mãe, todas as horas, por medo de não ter forças para ajudar você a existir. Pois, afinal, quem eu vou ser se você não for? Quem eu sou, meu Deus, senão houver você para me fazer sorrir por um pensamento que absolutamente ninguém no universo seria capaz de desenvolver? Quem eu vou ser se eu não souber que existe alguém com tantos anseios malucos como os meus, complexos e incompreensíveis? Eu não entendo, você também não, mas é só saber que existe alguém, e alguém tão brilhante como você, louco como eu, poesia como eu, sonhos como eu, medo como eu... Que eu me sinto mais livre para ser. E não existe nenhuma outra música que eu queira ser, nenhum outro cabelo, nenhum outro jeito de dançar, nenhum pãozinho para tomar com café, nenhuma castanha, nenhuma covinha, nenhum sorriso mais puro e perfeito quando sapeca... Eu não sou você, e nem serei, mas peço a Deus para que sejamos juntas, uma pela outra, de mãos dadas e determinadas a ser a paz e a esperança e o amor e a compaixão: um time. Feliz aniversário para você que é quem eu mais amo na minha vida e que vive para me ver, diariamente, “ser alguém”.

Julianna Galvão
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[14h52 12/05/2014] V J Galvão: “Ainda não contei de você a ninguém. Acho meio arriscado ou, quem sabe, mera superstição. Eu sei que as pessoas vão me pedir cuidado. Assim me guiei por uma vida toda e foi exatamente isso que hoje me faz uma pessoa contando uma história de amor sem nunca ter protagonizado uma. De um jeito ou de outro, sempre soube que pegar leve era uma forma de me manter todas as minhas metades comigo mesmo, até então sem saber pra quê servia isso. Só pude ver o tamanho do erro no seu sofá-cama, no meio de um beijo estranho. Você engolindo minhas lágrimas bobas, lambendo minhas bochechas nos créditos de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, que, aliás, a única coisa que entendi do filme é que o amor é uma coisa bem complicada. Você tentou me explicar por partes, e eu me senti menos burro e ridículo, embora com os olhos ainda aguados. Pega no meu queixo e diz que não sou só eu que sinto medo aqui. Faça alguma coisa ruim, qualquer coisa que me impeça imediatamente de sentir esse amor absurdo por você. Estou nas suas mãos e isso não é uma metáfora. Porque eu já não sei mais nada. Parece que sou mesmo seu foco de vida, mas também pode ser que você ande apenas distraído do resto do mundo. Ou, vai que você tá mesmo certo, as coisas são assim mesmo, o amor invade pela boca enquanto a gente se olha e fica rindo.” - http://apagou.tumblr.com/post/85538077460/ainda-nao-contei-de-voce-a-ninguem-acho-meio
[21h22 20/05/2014] +55 86 9800-9672: Eu quis voltar de uma festa às seis da manhã de um domingo, com três amigos, todos sem dinheiro e o meu pai não podia ao menos sonhar com isso, liguei para o Romeu. Eu errei o horário de uma prova e cheguei com duas horas de antecedência, liguei para o Romeu. Eu achava que a minha tia preferida ia morrer e eu precisava chorar para alguém com quem eu pudesse me desesperar, o Romeu atendeu e me deu uns gritos, me acalmei. Eu queria um sorvete, o Romeu foi junto. E em porções bem distribuídas por todos os dias da semana de todos os meses de muitos anos. Eu queria ficar calada porque a barra pesou demais, ele nunca interrompeu o meu breu. Olhava para mim com uns olhinhos sufocados de "e o que eu faço então?" e, calados, bastava. Eu precisava dizer para alguém que eu amava o Romeu e que doia muito que ele não me amasse de volta com o mesmo fim e que eu o odiava e o amava intensamente, o Romeu ouviu e nunca me julgou. E nunca me abandonou. Eu disse adeus e ele não disse para eu ficar porque ele sabia que eu precisava ir. E todas as vezes em que eu voltei ele sorriu aliviado de "não foi dessa vez que a gente parou de verdade". Eu sou a melhor amiga do Romeu. O Romeu foi o meu primeiro amor e depois e concomitante e antes, também, o meu melhor amigo. Se doia, se silenciava, se sarava, se angustiava, se tremia... O Romeu sempre