Coleção pessoal de amandaliz

1 - 20 do total de 27 pensamentos na coleção de amandaliz

E hoje estou inundada de pensamentos bobos. Nem é de hoje, já faz alguns dias. Foram chegando de mansinho, quietinho, alías, nem tanto. Eles perseguem, esses pensamentos. E a gente tenta e tenta se distrair. E quando eles chegam, eu pego uma revista ou lavo uma louça. Alguma coisa que cesse o pensamento. Mas não adianta. E quando a gente acha que depois de tanto tempo está passando, vai passar. Então, tudo renasce e volta a dilacerar a gente. Estou falando do amor, aliás, do velho e novo amor, mais velho do que novo e esperando o próximo capitulo, quem sabe! Esperanças? Devo dizer que, sem mentiras, elas permanecem como uma plantinha. Volta e meia, murcha, as folhas ressecam e quando parece que já vai morrer, eis que ressurgem folhas novinhas, novinhas. E digo mais, dessa vez sinto que está diferente em mim tudo isso. Todo esse velho novo que está ressurgindo. É doce, é mais tranquilo. Na verdade nada morreu, só havia adormecido. Invariáveis foram as vezes que eu cheguei a sentir que era página virada esse sentimento e ele estava apenas adormecido. E precisava adormecer. A barra foi pesada demais, bodes em vários níveis, Eu não estava bem e você também não, a gente não estava preparado pra tanto. É difícil segurar a mão do outro e segurar o mundo com a outra mão. Eu sei. Agora eu sei. E separados crescemos, vivemos coisas diferentes, cada um com suas batalhas. E agora eu e você somos pessoas totalmente diferentes daquelas que um dia se conheceram numa noite fria de junho. Nada será como antes, por mais lindas que sejam as recordações, por mais que eu me pegue revivendo na lembranças os bons momentos, a nossa história, nada será como antes. Mas isso não quer dizer que não possa existir uma nova história a partir dessa. O tempo passou afinal. A gente pode mergulhar várias vezes no mesmo rio, mas a correnteza jamais será a mesma. Eu não espero encontrar o mesmo cara que me inspira escrever, o cara que eu conheci numa noite fria de junho. Eu espero encontrar o cara que me inspira escrever e toda sua bagagem, tristezas e alegrias, aventuras. Eu espero encontrar a pessoa na qual você se transformou nessas andanças por ai, na vida, na arte da vida. Porque eu também não sou mais a mesma. A vida e o tempo são mestres caprichosos. E se a vida permitir que os nossos caminhos se cruzem novamente, que seja doce e leve. Sempre rezo baixinho, " proteção, saúde e amor pra ele e pra mim também. Amém", para que nunca se perca esse sentimento do bem.

Amanda Liz
1 compartilhamento

Meu Deus! Esse ano de 2012 está se mostrando diferente de todos os anos passados. Nos últimos anos tenho incessantemente corrido contra o tempo e agora me vejo mais lenta, mais tranqüila e arrisco dizer, mais madura. E hoje, observando minha filha na entrada da escola, com seus colegas, tão crescida, tão viva, tão independente, me senti tão bem, tão de bem, e pensei comigo " do meu jeito torto eu fiz a coisa certa". Lembrei também da minha infância, eu era uma menina tímida, acuada, parecia um bichinho do mato, não tinha nem a metade da desenvoltura da minha menina. Engraçado, eu aqui fazendo essas comparações, até me deu uma pequenina saudade da minha infância, da inocência. Do tempo em que a gente acreditava que o mundo era perfeito e do tamanho de uma ervilha. E o melhor ainda é poder olhar pra trás e sentir saudades de um tempo que passou mas que continua eterno na alma da gente.

Amanda Liz

Não foi a distância Doutor!

