Alimdul
Não poderia eu viver de mentiras, de máscaras e interesses. Não sou assim, não piso em ninguém pra conseguir o que eu quero. Ainda acho que o talento fala mais alto e que o sentimento move o mundo. E por mais que eu sofra e me decepcione com as pessoas, continuo querendo que seja assim. Amo intensamente, sou amada, tenho sempre a quem recorrer. E não tenho pena de quem não tem. Desculpa, mas eu não caio nessa. O fulano pode tentar, mas não me derruba, por que não sabe por onde me pegar: o que é fundamental pra ele, é insignificante pra mim. E eu quero que se f***! Vou ser feliz e já volto.
SAUDADE DÓI MUITO
Tem coisa pior do que o sentimento de saudade? A angústia de esperar, de lembrar de momentos, relembrar e imaginar que nunca vai ser igual ao que foi, que o destino é incerto...
O sentimento da agonia, de querer estar perto novamente, de sentir novamente, de querer... a frustração de saber que existem coisas que são apenas... SAUDADE!
Tem coisa que nem o tempo apaga... e que a saudade insiste em DOER...
Eras o meu melhor amigo. Conhece-me de trás para a frente, sabe os meus segredos, os meus medos, os meus sonhos, as minhas esperanças. Por isso, quando disse que me amavas pela primeira vez não acreditei.
Sim, eu também te amava, amava-te da mesma maneira que alguém ama um irmão. Amava-te como se amam as crianças, daquela maneira pura, inocente e sem preço que só os que ainda não foram massacrados pela vida sabem amar. Não conseguia imaginar amar-te de qualquer outra forma, porque não conhecia nenhuma outra forma que não aquele amor do tamanho do universo que existia entre nós.
Além disso, não queria te amar. Não queria te amar porque tinha medo de te perder. O amor acaba. As pessoas entregam-se por completo àqueles que amam, sem pedir nada em troca, lutam, sofrem, criam expectativas, sonhos, planos. E tudo isto acaba. Por vezes zangam-se, ou esquecem-se uma da outra, outras vezes apaixonam-se por outra pessoa ou habituam-se tanto àqueles que amam que acabam por ficar fartos. E eu não queria ficar farta de vc. Se havia algo que a vida me tinha ensinado era que só a amizade é eterna. Por isso não queria te amar, da maneira má, para que nunca destruíssemos a nossa amizade desnecessariamente.
E infelizmente dei conta que também estava apaixonada de repente, assim, sem fazer nada por isso. Então, resolvi arriscar. Quem sabe? Porque não pode o meu melhor amigo ser também o meu namorado? Tive medo, pois sabia que havia muito em jogo. Mas decidi tentar.
Gostei de vc do primeiro até ao último momento, duma maneira tão intensa e forte que, quando acabou, pensei que não iria resistir. Amei vc em cada beijo, em cada gesto, em cada olhar, em cada abraço, em cada toque.
Amava vc porque vc sempre me fez bem e demonstrava querer o meu bem pra sempre, porque eras divertido, porque tinhas preferido ficar comigo do que com aquelas piriquetes que passam a vida atrás de vc, te amava porque vc se preocupava, porque estavas sempre disposto pra td q eu quisesse, porque me acalmaste quando eu tive medo de arrancar um dente e porque procuraste em todos os locais do mundo uma resposta para me acalmar Mas principalmente, te amava não só por eras o meu namorado, mas porque já te amava há tanto tempo como o meu melhor amigo.
Qualquer um pode achar q estou a exagerar, que estou a dar mto valor a algo que não passou de uma paixonita de adolescentes. Mas não foi. Para mim foi mais que uma simples paixonita. Quando eu gosto de alguém entrego-me e mais ainda quando esse alguém demonstra o mesmo por mim, e vc não foi exceção.
E depois, tão inesperadamente como começou, o nosso amor acabou.
Foi terrível. É sempre assim, quando o amor morre, o coração fica muito tempo de luto. Até quando esse luto irá durar?!? Só Deus saberá a resposta...Mas Fé eh algo que não me falta!
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Entrar no canal do WhatsappSem um último beijo, um último abraço, um último sorriso.
Assim foi o nosso fim. Sem vontade, sem escolha e sonhos contidos. Assim foi o nosso fim... E o nosso fim. Sem motivos!