esteve lá. Ele, como eu, possui mil defeitos. Ele fala mais com os olhos e com os lábios cerrados que, direcionados e posicionados de jeitinhos diferentes caracterizam sentimentos específicos. Ele gosta do silêncio que a alma faz, ele gosta do meu cafuné, da minha companhia, da minha zanga e do meu sorriso também. O Romeu gosta de mim inteira, me ama e me conhece como ninguém, afinal, para ele eu sempre fui um livro aberto. Ele conhece de mim coisas que nem eu conhecia antes de conhecê-lo. Ele sabe que eu falo sozinha no espelho, que eu acho que meu pai traiu minha mãe, que eu tenho medo de muita coisa e todo o mais. Talvez por tudo isso, por toda a cumplicidade, pelo filme Amizade Colorida e por vê-lo como o cara perfeito para mim, me apaixonei. Talvez por isso eu tenha passado tanto tempo alimentando a esperança de que ele também. Talvez por isso eu tenha demorado tanto para entender e, acima disso, aceitar, que ele não correspondia os meus sentimentos. E a consequência da demora pode ser o hoje: eu e Romeu não somos mais tão "nós". Somos um nó. Eu não sei o que ele fez no dia, que perfume ele quer comprar e as merdas da vida. Assim como se existissem forças ou sentido, eu procuraria uma palavra com um significado mais expressivo que amor para dizer o que sinto pelo meu melhor amigo, eu levaria os anos necessários para escrever uma Odisseia contando a nossa história. Entretanto, não há sentido. Pois, entenda, eu já não sou apaixonada pelo Romeu, não o conheço tanto quanto antes e talvez eu não seja a sua companhia e o seu sorriso preferido. Talvez o Romeu ainda seja o meu melhor amigo, talvez seja para sempre, como o esperado, prometido e pedido. Talvez fosse só aquilo, eu não sei. Possivelmente essa seja a história mais triste que eu tenha para contar, mas, pensando bem, os romances não eram mesmo abundantemente tristes e, ainda assim, bonitos? Eu já quis muitas vezes ligar para o Romeu em momentos difíceis, não liguei. Já precisei do seu abraço e chorei desesperadamente por não me sentir confortável o suficiente para pedi-lo. Já precisei de companhia para comer por, tímida, não querer ir sozinha e fiquei com fome... Porém, isso não faz do início dessa história uma mentira. Toda a questão é englobada pelo fato de que eu sei que se eu ligar, ele vem. O meu nome não foi e nem é Julieta, mas o Romeu... O Romeu é o meu melhor amigo. Eu o amo, ainda, e apesar da ausência da paixão. Esse é o laço que nos une assim distantes, calados, mas basta.
[10h34 02/06/2014] +55 86 9800-9672: ENEM 2014: 141 029 985 912. Senha: julianna
[10h34 02/06/2014] +55 86 9800-9672: ENEM 2013: 131 021 649 487. Senha: ribeirosa
[3h18 14/06/2014] V J Galvão: [3h03 14/06/2014] V J Galvão: Do tipo que se tocar Valeska, desce até o chão
E se tocar Dorgival, procura logo um peão
E se tocar sertanejo, canta junto, fecha os olhos e sente o refrão
Do tipo que passa as férias e as semanas santas ouvindo Amado e o Gonzagão
Do tipo que ama MPB, idolatra Chico e do Zeca Baleiro sabe toda canção
Para quando tocar um reggae sentir uma energia que não se explica, mas só se aplica, pois o som da paz dentro de si é maior que a zoada de qualquer multidão
Do tipo que é brasileira todo dia e nem vê, que possui um jeitinho específico para cada problemão
Do tipo que não sabe em quem vai votar, que tem paixão por muitas palavras do português e que tem no "quando eu tiver dinheiro" o sonho de conhecer o seu país primeiramente, e não outra nação
Do tipo que não suporta quem prefere a cultura alheia à própria, mas que respeita o gosto do irmão
E que adoraria estar no clima dessa copa, e amaria ter certeza de que o Brasil não vai cegar de novo e colocar para representar o povo um povo sem esse calor humano todo e que, só por suportar tanto descaso, já é campeão
Do tipo que acredita que ainda tem jeito e que tanto defeito não há de ser maior do que toda a beleza desse arroz com feijão
E é do tipo que não consegue cantar aquele hino sem encher os olhos d'água, sem arrepiar a alma, sem esquecer dos pecados ou do necessário pedido de perdão