hoje, andando por ai, lembrei que você disse que nós não daríamos certo devido a distância. Me ocorreu que você está altamente equivocado quanto a isso. Não! Não foi a distância a causa principal desse desfecho infeliz, infeliz pra mim. Foi a falta de confiança. A distância a gente dribla. Tem telefone, msn, carta, sinal de fumaça. Eu pegando o ônibus e indo pra ai e você vindo pra cá. A gente sempre soube que pra isso tinha jeito, se não nem teríamos iniciado nada. Eu poderia até acreditar nisso e até acreditei por um tempo. Afinal, as palavras saíram da sua boca. Mas agora que o tempo passou é mais fácil ver, rever. E como eu disse não foi a distância e sim a falta de confiança. Faltou confiança pra segurar a mão um do outro. Faltou confiança pra esperar, pra entregar nas mãos um do outro essa vida, compartilhar. E o mais importante é o que fez com que eu chegasse nessa conclusão. Foi exatamente o fato de que a gente não manda no coração. A gente não tem o poder de dizer ao coração, " querido não vou te amar porque você mora longe", ou "querido não vou te amar porque você não gosta das mesmas musicas que eu gosto" , a gente ama porque ama e não se sabe o por quê. Se fosse assim não existiria uma penca de mulheres bem resolvidas, independentes e lindas, porém sozinhas. Também não existiria um monte de homens de bom gosto, lindos, aqueles do tipo galã de novela, independentes e sozinhos. E foi pensando nisso que cheguei a conclusão de que você se enganou quanto a justificativa. Ou melhor de usar a distância como justificativa. E eu sei também que falar sobre isso não resolve nada e que você nem vai ler isso. Engraçado que foi exatamente a distância que nos uniu e depois nos separou. E no meio dessa tempestade ficaram tantas coisas soltas. Eu sei, eu sei. Já repeti milhões de vezes: basta de dramalhão! Mas, mas, mas... Uma hora eu paro de escrever, paro de pensar. Passa, isso passa. As pessoas adoram dizer isso. Bom, se passa eu não sei. Mas passou pra você, quem sabe não passa pra mim também. O que eu posso dizer é que eu sobrevivi e isso é tudo, é o limite. Mais do que isso ninguém pode me exigir, além disso nada. É assim que eu me sinto, sobrevivi apenas. E isso é tudo.

Amanda Liz
1 compartilhamento

Extremamente triste, mas dessa vez é uma tristeza diferente. Se é que existe diferença entre tristezas, mas é uma tristeza nostálgica, feia, infinitamente triste. Não consigo definir.

Amanda Liz

Porto Alegre

Eu queria muito que você falasse tudo, tudo o que aconteceu nesses últimos longos meses em que nos mantivemos afastados. Que você falasse da raiva que sentiu de mim, se sentiu, da barra que enfrentou, se sentiu minha falta ou não, dos problemas que não quis me contar, mas que agora quem sabe fosse uma boa hora, eu também te contaria todas as coisas que eu queria te contar todo esse tempo. No dia 31 de dezembro vão fazer 5 meses que eu vi o seu rosto pela ultima vez naquela Rodoviária de Porto Alegre. Eu ainda lembro sempre como se fosse um ritual. Lembro, sorrio, sofro e rezo. Sorrio quando lembro de nós, das nossas conversas, de como eu te explicava o " ser amigo". Lembra, eu costumava dizer que éramos amigos com beneficios. E você nem se tocava de como eu te olhava apaixonada. Eu dizia que éramos amigos só pra manter a leveza. Eu não queria te perder. E eu tinha muito ciúme de você e acho que isso que te levou pra longe e acho também que tem muitas outras coisas que te levaram pra longe,das quais eu precisava saber. E eu não sei dessas pequenas grandes coisas que foram minando nós dois. Eu lembro que o meu maior medo era não conseguir com que o nosso amor fosse o maior e o melhor da sua vida. Tinha medo dos fantasmas do passado e da mania que as pessoas tem de achar que o amor passado foi tão grande que o amor presente é tão pequenino e frágil e frágil. Eu tinha medo. Eu fico pensando se você pensa nessas coisas como eu penso. Se você olha as coisas e lembra de nós, como eu. Porque eu olho as coisas e vejo você e vejo nós em muitas coisas. Eu tenho que ir pra Porto Alegre em seguida, nesse mês de dezembro e eu sei que vai ser um amontoado de pequenas lembranças, uma bagagem que eu vou carregar pra cada canto que eu for. Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença e de como era bom o teu perfume, a voz, o riso e de como você rodava pela cidade e lembro sempre de que como eu e você ficávamos indecisos a onde ir, mas no fundo a gente sabia onde queiramos ir. Era a vida se mostrando mais poderosa do que as nossas vidas, era eu e você felizes, ali, simplesmente, um com a companhia do outro e aquilo bastava, era a vida acontecendo, eu sentia tanta vida em nós. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo. Nós dois éramos lindo. E eu estou falando no passado, mas ainda é presente em mim.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando na rua, me pegando pela mão e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem sono, sinto falta de quando a imensa distância física ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Hoje me pergunto o que é maior a distancia física ou essa que se instalou entre nós. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, da facilidade que você tinha em simplesmente ir embora, colocar as coisas no porta malas do carro e ir, e de como eu ficava ansiosa e feliz porque de alguma forma eu sabia do seu retorno, eu esperava. E você, eu acho que de alguma forma sabia que tinha as armas suficientes para me reter. Ou não. Ou pensava que sabia. Então, agora eu digo que as armas suficientes para me reter era somente a sua presença, só isso. Sem sobrenome, cargo, carro e todas essas coisas que a gente sempre acaba achando que são iscas soltas ao redor. Era o sorriso, o cheiro de chiclete, o seu jeito organizado. Eu sinto falta até daquele seu jeito de querer que as coisas fossem do seu jeito e como você implicava com o horário. Prometi não tentar entender e apenas sentir. E o que permanece é essa abstinência de pessoas, eu vejo você em outros rostos mas isso não me faz querer outros rostos, porque quando eu vejo seu rosto por aí, eu olho, olho e então eu vejo que são só meus olhos. Mas não fui eu que escolhi que aquele fosse o último abraço, quando eu disse que queria você longe, na verdade eu queria que você dissesse que não ia a lugar algum, que seguraria a minha mão. Mas agora é outra que se perde em ombros tão largos, e se não tem em seguida terá, nada mais natural que outra esteja no lugar vazio que deixei ao seu lado, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto esse teu abraço é o lado bom da vida. E eu acho que ninguém gosta desses filmes com finais felizes, onde tudo termina bem e continua bem e fica tudo bem. Acho que as pessoas gostam dessas histórias onde as pessoas sofrem e se perdem no final. Como aconteceu com nós. Eu queria muito acreditar que ainda houvesse um outro final, ou melhor, que não existisse um final. É que depois de tanto tempo eu começo acreditar que essas lembranças são só minhas. Estou escrevendo porque eu não quero que se perca nada, de tudo que passei nesses últimos tempos. Estou escrevendo porque eu ainda tenho fé de que alguém leia e me deseje fé, força. Eu queria muito que você me visse de verdade, sem a rotulação dos outros, sem a opinião alheia que gosta de pintar as pessoas generalizando. Queria que você me visse de verdade e você veria que tudo que digo é verdade. Me ocorreu agora, não é nas ruas, nem nos bares que você vai me ver, eu continuo em casa, eu continuo. Pensei nisso agora porque as vezes penso que posso te encontrar por aí, quando saio pra correr, quando vou aos bancos, na padaria, na fila do supermercado (risos). Mas lembro que não é aqui que seus passos vão pra lá e pra cá, é nas calçadas de lá.(mais risos). Eu acho que apesar de tudo esse amor me fez mais humilde, porque agora eu aceito até sua partida. Aceito porque eu sei que não seria fácil segurar minha mão. Que o mundo exige muito. Mas se por algum acaso você voltasse eu não cobraria nada, nem questionaria nada. Agora são 2h da manhã e eu vou dormir, as palavras já estão ficando perdidas. Eu sinto falta do barulho que o nosso amor fazia.