Mas porque? Simplesmente porque assim o destino decidiu? Simplesmente pq planejava pregar uma peça em alguém e nos escolheu? Onde estávamos quando atravessamos o caminho desse Travesso Destino? Pq nós? Andamos diferentes, sorrimos diferente...? Será que não era possível enxergar que éramos felizes juntos, mesmo que ainda a felicidade apenas de longe sorrisse para nós, apontando um caminho glorioso? Pq o destino tapou nossa visão e nos fez caminhar por estradas distintas? Pq ele não nos fez sentir a tempo que estava muito quente ou muito frio, que precisávamos um do outro, de um ombro amigo, de braços, de abraços, daqueles sorrisos, daqueles sonhos...? Pq apenas hoje nos abrimos com sinceridade para o mundo, recuperamos os nossos sentidos, percebemos as feridas, reconhecemos as dores e também as necessidades, enquanto o destino ao nosso lado caminha, olhar travesso, sorriso sereno...? Ele sabe que a distância já se fez grande e que não mais conseguimos voltar... Nem para o último beijo, o último abraço, o último sorriso.
Mais um dia
E mais um dia passa sem que nada de novo aconteça. Mais uma noite chega sem que os meus olhos se cruzem nos teus, como naquelas noites em que um silêncio ensurdecedor nos invade, em que os sorrisos substituem as palavras. Esta é mais uma noite solitária que acompanha o teu soninho descansado à distância de um pensamento, em que as minhas mãos percorrem um teclado à mesma velocidade que profereria cada palavra.
Já não existem ouvidos que me escutem, já não existem mãos que se estendam na minha direcção. Rodeada de vazio, é assim que me acorrento às pequenas coisas que me fazem ser feliz. As pessoas afastam-se lentamente, talvez à mesma velocidade que me afasto delas. Talvez porque não façam sentido na minha vida. Talvez porque eu não as mereça. Talvez porque não as compreenda. Talvez porque elas não me compreendam.
Já nada disso importa... já nada disso faz sentido nas minhas preocupações. Talvez porque o vazio e a solidão tenham outro sentido para mim. Talvez porque os preenchi de detalhes que a vida me dá. Talvez por hábito, talvez por disfarce, talvez por... sei lá!
Olho para trás revivendo, olho para a frente esperando... O que passou, calou... e o que virá, dirá...
Se eu pudesse dar um conselho às pessoas, seria,
Amem-se primeiro.
Os benefícios a longo prazo do uso do amor próprio estão provados e comprovados pela ciência,
Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
pra todo mundo a minha cara é de alegria porque ninguém tem nada a ver a com a minha dor o meu lamneto ninguem não pode dar jeito se todo mundo tem a marca de um amor
A saga do vilão
É, ando mesmo sem sorte no amor.
Já não bastasse a minha dificuldade, tem que ter alguém pra atrapalhar, jogar areia na parada...
Mas é assim, não tenho muito medo das pessoas, mas do que elas são capazes, e numa dessas descobri que nem todo mundo é vacinado; macaco velho, sabe como?
Pois é, a vida é cheia desses vilõezinhos de quinta categoria, gente que sabe quem tá e quem não tá preparado para o bote, que não é difícil perceber quem é que eles escolhem pra envenenar.
É sutil como uma serpente, e venenoso tanto quanto, mas não estou aqui pra falar do vilão, mas de mim.
Eu me apaixonei nesses dias, de verdade, que apostei, mas perdi. Não por erro meu, ou por circunstâncias, mas por dedo alheio no angu, se é que você me entende...
E agora? Não posso fazer nada? Não, não posso, foi game over.
E ele, o vilão, ganha? Sim, ele ganha, ele ganha os meus amigos, a minha solidão, ele ganha tudo...
Mas nas minhas histórias o vilão não se dá bem no final.
E o final está por vir.