Sem as desculpas essenciais por ter permanecido calada diante de tanta infração
Por só ter gritado com os gols ou com as dores do meu corpo, podendo ter gritado também pela dor de outro cidadão
Aqueles meninos abandonados pelo Estado, pelo acaso, e abrigados pelo Sol que racha o cérebro e hoje não é e talvez nunca será salvo nem são
Por ser hipócrita ao ponto de ter coragem de escrever esse conto, fazer você perder o seu ponto e, amanhã, continuar vivendo uma rotina medíocre, a qual eu julgo muito conturbada, sendo, hipoteticamente, a culpada, por eu não ter tempo para pegar os papéis de todos os meus planos de causas sociais e colocá-los em ação
É respeito, criticar o ensino público se até então eu sou fruto da privatização?
Mas eu sou filha de brasileiros trabalhadores e dignos de respeito, que podem bater no peito porque com cara e a coragem, com o sangue e na labuta, fizeram de mim e são mais do que o circo e o pão
Por isso, não!
Não é respeitoso deixar a pobre Dilma muda e humilde na abertura de uma Copa do Mundo por um receio bobo de ser fervorosamente ovacionada devido a inigualável atuação
Pobre! Pobre coitada, nunca foi assaltada no meio da rua às 6h, às 12h ou às 18h por um, também pobre, ladrão. É país de alma pobre, hipócrita, onde não, o rico não fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre, estamos todos juntos na mesma lama, fervendo na nossa tropicalidade e sempre calorosa e amável recepção
Do tipo que vê que o Brasil brasileiro, cheio de cultura, miscigenado, eclético, e que teria tudo para ser bonito, da cabeça aos pés, é levado para o exterior para sempre por pessoas que desistiram, sem lutar, dessa causa - de origem tão nobre e muito brasileira, independente e sadia -, e acharam mais fácil ir para lugares já desenvolvidos e dispostos, em prontidão
E qual é a diferença entre você, que passa a aula inteira mexendo no seu Iphone, endeusando a sua maçã, e dos corruptos do Senado?
Qual a diferença da sua mudez da da Dilma?
Somos irmãos de coração
Filhos da mesma pátria amada, idolatrada
Salve salve, à nossa semelhança
Do tipo que entre a J-lo e a Cláudia Leitte, é o samba no pé da Claudinha
Do tipo que entre a Noruega e o Brasil, é quem não desiste nunca e sabe todas as manhas para qualquer adaptação
Entre você e eu, eu sou a criança de alma pura e singela que eu fui até uns 14 anos atrás...
Do tipo que começou esse texto a fim de ter em mãos uns 5 versos leves, no máximo, mas não se conteve e teve, como maioria dos brasileiros, que dizer mais, dizer contradietoriedades, soprar ironias aos ventos...
Ver se entra na cabeça, para ver se dá para haver correção...
Salve salve, outubro e o fato de que eu e mais milhões de pessoas, infelizmente, são do tipo que não sabem em quem votar na próxima eleição!
Salve salve ao povo brasileiro, que se quiser pode ostentar padrão FIFA, mas que, pobre de teto, só quer um perdão! Óh! Senhor, uma planta no chão. Uma planta, por favor, no chão.
[3h11 14/06/2014] V J Galvão: sadia, claro*
De alma infima*
Semelhanca. Eu sou do tipo*
Como a maioria dos brasileiros*
Contraditoriedades?
Teto, so quer uma redencao*
Senhor Queremos uma*
[3h17 14/06/2014] V J Galvão: Do tipo que sorri ao ver as flores destes bosques q O B diz que hao - falar da minha avo e criancas
[3h18 14/06/2014] +55 86 9800-9672: [3h03 14/06/2014] V J Galvão: Do tipo que se tocar Valeska, desce até o chão
E se tocar Dorgival, procura logo um peão
E se tocar sertanejo, canta junto, fecha os olhos e sente o refrão
Do tipo que passa as férias e as semanas santas ouvindo Amado e o Gonzagão
Do tipo que ama MPB, idolatra Chico e do Zeca Baleiro sabe toda canção
Para quando tocar um reggae sentir uma energia que não se explica, mas só se aplica, pois o som da paz dentro de si é maior que a zoada de qualquer multidão
Do tipo que é brasileira todo dia e nem vê, que possui um jeitinho específico para cada problemão