Amanda Liz
1 compartilhamento

Meu imortal

Estou tão cansada de estar aqui
Reprimida por todos os meus medos infantis
E se você tiver que ir
Eu desejo que você vá logo
Porque sua presença ainda permanece aqui
E isso não vai me deixa em paz

Essas feridas parecem não querer cicatrizar
Essa dor é muito real
Isso é simplesmente muito mais do que o tempo não pode apagar

Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos
Eu segurei a sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim

Você costumava me cativar
Pela sua luz ressonante
Agora eu estou limitada pela vida que você deixou para trás
Seu rosto assombra
Todos os meus sonhos, que já foram agradáveis
Sua voz expulsou
Toda a sanidade em mim

Essas feridas parecem não querer cicatrizar
Essa dor é muito real
Isso é simplesmente muito mais do que o tempo não pode apagar

Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos
Eu segurei a sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim

Eu tentei com todas as forças dizer a mim mesma que
você se foi
Mas embora você ainda esteja comigo
Eu tenho estado sozinha todo esse tempo.

Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos
Eu segurei a sua mão por todos esses anos
Mas você ainda tem tudo de mim

Evanescence
18 compartilhamentos

Eu queria que você soubesse que, apesar de ter passado todo esse tempo, estou aqui, estou aqui. E que ontem a noite eu poderia ter escrito uma coletânea de tantas coisas que passaram nos meus pensamentos e devaneios, mas que agora eu estou com esse sapo preso na garganta. Ontem a noite eu havia decidido que hoje, nesse lindo domingo, com esse calor de 40 graus, com as moças passeando com seus namorados nas praças daqui e nas praças daí,das crianças com suas mães ou com seus cachorros, nesse domingo eu iria te escrever. Eu queria te contar das novidades e eu falo novidades já para aumentar a curiosidade. Eu queria te contar do quão foi frio o mês de agosto, de quanto eu sufoquei nesses meses, de quanto eu cheguei a descobrir tantas coisas, inclusive eu mesmo. E que eu não morri como pensei que morreria, descobri que ninguém morre dessas coisas. Mas penso se, quando você vem pra essa cidade, que invariavelmente minha casa fica no caminho de acesso, eu penso se quando você passa você não olha e não espia tentando me ver? ou pelo menos pensa em mim, repassa o filme. Porque eu sempre penso na possibilidade de um dia cruzar num semáforo, numa esquina, na estrada, num buffet. Quem sabe,e eu tenho pensado nessas coisas, porque ultimamente essa urgência aumentou, essa urgência de a qualquer hora sem querer um esbarrão numa rua qualquer.