Eu queria ser menos intensa, menos inconstante e menos urgente. Por que pra mim, todas essas bobagens cotidianas são coisas urgentes e definitivas. E eu choro, sofro e me descabelo como se fosse a última das samaritanas na terra. Falo como se tudo fosse muito grave. Sofro por que não tem outro jeito e a vida é assim e uma hora eu aprendo a não ser tão manteiga derretida. A verdade é que depois de tudo isso eu penso por cinco minutos e vejo que tudo não passa de um drama. Não é proposital, mas minha vida é um drama. Eu choro demais, penso demais, analiso demais e quando eu percebo, tenho o maior trabalhão pra consertar tudo. Por tudo isso eu queria pensar menos, me deixar levar pelos momentos e sorrir quando não houvesse caminho disponível. Mas não dá. Eu preciso chorar sempre. Eu preciso sentir tudo ao mesmo tempo e me sentir a mais confusa e culpada criatura da terra. Eu preciso falar todas as loucuras que se passam nessa minha cabecinha de vento pra depois de dez minutos ver que não é nada daquilo e que eu me deixei, de novo, levar pelo calor momentâneo da minha dramaticidade visceral. É tudo visceral. O amor, a paixão, a loucura, a vontade e a não-vontade. As dúvidas pulam na frente dos meus olhos e me fazem imaginar todo o tipo de coisas. Principalmente as impossíveis. E mesmo quando todo mundo já se acostumou com as minhas viagens mentais, eu chego à conclusão de que eu cansei. E faria bem se pudesse ir morar no Alaska, sozinha, pra ser visceral assim apenas com os poucos esquimós que quisessem ver a minha cara inchada. Por que tem horas que até eu mesma fico cansada de conviver comigo.
E tudo que eu queria agora era que a gente voltasse a ser o que era antes. mas o “nós” acabou se perdendo em algum lugar do caminho e não conseguiu chegar até aqui. E eu não sei mais o que eu quero, nem o que eu não quero. Tudo mudou demais. Eu mudei demais e me tornei uma pessoa amarga e mimada. Você também mudou, e não sobrou nem a lembrança do que você era. E eu acho que daria pra voltar atrás se fizéssemos um esforço enorme. Mas não sei até onde isso seria bom. Ou até onde nós estaríamos realmente dispostos. E agora fica essa dor enorme, essa sensação de fracasso, de tempo perdido, de incapacidade. Até pra escrever.
Meu dilema
Eu choro.
Choro porque no nosso jogo você sempre ganha, porque você me conhece mais do que eu queria e porque eu não sou e nunca vou ser prioridade na sua vida.
Não é charme, amor, é realidade.
Choro porque você não está aqui quando eu preciso nem quando eu quero, porque eu vejo você, de longe, e não posso me aproximar, porque eu tenho que disfarçar para o mundo o que eu sinto, minha tristeza, minha raiva, minha paixão.
Entristeço-me porque você não é quem eu gostaria que fosse, porque não age como eu espero, e mesmo assim eu te quero. Porque você está sempre ocupado e/ou com problemas, porque me pede desculpas com a cara lavada, só para transferir a responsabilidade pra mim, e não porque está arrependido.
Não sei se o que eu quero é tirar de vez você da minha vida eu tomar a sua de uma vez para mim. Não sei se, caso estivesse aqui agora, iria matá-lo ou amaria você.
Não sei se você me faz bem ou mal, se, nesse momento, eu o amo ou odeio.
Você sente falta, eu saudade. Você quer ver, eu ouvir. Você está longe, eu aqui. Você é inconstante, eu previsível. Você vive dois, eu às margens de um. Você se diverte, eu me incomodo. Você me quer, eu não quero querer você. Você tem tudo, eu quero você. Eu escrevi isso tudo, você não vai ler...
O tempo deve ter enclausurado as minhas palavras, mas eu vou tentar escrever, porque eu preciso. Eu preciso de verdade.
Faz tempo que as coisas não são mais do jeito que um dia foram, faz tempo que a mudança de dia, de tempo, de clima, enfim, a mudança do jeito da levar a vida e de agir dentro da mesma mudaram. É fato que a mudança faz parte de tudo, porque se as coisas não mudassem não cresceríamos, não aprenderíamos... seria verdadeiramente uma coisa muito monótona. O problema acontece quando as coisas mudam para pior, e quando a mudança ocorre num momento indesejado, sem nem percebermos. E é isso o que mais me aflige.
As pessoas mudam conforme a necessidade, conforme o comportamento do próximo, e este, provavelmente é a maior influência do outro. O mais interessante é que as pessoas querem tanto mudar para serem iguais ao próximo, que se esquecem de se perguntar se aquela mudança seria favorável tanto a si mesmo quanto aos outros. O desrespeito vem logo em seguida, a insuportabilidade também. E aí a convivência fica difícil, e a pessoa fica tão mudada, que chega a ser irreconhecível. O próximo passo eu ainda não sei. E aí é que mora o perigo.