Do tipo que não sabe em quem vai votar, que tem paixão por muitas palavras do português e que tem no "quando eu tiver dinheiro" o sonho de conhecer o seu país primeiramente, e não outra nação
Do tipo que não suporta quem prefere a cultura alheia à própria, mas que respeita o gosto do irmão
E que adoraria estar no clima dessa copa, e amaria ter certeza de que o Brasil não vai cegar de novo e colocar para representar o povo um povo sem esse calor humano todo e que, só por suportar tanto descaso, já é campeão
Do tipo que acredita que ainda tem jeito e que tanto defeito não há de ser maior do que toda a beleza desse arroz com feijão
E é do tipo que não consegue cantar aquele hino sem encher os olhos d'água, sem arrepiar a alma, sem esquecer dos pecados ou do necessário pedido de perdão
Sem as desculpas essenciais por ter permanecido calada diante de tanta infração
Por só ter gritado com os gols ou com as dores do meu corpo, podendo ter gritado também pela dor de outro cidadão
Aqueles meninos abandonados pelo Estado, pelo acaso, e abrigados pelo Sol que racha o cérebro e hoje não é e talvez nunca será salvo nem são
Por ser hipócrita ao ponto de ter coragem de escrever esse conto, fazer você perder o seu ponto e, amanhã, continuar vivendo uma rotina medíocre, a qual eu julgo muito conturbada, sendo, hipoteticamente, a culpada, por eu não ter tempo para pegar os papéis de todos os meus planos de causas sociais e colocá-los em ação
É respeito, criticar o ensino público se até então eu sou fruto da privatização?
Mas eu sou filha de brasileiros trabalhadores e dignos de respeito, que podem bater no peito porque com cara e a coragem, com o sangue e na labuta, fizeram de mim e são mais do que o circo e o pão
Por isso, não!
Não é respeitoso deixar a pobre Dilma muda e humilde na abertura de uma Copa do Mundo por um receio bobo de ser fervorosamente ovacionada devido a inigualável atuação
Pobre! Pobre coitada, nunca foi assaltada no meio da rua às 6h, às 12h ou às 18h por um, também pobre, ladrão. É país de alma pobre, hipócrita, onde não, o rico não fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre, estamos todos juntos na mesma lama, fervendo na nossa tropicalidade e sempre calorosa e amável recepção
Do tipo que vê que o Brasil brasileiro, cheio de cultura, miscigenado, eclético, e que teria tudo para ser bonito, da cabeça aos pés, é levado para o exterior para sempre por pessoas que desistiram, sem lutar, dessa causa - de origem tão nobre e muito brasileira, independente e sadia -, e acharam mais fácil ir para lugares já desenvolvidos e dispostos, em prontidão
E qual é a diferença entre você, que passa a aula inteira mexendo no seu Iphone, endeusando a sua maçã, e dos corruptos do Senado?
Qual a diferença da sua mudez da da Dilma?
Somos irmãos de coração
Filhos da mesma pátria amada, idolatrada
Salve salve, à nossa semelhança
Do tipo que entre a J-lo e a Cláudia Leitte, é o samba no pé da Claudinha
Do tipo que entre a Noruega e o Brasil, é quem não desiste nunca e sabe todas as manhas para qualquer adaptação
Entre você e eu, eu sou a criança de alma pura e singela que eu fui até uns 14 anos atrás...
Do tipo que começou esse texto a fim de ter em mãos uns 5 versos leves, no máximo, mas não se conteve e teve, como maioria dos brasileiros, que dizer mais, dizer contradietoriedades, soprar ironias aos ventos...
Ver se entra na cabeça, para ver se dá para haver correção...
Salve salve, outubro e o fato de que eu e mais milhões de pessoas, infelizmente, são do tipo que não sabem em quem votar na próxima eleição!
Salve salve ao povo brasileiro, que se quiser pode ostentar padrão FIFA, mas que, pobre de teto, só quer um perdão! Óh! Senhor, uma planta no chão. Uma planta, por favor, no chão.
[3h11 14/06/2014] V J Galvão: sadia, claro*
De alma infima*
Semelhanca. Eu sou do tipo*
Como a maioria dos brasileiros*
Contraditoriedades?
Teto, so quer uma redencao*
Senhor Queremos uma*
[3h17 14/06/2014] V J Galvão: Do tipo que sorri ao ver as flores destes bosques q O B diz que hao - falar da minha avo e criancas