Amanda Liz
1 compartilhamento

Eu queria te dizer tantas coisas, mas não temos mais tempo ou ainda temos não sei. Eu preciso te dizer. Sabe, essas coisas que não podem ser ditas, essas coisas que a gente tem medo de viver, porque são grande demais, porque a gente tem medo de viver. Está entendendo? de ir além, a fundo mesmo, nas pessoas, suas coisas, suas vidas pequenas ou grandes. Da pressa e da falta de tempo e da aprovação da familia e dos vizinhos e das distancias. Estou falando sobre essas coisas e eu sei que você esta me entendendo e que você sabe disso tudo também como eu. Os nossos encontros sempre foram meio as pressas, tão pela metade, mas tão completo. E eu aprendi tantas coisas, pequenas e tantas coisas em tão pouco tempo e acho que você também aprendeu, mudou. Estou tentando te dizer, espere. Eu queria dizer, bom você deveria ter plantas em seu apartamento. Eu não vi nenhuma plantinha! Só estou querendo dizer que eu reparava e reparo muito em tudo, só pra guardar comigo. Ah! como eu esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu perseguia o relógio e como eu ficava bem e ao mesmo tempo eufórica. E do imenso ciúme que eu tinha de você. E das coisinhas, da pizza, da polenta frita, do pileque, carreteiro, da panela do seu tio, você lembra! Eu lembro da panela pulando no porta malas do carro. Eu queria que você soubesse tantas coisas, que você cresceu tanto dentro de mim e que eu não percebi que isso tudo exigia um espaço imenso! Eu também não te dei muito espaço eu sei. E ainda assim, no meio de tantos tropeços, passos em falso, e nesse meu coração tão cheio de marcas e manchas e buracos você ocupa um buraco bem bonito, florido. Buenas vibraciones! te cuida, te cuida bem viu! mas eu ainda tenho tanta coisa pra dizer! Espere.

Amanda Liz
1 compartilhamento

As vezes a gente tem que mudar o rumo das coisas mesmo. Mudar, mudar. E essas mudanças não são fáceis, além do nosso imenso esforço em vencer a preguiça e lutar contra todos os medos, ainda temos que lutar contra os conselhos desanimadores dos que acham que nos conhecem. É difícil, cansativo e leva um tempo danado. Mas se faz necessário vez em quando na vida.

Amanda Liz

Eu te espero. O telefone tocar, a campanhia soar, o barulho do carro. E se tiver frio, vista aquela jaqueta de couro que te deixa com cara de homem só pra mim sentir novamente vontade de ser a melhor mulher do mundo.

Amanda Liz

Lembro que em uma de nossas conversas eu confessei que a pior coisa do mundo e que desarma qualquer alma era desaparecer. Não existe coisa mais desequilibradora de almas equilibradas que o tal sumiço. Bom, você parece ter aprendido bem a lição!

Amanda Liz

E te cuida bem viu! Sempre te mando vibrações do bem, todos os dias. Te carrego nas rezas e nos bolsos. Te cuida bem viu!

Amanda Liz

Mas me diz, você não gostou nem um pouquinho de mim? Olha! Eu tenho coisas lindinhas, mas é preciso um olhar devagar para perceber, decifrar. Olhares rápido demais, não cativam e nem se deixam cativar.

Amanda Liz

Eu nunca tive nada na mão, tudo muito batalhado, muito suado. E tô na luta, e ainda está tudo tão batalhado, tão sofrido. Estou num estado que gosto de chamar de anestesia, indiferente, silenciosa, mas mecanicamente lutando.

Amanda Liz

E se você voltasse hoje eu não questionaria nada, nada. Nem uma pergunta. Apenas silencio porque agora não me importam mais palavras.

Amanda Liz

Eu nunca quis que você partisse. Eu queria apenas que você dissesse o inevitável 'eu também' a cada grito de saudade meu.

Amanda Liz

Eu lembro detalhes ainda. A jaqueta de couro, o meu previsível casaco xadrez, a meia calça rendada, o teu perfume. Alias se eu quisesse guardar uma lembrança sua, apenas uma, seria o perfume. Você era como um vidro de perfume.

Amanda Liz

Se eu imaginasse que aquele dia na rodoviária seria o ultimo olho no olho de nós dois eu teria te olhado por um infinito tempo a mais. Mas a gente nunca sabe nada mesmo e continuamos a viver adiando tudo, como se tudo fosse para sempre.

Amanda Liz

Invariavelmente eu lembro, lembro de tudo. Repasso a história milhões de vezes e não me canso. Engraçado como tem pessoas que doem, mas são inevitavelmente, doce.

Amanda Liz

E eu ainda escuto o telefone tocar, as mensagens chegando, e-mails. Mesmo sem nada chegar.

Amanda Liz