Julianna Galvão
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inspire-se no amor
dos príncipes do "mas"
ecoa-me
sem multiplicar
sem se recolher no final
pule-os sem afinar as cordas
seja "mais"

Julianna Galvão

Ai que vontade de ser fofa
Mas hoje, amor, acordei clichê
Fazer o quê se a vontade não passa?!
Melhor mal feito do que não dito...
Hoje, amor, neste segundinho frio, eu gosto um pouquinho de você!
Porque se eu te faço uma poesia, nem que fosse um ponto e nada mais,
você já tem na minha vida algo que não se desfaz.
Se for esse seu sorriso bobo, tudo bem.
Se for esse apelido fofo pelo qual me cativa, tanto faz.
Que seja algo, que seja nada, que se liquefaça amanhã, não ligo mais,
porque agora, amor, o clichê consome meus dedos rápidos:
Gosto um pouquinho de você, é isso!, isso e nada mais.

Princesinha da Mesopotâmia.

Julianna Galvão

A minha mão tremia e a minha mente exercia esse poder de ver coisa onde não tem.

(foto ''luas'')

Julianna Galvão

Que a paz e o amor que eu tenho sejam diariamente suficientes para me fazer feliz e eternamente insuficientes para me fazer satisfeito.

Julianna Galvão

Uma morte são várias.
Vários vazios vestidos de solidão.
Há deles de preto, de branco.
Há rostos vermelhos de choro implorando atenção.
Mas é pedido calado, cansado: não há forças para gritar ou falar ou desejar.
Contente-se em se sentir culpado: acabou o tempo de dizer perdão.
Uma morte são amores antes contidos e agora em erupção.
Ela morreu, ele morreu, e meus pêsames, meus sentimentos, meus ressentimentos não vão causar nada nesse luto.
Há todos os amores do mundo e todas as maiores purezas, agora durezas, ali, sozinhas, como se Deus não fosse justo.
Deus? Ah, Deus é questionado, é tachado de negro e tão imperfeito quanto quem matou meu irmão.
Deus? Ah, Deus é citado, é pedido, é implorado, é chorado, é amado, é quem, apenas, é capaz de acalmar aquela alma que ali para e aqueles corações que ali se desmancham.
Uma morte são várias.
É daquele violão, quem vai tocá-lo?
É daquele amor, quem vai amá-lo?
É daquele arroz insosso, daquele arroz salgado, daquele feijão aguado, daquele "eu não sei cozinhar".
É daquele vestido azul, daquele chapéu marrom, daquela meia rasgada e do acordar às seis para não enfrentar a fila do pão.
É dele(a) sempre quase começando a academia na segunda-feira.
É dos olhos e do sorriso que você decorou.
É da gargalhada que de tão alta te fez perder as contas de quantos "shiu" já soprou.
É das contas que deixaram penduradas, é das madrugadas bem dormidas e mal comidas, é das dores de amor e de barriga.
De rir e de chorar e de ter comido demais porque a promoção era boa.
A morte é do telefone, do endereço, da identidade, da altura e das piadas sobre a mesma.
É a falta de oxigênio e de luz, é o negro que se instala no espaço do seu cérebro que aquela pessoa conquistou e que você insiste em chamar de coração.
Não é questão de cor.
Não é tudo preto ou branco ou transparente (vazio).
Uma morte é a saudade de todos os "é" de alguém.
É a falta de SER.

Julianna Galvão
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Eu matei minha poesia quando deixei de ser o que nós seríamos e passei a ser esse vazio que nada diz. E que eu não sei por qual motivo. Se porque dói ou se porque sara. Não compreendo se está tudo entalado na garganta e falta pouco para eu explodir jajá ou se eu desisti de um jeito que perdi até as palavras. Eu as perco e as digito porque oscilo no que sinto e nenhum cinto prende o que sempre sou. Eu não sinto. Sinto muito, mas muitíssimo mesmo, não sentir tanto quanto já. Não chorar. Eu queria chorar e secar tudo que resta de nós dois. Sinto-me vazia de um cheio inexplicável. Pergunto-me se indelével. Se sara ainda ou se sarou. Eu não choro, eu não tenho, eu não obtenho expectativas menos fugazes que as atuais em arrumar um colo novo para descansar meus prantos. Meus pratos, minha porcelana facial e meus tantos jeitos perfeitos de amar alguém e imperfeitos de repelir um amor. Eu chorei antes do antes do começo, no começo, no meio, no centro da linha sem divisões de tempo, em todos os fins. Eu chorei em todos os momentos e agora... Agora que não acabou, não começou, não meiou ou melhorou, mas que você partiu... Agora que você partiu dessa para uma, a seu ver, melhor, meu corpo fecha as torneiras. Não goza, não chora, não troca saliva, não sua. Eu matei minha poesia porque não transpiro. Antes, amor, agora, arrepio. Arrepios não sabem falar, nem explicar, nem encher, nem esvaziar. Eles são consequência.

Julianna Galvão
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Porque cada um acredita no que quer. Na verdade que quer, na mentira que quer, no personagem que prefere. Porque, neste instante em que aquela estrela cadente passou eu ganhei mais uma oportunidade de ter um sonho realizado. Mais um meio de acreditar que a minha fé move o céu, oscila o universo. Não abala estes fantoches espalhados nestas esquinas tortas à vontade, mas me mobiliza. Há quem considere frívolo; há quem creia fielmente na própria descrença divina, e dizem essa contradição com, que irônico, fé; e, há quem afirme que ao fazer um pedido para uma estrela cadente você estará fazendo um pedido para uma pedra vinda do espaço que fatalmente se desintegrará. Porém, quem garante que ao não fazê-lo você não está dissociando uma esperança? Afinal, ao ver de quem é positivo deixar de acreditar na magia do Natal, na Fada Dos Dentes e mais?

Julianna Galvão

Torna-se-a segura assim que entender que é, e ir dormir todas as noites lembrando que é, e janeriar e dezembriar certezando que é, e independentemente da cidade e do clima, do humor e da vida, da roupa e da nudez, do arco do íris ou da dieta da Lua, especial e única. Porque se você se fortalecer em si, Aquele que te fortalece saberá que fez em 23 anos um bom trabalho e seus genitores terão mais certeza disso; ademais, saberão que és um diamante por completo, e não mais uma pedra não lapidada.

Julianna Galvão

O amor é uma picada forte no coração, aí sangra. Se recíproco, estanca. Se não, jorra. Jorra até secar sua alma, até cansar os pulmões. Não até morrer, porque amor não mata. O que mata é a falta. Mas amor, amor mesmo... Amor adoece.

Julianna Galvão

Hoje estou com um desejo de você maior que o meu amor. Hoje estou com sono de você, cheiro de você, saudade de você, mais de dois meses de você, e dor. Meus músculos doem e imploram por você! Meu corpo grita, esperneia, chama, clama o teu odor. Estúpida, canalha, otária, nojenta, ai!, que falta me faz o seu beijo que me liquefaz. E condensa meus anseios, vaporiza meus segredos, me completa por minutos mesmo que depois aja como guerra na minha vida, guerra e nada, nada mais. Estou sem você à procura da paz. Sim, aquela que nunca encontrei, nem do seu lado, nem a quilômetros, e acho que nunca mais... Talvez paz não seja tão importante assim, talvez eu só devesse ir logo atrás de você aceitar me “divertir” de graça. Me banhar de graça.

Julianna Galvão

Olha que graça
O jeito que ela disfarça
Quando mexe no cabelo
Olha que massa
Saia verde, tomara que caia
Toda educada de batom vermelho
Quando ela passa
Linda, Glamour, Coffe, Acordes
Exala charme no seu salto, tipo modelo
Olha a carcaça
Do playboy, do garçom, do negão, olha o desejo
Chegou em um Mazda
Não quis ninguém, sozinha veio
Olha que audácia
Ballantines, ouro 18K, chave na mesa
A gata é de berço
Olha que é pagode
E samba quem pode
Olha!

Julianna Galvão

Embeleza-se com fulcro consistente. Um já surrado, mastigado, que quer carinho, afeição. Um que merece uma boa roupa, o perfume francês e mega produção. Falo de cabelo, maquiagem, unhas, flores e mimos. Falo em clichês e falo: hoje eu vou me amar com atenção.

Julianna Galvão

De um a sete, falam de corpos e o que há lá dentro. Nada é ínfimo o suficiente. Falam de quantidades e formas de contar coisas que não interessam a maioria, que a minoria finge que entende e os entendedores ficam em silêncio. Falam da gravidade, do que cai, do que não pesa. Falam de coisas graves do nosso futuro. Falam de cordas, sons e graves de agraves do presente. Falam de línguas, disso eu entendo. Falam a manhã inteira. Dizem que isto é certo e aquilo não. Que ele serve e fulano foi um traídor. Que ele pintou aquilo pensando nisso. Possuem pose de sabidos, de reis e rainhas. De um a sete. Das sete às 13h20. Dos três aos 17. De mim até eles a linguagem padrão se perde no O2 e há uma guerra civil entre os nossos corpos, pois não entendo. Não é por água, comida, transporte, desemprego, por nada e nem corrupção, é por ser. É porque a ética da aula da quarta-feira não entra em mim. É porque a voz e as roupas bregas daquela mulher me causam ânsia. Não, não é rebeldia. Se fosse eu já teria colocado fogo neste circo. De um a sete de cada dia, salvo um e olhe lá.

Julianna Galvão
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A minha fúria será um caso fora de cogitação. Quando eu precisar beijá-lo rápido, forte, com paixão, não reclame, não me aquiete, não resista! Siga-me, por favor. Eu nunca pedi piedade, paciência, receio ou amor. Eu nunca pedi amor e me ama. A minha ideia de paixão reclama, mas não me aquieta quando não resisto. Nem assim. Se eu não fizer direito, lembre-se que tudo tem dois lados. Se eu for rápido, pode ser apenas você indo devagar demais, por isso pense. Quarta-feira acordei com saudade. Não chorei, não doeu, não sangrou, não falei. Saudade mansa, guri, quase um "tanto faz", mas não é por isso que me calo. E nem chega a ser orgulho. Simplesmente quero esperar você sentir saudade, admitir que sente. Eu sei que sente. Não sei o quanto meu beijo rápido, forte, com paixão, é ruim ou bom para você. Não sei se quando vem é por ele, por mim ou pela resistência em aceitá-lo, vontade de mudá-lo, mas há algo aí. A minha saudade será um caso fora de cogitação às quartas. Às vezes as minhas segundas intenções me deixam furiosa. De um jeito rápido, com paixão.

Julianna Galvão
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Há esperança nos meus cérebros quando você diz que me ama, me chama, diz, meu amor. Esse nosso mistério não vai ser desvendado, mas vai dar certo antes de alguma delas dar para você errado.

Julianna Galvão

Quando você chorar. Quando você estiver perto de se perder, se derreter, se afogar . Quando você esquecer que ainda não esqueceu de como faz para respirar. Quando apenas observar o mundo o trouxer cansaço. Quando quiser apagar todos os passos que deu a mais. Quando ninguém estiver ao seu lado. Quando doer demais e você achar que não é capaz de ser você de novo... Quando você precisar apagar da mente essas lembranças imensas, imundas, antes lindas e agora obscuras que te confundem o cérebro, as mãos e a voz... E a fome, e a vontade, e a coragem de comer sem vomitar. E a força para levantar, sair da cama, enfrentar o que você ainda não sabe que terá que enfrentar... Quando tudo parecer silêncio, quando gritar não adiantar e silenciar for escuro, escuro demais. Quando você pedir socorro e ninguém ouvir. Pedir ar e todos fecharem as janelas. Pedir um cafuné que ninguém mais sabe dar, um beijo que ninguêm sabe beijar, um abraço que ninguém sabe abraçar e quem sabe você não quer ouvir falar... Lembre-se que isso já aconteceu, e acontecerá outras vezes antes do seu mundo acabar.

Julianna Galvão
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